ROCKONBOARD NEWS

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Foto: Divulgação
Blitz vai mostrar seu novo disco, 'Aventuras 2', e sucessos de toda carreira
De volta às origens. Festejando seus 35 anos de carreira e o lançamento do novo álbum ‘Aventuras 2’ (Deck), a Blitz sobe no palco sagrado do Circo Voador neste sábado (15) para gravar seu novo DVD. Vale lembrar que a banda nasceu no palco do próprio Circo Voador, na época que ele era hospedado praia do Arpoador, no início dos anos oitenta. Logo em seguida, eles gravaram o compacto ‘Você não soube me amar’, que é até hoje o maior sucesso do grupo. O compacto atingiu a marca incrível de um milhão de cópias vendidas - o que na época era um fato raro, pois a indústria fonográfica vivia um momento de crise. Por todo esse envolvimento histórico com a casa, a noite de sábado é ainda mais especial. Evandro Mesquita, que está na frente da banda desde a sua formação, falou um pouco sobre esse show no Circo.

A Blitz inaugurou o Circo Voador no Arpoador e também na Lapa. Por isso, eu posso dizer que esse show de gravação do nosso DVD será histórico. Também teremos vários convidados especiais na noite. - disse Evandro.

O novo disco, ‘Aventuras 2’,  também conta com várias participações especiais, entre elas: Paralamas do Sucesso, Frejat, Arnaldo Brandão, George Israel, Sandra de Sá, Zeca Pagodinho e Andreas Kisser. A formação atual da Blitz é Evandro Mesquita (vocal, guitarra e violão), Billy Forghieri (teclados), Juba (bateria), Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (baixo), Andréa Coutinho (backing vocal) e Nicole Cyrne (backing vocal). A banda também é uma das atrações do Rock in Rio 2017 e se apresenta no dia 16 de setembro, no palco Sunset.

BLITZ NO CIRCO VOADOR
Data: 15 de abril de 2017, sábado
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 22h
Classificação etária: 18 anos
Pista 1º lote: R$80 / R$40 (meia / promocional)
Venda online AQUI
Foto: Divulgação
Neste sábado, o The Baggios vai estrear no Palco do Circo Voador
Por Bruno Eduardo

Do menor estado do Brasil para um dos palcos mais famosos do rock nacional. Com mais de dez anos de estrada, os sergipanos do The Baggios estarão concretizando mais um sonho na carreira quando entrarem no palco do Circo Voador na noite deste sábado (18). O grupo não esconde a ansiedade de poder conhecer um dos redutos sagrados do rock nacional. "Já passamos na frente algumas vezes e ficamos ali paquerando", diz Julio Andrade, guitarrista e vocalista do Baggios, em participação no programa de rádio Arariboia Rock News. Para ele, a noite será mais especial ainda por tudo o que está envolvido. "Além de ser a nossa primeira vez, estaremos abrindo para o Camisa de Vênus tocando Raulzito. Imagina isso?", orgulha-se.


Vai ser um dia especial porque o Raul Seixas é uma grande referência para nossa música. E tocar ao lado de Marcelo Nova, que foi parceiro do Raul é uma honra. (Julio Andrade)

O The Baggios chega ao Rio de Janeiro para lançar o seu novo e elogiadíssimo disco, Brutown [leia resenha do disco AQUI]. Produzido no estúdio carioca Toca do Bandido, pelo produtor Felipe Rodarte, o álbum figurou na maioria das grandes listas de melhores do ano passado. "Eu acho que foram mais de trinta listas. Ver o nosso disco em melhores do ano dos principais veículos do país, e ao lado de outros artistas que são referências para o nosso som, nos deixa muito orgulhosos", afirma o baterista Gabriel. 
Foto: Amanda Respício
Julio Andrade em entrevista no programa Arariboia Rock News
Quem for ao Circo Voador neste sábado vai poder encontrar "Brutown" nos formatos CD e LP, além disso, a banda deve disponibilizar um merchan com outros utensílios, como camisetas com a arte da turnê. Depois desse show no Rio, o The Baggios segue com a turnê para o Nordeste, mas antes fazem uma parada em São Paulo para a cerimônia do Prêmio Bravo, onde concorrem como melhor disco de 2016.

