De forma vigorosa, o grupo surge no palco ao som de "People Of The South Wind". Platt já dava mostras de que não teria assumido o vocal por acaso. Aliás, o vocalista estava elétrico - andava de um lado para o outro; interagia o tempo inteiro; e parecia ser o mais feliz em estar ali. Em contrapartida, Williams, com o seu tapa-olho remetendo ao pirata da banda, foi o mais distante da plateia. O guitarrista parecia concentrado apenas na execução das músicas, sem mal trocar olhares com os fãs. Em "Play The Game Tonight", hit dos anos oitenta, o indefectível teclado característico é tocado tão magistralmente por David Manion, que você esquece que a música tem mais de 30 anos. Já "Dust In The Wind" leva o público ao delírio - com destaque ao dueto entre Manion e David Ragsdale, no violino. Aliás, a banda tem na dinâmica a sua principal marca. E o que dizer dos arranjos vocais? Mesmo que a banda tenha reduzido ao máximo os instrumentais, o resultado continuou sendo genial. Em "Belexes", por exemplo, o duelo entre o violino de Ragsdale e a guitarra de Richard Williams causou arrepios generalizados - que chegou ao máximo na derradeira "Sparks Of The Tempest", encerrando a primeira parte do show.
“Eu não poderia morrer sem ver o Kansas” - dispara um colega ao lado. Mas quem disse que o Kansas é para ser visto apenas uma vez na vida?
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