Quem quiser conferir a entrevista completa com o The Baggios, que aconteceu no programa de rádio Arariboia Rock News, basta clicar AQUI.

CAMISA DE VÊNUS + THE BAGGIOS NO CIRCO VOADOR
Data: 18 de março de 2017, sábado
Local: Circo Voador
Abertura da casa: 22h
Classificação:18 anos (de 14 à 17 anos somente acompanhado do responsável).
Pista 1º lote: R$100 / R$50 (meia / promocional*)
*Estudantes, menores de 21 anos, maiores de 60 anos, clientes odeon e quem levar 1kg de alimento terão direito ao ingresso promocional 
Ponto de venda: bilheteria do Circo Voador
Venda online AQUI
Foto: Aline Narducci
Shirley Manson brilha em noite histórica no Circo Voador
Por Rom Jom

Era fácil ver a ansiedade nos rostos das pessoas que lotaram o Circo Voador na tarde quente e abafada de domingo. Afinal, era a oportunidade de ver o Garbage pela primeira vez na cidade (finalmente!), após o fim de um hiato de alguns bons anos.

A integração dos fãs com a banda que fez sucesso nos anos noventa pôde ser vista logo no início do show. Embora “Supervixen” não seja uma música de abertura tão forte, a sequência com a dobradinha “I Think I’m Paranoid” e “Stupid Girl” (numa performance vocal de Shirley Manson para se guardar na memória) provocou uma incrível catarse coletiva. Em seu primeiro contato com o público Shirley fez questão de valorizar a sua primeira vez no Rio. "Desculpe não falar em português, então vou falar com meu “escocês” mesmo: é muito bom estar pela primeira vez em nossa carreira no Rio de Janeiro depois de todos esses anos. Prazer, nós somos o Garbage!". Como não se apaixonar por essa cantora de cabelo rosa? O fato é que nada seria capaz de atrapalhar uma noite tão sinérgica, nem mesmo o fato de ter de reiniciar “Blood for Poppies” por problemas técnicos. “Vocês são muito barulhentos” disse ela ao final da canção.

A grande verdade é que a vocalista rouba a cena, definitivamente. Seus parceiros de banda (sem Butch Vig, que por problemas de saúde foi substituído por Eric Gardner) fazem apenas o trabalho de casa, e muito bem feito, porém ficam um tanto ofuscados pela cantora, que brilha o tempo inteiro. Ela anda, canta junto com o público, pula, anda em círculos durante as músicas como sempre fez desde o início da sua carreira e faz parecer que o tempo não passou para ela, e se passou, melhorou todo o seu conjunto.

Seria muito difícil definir também uma música no qual o público tenha gostado mais. O frenesi da casa era sensacional. Seja acompanham o rock de “Sexy is Not the Enemy” ou hipnotizados em canções mais melódicas como “Blackout” e “Magnetized”, do novo – e excelente álbum – 'Strange Little Birds'. E o que falar também da fortíssima “Bleed Like Me”- acompanhada de um discurso sobre o hiato da banda e seu retorno.

No final, a banda atacou numa versão pesada e de guitarras surreais em “Vow” e um início à capella do megasucesso “Only Happy When It Rains”. Já no bis, o Garbage fez o público viajar no tempo e voltou ao ano de 1995 com “Queer” - destaque mais uma vez para a voz da Shirley. “Empty”, primeiro single do novo disco, foi cantada tão forte que era fácil ver o sorriso nos rostos dos integrantes, e “Cherry Lips” trouxe uma energia juvenil de Manson - quantos anos tem essa "menina" mesmo? De todo modo, após uma apresentação tão voraz, o público só pede uma coisa para a cantora: que a próxima vez no Rio não demore tanto!
Foto: Divulgação
Garbage está de volta e promete noites memoráveis no Brasil
Considerado um dos nomes mais importantes da música mundial, o Garbage está de volta ao Brasil esta semana e se apresenta domingo (11) no Circo Voador. O grupo de Shirley Manson (vocal), Steve Marker (guitarra/teclado), Duke Erikson (guitarra/teclado) e Butch Vig (bateria) chega para divulgar seu novo - e ótimo - álbum, “Strange Little Birds” [leia a resenha do disco AQUI]. Um dia antes, eles tocam em São Paulo, no Tropical Butantã. Para quem ainda pensa em comprar ingressos para o show no Rio de Janeiro deve correr, pois a carga já está no 5º lote, saindo por R$180 a meia entrada / promocional (basta levar 1 kg de alimento para ter direito). A banda de São Paulo, BBGG abre o show no Rio de Janeiro.

Provável Setlist

Nesta nova passagem pelo Brasil, a banda promete protagonizar noites memoráveis, relembrando clássicos de toda carreira, além de canções mais recentes. Confira abaixo as músicas que devem pintar no show deste domingo.

Supervixen
Subhuman
I Think I'm Paranoid
Stupid Girl
Automatic Systematic Habit
Blood for Poppies
The Trick Is to Keep Breathing
Sex Is Not the Enemy
Blackout
Magnetized
Special
#1 Crush
Even Though Our Love Is Doomed
Why Do You Love Me
Night Drive Loneliness
Bleed Like Me
Shut Your Mouth
Vow
Only Happy When It Rains
Push It
Queer
Sometimes
Empty
Cherry Lips (Go Baby Go!)
Beloved Freak

Sucesso nos anos 90 e retorno triunfante

Formado em 1993, o Garbage possui hits marcantes como “Only Happy When It Rains”, “Stupid Girl”, “I Think I'm Paranoid”, “Push It” e “Milk”. O lançamento de seu debut (homônimo), em 1995, fez da banda um dos maiores nomes do rock alternativo americano. O Garbage já vendeu mais de 25 milhões de discos no mundo inteiro e é conhecido por seu estilo considerado, "noventista" - com guitarras pesadas, elementos eletrônicos e letras que falam sobre temas particulares, tendo em Shirley Manson, um símbolo do feminismo no rock.

O novo disco, Strange Little Birds, foi gravado no porão do baterista e mega produtor Butch Vig (Foo Fighters, Nirvana, Smashing Pumpkins, Against Me!, Sonic Youth, Helmet) e teve a mixagem e masterização do conceituado Billy Bush, no Red Razor Sounds studio, em Los Angeles. Recentemente, a banda fez uma apresentação no programa Jimmy Kimmel Live, onde apresentou o single "Empty" [assista AQUI]. 

GARBAGE NO RIO DE JANEIRO
Data: 11 de dezembro de 2016, domingo
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 18h00
Classificação etária: 16 anos
Pista 5º lote: R$360 / R$180 (meia / promocional)
Venda online AQUI
Foto: Divulgação
Banda se apresenta no Circo Voador em março
O Queremos! anunciou que o Cage the Elephant será uma das atrações do Circo Voador em 2017. A banda se apresenta no dia 29 de março ao lado do Silversun Pickups. Aproveitando que os grupos estarão no Brasil para o Lollapalooza, a produção do Queremos! tratou de agilizar a vinda deles para o Rio de Janeiro. Essa é a terceira vez que o Cage The Elephant vem ao Brasil, e a primeira no Rio. A banda está na estrada divulgando o seu quarto disco de estúdio, Tell Me I'm Pretty. O álbum foi gravado no Easy Eye Sound e teve a produção de Dan Auerbach, do The Black Keys. Após ganhar notoriedade com seu disco de estreia em 2008, o Cage The Elephant chamou a atenção de ninguém menos que Dave Grohl, líder do Foo Fighters. O ex-baterista do Nirvana chegou a tocar bateria em alguns shows com o grupo e indicou-os para Perry Farrel, que acabou incluindo a banda no line up do Lollapalooza. Após lançarem mais um bom disco em 2011 (Thank You, Happy Birthday), o Cage The Elephant conquistou de vez a crítica com Melophobia, que elevou o status do grupo na cena mundial ao ter dois singles em primeiro lugar no Top Alternativo: “Come a Little Closer” e “Cigarette Daydreams”. Com esse disco, o Cage The Elephant veio ao Brasil pela segunda vez, novamente no festival Lollapalooza. Hoje o grupo é formado por Matt Shultz (voz), Brad Shultz (guitarra), Daniel Tichenor (baixo) e Jared Champion (bateria).

Formada em 2002, o Silversun Pickups (abreviada por SSPU) é uma banda de indie-rock de Los Angeles. O primeiro trabalho do grupo foi um EP intitulado Pikul e lançado em 2005, depois lançaram seu primeiro álbum de estúdio, Carnavas, em 2006, seu segundo álbum Swoon em 2009, e em maio de 2012 seu terceiro e mais recente álbum, Neck of The Woods. Algumas músicas deles foram tocadas em séries como: The Vampire Diaries, One Tree Hill e The O.C..
Foto: Divulgação
Garbage vai fazer um dos shows mais esperados do ano no Circo Voador
Considerado um dos nomes mais importantes da música mundial, o Garbage volta ao Brasil em dezembro e tem data marcada no Circo Voador (dia 11). O grupo de Shirley Manson (vocal), Steve Marker (guitarra/teclado), Duke Erikson (guitarra/teclado) e Butch Vig (bateria) chega para divulgar seu novo - e ótimo - álbum, “Strange Little Birds” [leia a resenha do disco AQUI]. O Garbage também toca em São Paulo, um dia antes, no Tropical Butantã. Para quem ainda pensa em comprar ingressos para o show no Rio de Janeiro deve correr, pois a carga já está no 5º lote, saindo por R$180 a meia entrada / promocional (basta levar 1 kg de alimento para ter direito).

Formado em 1993, o Garbage possui hits marcantes como “Only Happy When It Rains”, “Stupid Girl”, “I Think I'm Paranoid”, “Push It” e “Milk”. O lançamento de seu debut (homônimo), em 1995, fez da banda um dos maiores nomes do rock alternativo americano. O Garbage já vendeu mais de 25 milhões de discos no mundo inteiro e é conhecido por seu estilo considerado, "noventista" - com guitarras pesadas, elementos eletrônicos e letras que falam sobre temas particulares, tendo em Shirley Manson, um símbolo do feminismo no rock.

O novo disco, Strange Little Birds, foi gravado no porão do baterista e mega produtor Butch Vig (Foo Fighters, Nirvana, Smashing Pumpkins, Against Me!, Sonic Youth, Helmet) e teve a mixagem e masterização do conceituado Billy Bush, no Red Razor Sounds studio, em Los Angeles. Recentemente, a banda fez uma apresentação no programa Jimmy Kimmel Live, onde apresentou o single "Empty" [assista AQUI]. A banda de São Paulo, BBGG abre o show no Rio de Janeiro.

GARBAGE NO RIO DE JANEIRO
Data: 11 de dezembro de 2016, domingo
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 18h00
Classificação etária: 16 anos
Pista 5º lote: R$360 / R$180 (meia / promocional)
Venda online AQUI

Foto: Divulgação
Wilco faz show inédito no Circo Voador e divulga novo disco
Nesta quinta-feira (6), o público carioca terá a oportunidade de assistir uma das bandas mais cultuadas da história no Circo Voador. Trata-se do Wilco, que desde 2005 não se apresenta no Rio. A última vez que a banda de Jeff Tweedy passou por aqui foi no Tim Festival. De lá para cá, a banda lançou mais 4 registros oficiais - entre eles o aclamado ‘Star Wars’, de 2015. Desta vez, o grupo chega para apresentar seu novo trabalho, 'Schmilco', que está na praça desde o mês passado. John Stirratt (baixo), Nels Cline (guitarras, loops e lapsteel), Glenn Kotche (bateria), Pat Sansone (teclados, sintetizadores), Mikael Jorgensen (teclados, efeitos, sintetizadores), além de Jeff nas guitarras, harmônicas e nos vocais, estão extraordinariamente animados com o repertório desse álbum, que Tweedy definiu como “alegremente negativo”. 

Formado nos anos noventa, o Wilco chamou a atenção da mídia no seu quarto disco, Yankee Hotel Foxtrot (2002). O álbum foi o mais bem sucedido da carreira do grupo, vendendo mais de 590 mil cópias no mundo inteiro. Além disso, a banda ganhou dois Grammy Awards pelo seu quinto álbum de estúdio, A Ghost Is Born (2004), incluindo o Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa. Os únicos remanescentes da formação original são o cantor Jeff Tweedy e o baixista John Stirratt.

WILCO NO CIRCO VOADOR
Data: 06 de outubro de 2016, quinta-feira
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 21h
Classificação etária: 18 anos
Pista 1º Lote: R$280 / R$140 (meia / promocional*) ESGOTADO
Pista 2º Lote: R$320 / R$160 (meia / promocional*)
Pista 3º Lote: R$360 / R$190 (meia / promocional*)
*Estudantes, menores de 21 anos, maiores de 60 anos, clientes odeon e quem levar 1kg de alimento terão direito ao ingresso promocional 
Ponto de venda: bilheteria do Circo Voador
Venda online AQUI
Foto: Cesar Ovalle
Raimundos volta ao Circo Voador para promover o Raimundos Rock Fest
Nesta sexta-feira, dia 16 de setembro, o Circo Voador vai sediar mais uma edição do Raimundos Rock Fest. Além da maior banda de forrócore do planeta, o evento traz uma atração direto de NY, o H2O, que chega lançando seu novo disco, “Use Your Voice”. O grupo punk americano é capitaneado pelo lendário Toby Morse, ex-roadie do do cultuado Sick of it All, e devem repetir a enérgica apresentação que fizeram por aqui em 2012. Entre as músicas mais conhecidas estão “One Life, One Chance”, Role Model” e “Skate!”. Fechando a noite, os Raimundos não vão deixar pedra sobre pedra, já que o show da banda é sinônimo de diversão. Os fãs vão poder ouvir os hinos eternos "Puteiro em João Pessoa", "Nega Jurema", "Eu Quero é Ver o Oco", "Tora-Tora" e "Mulher de Fases" e "Esporrei na Manivela". Os ingressos custam apenas R$50, e podem ser adquiridos pela internet ou direto nas bilheterias do Circo Voador.

RAIMUNDOS ROCK FEST NO CIRCO VOADOR
Data: 16 de setembro de 2016, sexta-feira
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 22h
Classificação etária: 18 anos
Pista 1º lote: R$100 / R$50 (meia / promocional*)
*Estudantes, menores de 21 anos, maiores de 60 anos, clientes odeon e quem levar 1kg de alimento terão direito ao ingresso promocional 
Ponto de venda: bilheteria do Circo Voador
Venda online AQUI
Foto: Divulgação
Garbage vai fazer um dos shows mais esperados do ano no Circo Voador
Considerado um dos nomes mais importantes da música mundial, o Garbage volta ao Brasil em dezembro e tem data marcada no Circo Voador (dia 11). O grupo de Shirley Manson (vocal), Steve Marker (guitarra/teclado), Duke Erikson (guitarra/teclado) e Butch Vig (bateria) chega para divulgar seu novo - e ótimo - álbum, “Strange Little Birds” [leia a resenha do disco AQUI]. O Garbage também toca em São Paulo, um dia antes, no Tropical Butantã.

O grupo, formado em 1993, possui hits marcantes como “Only Happy When It Rains”, “Stupid Girl”, “I Think I'm Paranoid”, “Push It” e “Milk”. O lançamento de seu debut (homônimo), em 1995, fez da banda um dos maiores nomes do rock alternativo americano. O Garbage já vendeu mais de 25 milhões de discos no mundo inteiro e é conhecido por seu estilo considerado, "noventista" - com guitarras pesadas, elementos eletrônicos e letras que falam sobre temas particulares, tendo em Shirley Manson, um símbolo do feminismo no rock.

O novo disco, Strange Little Birds, foi gravado no porão do baterista e mega produtor Butch Vig (Foo Fighters, Nirvana, Smashing Pumpkins, Against Me!, Sonic Youth, Helmet) e teve a mixagem e masterização do conceituado Billy Bush, no Red Razor Sounds studio, em Los Angeles. Recentemente, a banda fez uma apresentação no programa Jimmy Kimmel Live, onde apresentou o single "Empty" [assista AQUI].

GARBAGE NO RIO DE JANEIRO
Data: 11 de dezembro de 2016, domingo
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 18h00
Classificação etária: 16 anos
Pista 5º lote: R$360 / R$180 (meia / promocional)
Venda online AQUI

Foto: Divulgação
Simple Plan deve lotar o Circo Voador em dezembro
Após quatro anos de espera, o Simple Plan está de volta ao Brasil. Os canadenses seguem divulgando a turnê do álbum Taking On for the Team, o quinto da carreira, e que conta com algumas faixas já bastante populares entre os fãs, como "Boom!", "Opinion Overload" e "Singing In The Rain!". No Rio de Janeiro, o show será no Circo Voador, dia 9, e os ingressos já podem ser adquiridos no primeiro lote. Ícone do pop punk dos anos 2000, o Simple Plan alcançou o sucesso logo em seu disco de estreia, No Pads, No Helmets... Just Balls, muito por conta do hit "I'd Do Anything", que tem a participação de Mark Hoppus do Blink 182. No entanto, foi no disco seguinte que eles atingiram o maior êxito comercial, vendendo 5 milhões de cópias no mundo inteiro. Produzido por Bob Rock, Still Not Getting Any traz os sucessos radiofônicos "Welcome To My Life" e "Shut Up!". Além do Rio, o Simple Plan também se apresenta no dia 7, em São Paulo (Citibank Hall); 8, em Belo Horizonte (Music Hall); e 11, em Porto Alegre (Bar Opinião).

SIMPLE PLAN NO CIRCO VOADOR
Data: 9 de dezembro de 2016
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 21h
Classificação etária: 18 anos
Pista 1º lote: R$220 / R$110 (meia / promocional)
Pista 2º lote: R$260 / R$130 (meia / promocional)
Pista 3º lote: R$290 / R$145 (meia / promocional)
Ponto de venda: bilheteria do Circo Voador

Venda online AQUI
Foto: Guto Jimenez
Circo Voador recebeu evento beneficente para ajudar irmã de Gabriel Thomaz
Por Guto Jimenez

Shows beneficentes sempre são uma ótima ideia, pois você assiste a bons espetáculos de bandas que normalmente não tocariam juntas e, ao mesmo tempo, ajuda a promover o bem de alguma forma. Com um line up que incluía o retorno dos MC’s HC, a energia dos Autoramas e a porradaria sonora e ideológica do Planet Hemp, além da discotecagem do mítico DJ Marcelinho da Lua, a noite do Circo Voador tinha tudo pra ser inesquecível. E assim o foi!

O objetivo do Hard Cuore Fest foi de arrecadar fundos pro tratamento médico de Layana Thomaz, estilista e irmã do Gabriel Thomaz (do Autoramas). Uma figura constante na cena carioca, ela já desfilou no Fashion Rio com sua grife própria e atualmente é a responsável pelo projeto itinerante ALoja. Só pra você entender a gravidade do problema, ela nasceu com uma condição congênita no coração que já a levou a três cirurgias cardíacas; como se isso não bastasse, ela ainda enfrenta uma endocardite bacteriana na válvula pulmonar do coração. Infelizmente, não adiantou ter um bom plano de saúde, que covardemente não cobriu os custos absurdos do tratamento, muito menos acionar o próprio plano, o SUS, a ANS ou o ministério da saúde na justiça. Ela tinha de fazer o tratamento, que foi realizado na marra e cujos custos beiram a absurdos R$ 450 mil em valores atualizados; parte da dívida foi paga com uma vaquinha entre parentes e amigos, bazares beneficentes e um show em SP, mas a conta estava longe de fechar. O hospital joga duro, cobrando aquilo que lhe é devido com toda a falta de habilidade que é característica dessas instituições nessas ocasiões... O que fazer?

Amigo dos irmãos Thomaz há mais de 20 anos, BNegão resolveu organizar um show no Rio com alguns músicos também amigos que se dispuseram a ajudar a causa. Naturalmente, um espetáculo desse tipo só poderia acontecer em um único lugar, e que sempre teve iniciativas voltadas à comunidade nos seus mais de 30 anos de história: o Circo Voador. Todos os músicos abriram mão dos cachês – apenas as equipes técnicas receberam metade do que receberiam -, não rolaram listas amigas ou de VIPs e o objetivo era um só, o de fazer o bem a uma pessoa de bem.

E tome música da melhor qualidade pra isso! Abrindo os trabalhos e entretendo o público nos intervalos dos shows, o gênio das carrapetas Marcelinho da Lua serviu uma porção farta de seu vasto conhecimento musical e da arte de manter a galera agitando sem parar. Sou muito suspeito pra falar por ser um antigo fã do cara, um dos poucos que misturam artistas tão diferentes como Linton Kwesi Johnson (em música e spoken Word), Tim Maia em versão drum’n’bass e Easy-E num mesmo set com total coerência e fluidez. O resultado? Gente se sacudindo a noite inteira, seja sob a lona ou do lado de fora.

Foto: Guto Jimenez
Show marcou o retorno do MC's HC no palco do Circo Voador
O primeiro show da noite marcou o retorno dos MC’s HC ao palco do Circo. Eu sempre me diverti muito assistindo aos caras, desde a época que eles ainda atendiam pelo nome de Chatos & Chatolins e tocavam uma mistura insana de rock pesado com funk carioca em picos como o Garage. Mais adiante, já com o nome que os consagrou no cenário, gravaram um disco homônimo influenciados por Defalla e principalmente pelo batidão nascido e criado no Irajá, bairro fervilhante da ZN carioca. Babão comentou que ele, Smile MC & Cia só ensaiaram quatro vezes depois de alguns anos pra esse show, mas sinceramente não deram a menor pinta disso: botaram o palco no bolso e fizeram o público ainda modesto pular feito pipoca e rebolar os seus respectivos popozões. O início foi o de sempre, “Ultimate Funk” emendando com “Mr. DJ”, e daí em diante foi um retorno ao início do século, com um pancadão grosseiro após o outro: “Baby, Baby”, “Comando MC”, “Sacana”, “I Need You”, “Pancadão”, “Supersonic Song” e a inevitável e incrível “Hora da verdade”. A banda adicionou um teclado e um trompete à sua formação, que trouxeram um tempero todo especial à sonoridade deles, especialmente no interlúdio com “Miserlou” no final da apresentação. Depois desse retorno triunfal, espero que a banda resolva voltar às atividades de forma definitiva, eles são muito bons pra ficarem apenas na saudade.

Foto: Guto Jimenez
Autoramas no palco do Circo Voador: diversão garantida
Na sequência teve o show dos Autoramas, uma garantia de rock da melhor qualidade e muitas, muitas músicas com cara e corpo de hits; como eu ainda não tinha tido a chance de assistir a um show com a formação mais recente da banda, seria algo como unir o muito útil ao extremamente agradável. A impressão que tive ao ouvir o mais recente disco deles, “O Futuro dos Autoramas”, se confirmou com louvor ao vivo: como eles estão soando mais pesados! Resultado evidente da entrada do baixista Melvin e do baterista Fred na banda, a incorporação de suas características pessoais mais agressivas faz o contraponto com a meiguice da voz de Érika Martins, como sempre liderados pelo carisma e pela competência de Gabriel Thomaz. Inteligentemente, eles mesclaram músicas do novo trabalho com alguns de seus sucessos de seu repertório mais antigo, numa mistura que cativou o público que respondeu de maneira bastante empolgada. Assim, a clássica “Mundo Moderno” vem junto de “Quando a Polícia Chegar” - talvez a melhor do disco novo -; “Problema seu” fica na cola de “Música de Amor” (com direito a “momento fofo” do casal Gabriel e Érika e tudo); “O Que Você Quer”, “Demais” e a instrumental “Telecatch” se unem a “Você Sabe”, “Paciência” e a “Catchy Chorus”, tão diferente que eu achei até que era um cover, veja você... O anfitrião e organizador BNegão mais o apresentador informal André Nervoso sobem ao palco pra acompanharem a banda na música de “letra dificílima”, o clássico “1,2,3,4” remanescente da época do Little Quail & The Mad Birds, e a emoção sobra; mesmo sendo um cara que se doa completamente a cada show que faz, fica nítido que Gabriel está mais sentimental nessa noite. O arremate com o maior hit da banda, “Fale Mal de Mim”, trouxe a medida perfeita a um dos melhores shows que eu já vi da banda, com um único “porém” sendo de ordem técnica: todas as vezes que Gabriel usava o efeito de distorção na guitarra, o baixo praticamente sumia. Obviamente, isso não fez a menor diferença no resultado final, que trouxe expressões alegres ao público que já era bastante numeroso a essa altura.

Foto: Guto Jimenez
Planet Hemp em mais um show histórico no Circo Voador
Não me levem a mal, mas vou ter de recorrer a um clichê pra definir o show do Planet Hemp com uma só palavra: apoteótico! Acompanho os caras desde a primeira fita demo deles, que me foi mostrada pelo saudoso Luís Skunk poucos dias depois de gravada, e já assisti a um sem número de apresentações deles nesses mais de 20 anos, e posso dizer com alguma propriedade que foi um dos melhores shows que eu já assisti. Marcelo D2, BNegão e Formigão são a fundação da “firma” tradicional e adicionaram Bruno “Nobru” (ex-Cabeça) na guitarra e Pedrinho na bateria, a mesma formação que demoliu o palco do Lollapalooza há menos de dois meses [saiba como foi AQUI]. Muito além de um revival, o PH é uma banda que tem extrema relevância nos dias de hoje, uma prova viva de quanto o Brasil pouco mudou nesses últimos 20 anos; a melhor evidência disso foi ver um público cuja maioria tinha 20 e poucos anos cantando junto e fazendo uma das pogações mais duradouras que já vi no Circo. Uma galera era criança quando a banda surgiu e estourou no planeta Terra.

Simbolicamente, a banda subiu ao palco no mesmo dia que o nefasto corrupto Cunha foi afastado do congresso nacional - minúsculas propositais aqui -, e é evidente que esse e outros fatos não passariam batidos pelas interferências sempre politizadas dos caras entre as músicas. BNegão assumiu o seu melhor lado de MC e esculachou a tudo e a todos os que mereceram, dando um tempero todo especial ao repertório mais do que conhecido deles: só pra se ter uma ideia, “Porcos Fardados” foi dedicada ao "boçal-mor" Bolsonaro, o mito dos imbecis, ”Zerovinteum” veio em homenagem aos cinco menores desarmados mortos com 120 tiros pela PM carioca no início desse ano e os jardineiros alternativos foram lembrados em “Não Compre, Plante”. Todas as músicas que vem agitando toda uma geração, como “Ex-quadrilha da Fumaça”, “Dig Dig Dig”, “Phunky Buddha”, “Queimando Tudo”, “Fazendo a Cabeça”, “A Culpa é de Quem”; pedindo licença pro uso de mais um clichê, a apresentação foi tão incendiária que a pogação rolou solta até mesmo durante “Quem Tem Seda?”, de levada mais suave. 

Não faltaram covers, naquilo que foi definido como “hardcore mesmo”: “Crise Geral”, hino do Ratos de Porão, e “Seus Amigos”, da histórica banda carioca Serial Killer, que já fazem parte do repertório da banda. O momento de maior emoção foi quando Layana Thomaz foi chamada no palco pra agradecer ao público pela presença num show tão especial, que foi seguida por uma emocionante interpretação de “Samba Makossa”, de Chico Science, dedidada a ele e a outros que já subiram para o "Grande Palco", como Skunk, Chorão e Bezerra da Silva. Pra finalizar e fechar o pacote com laço de fita dourada, “Mantenha o Respeito” e “Legalize Já”, dois hinos que fazem a cabeça de gente de todas as idades com pogação elétrica até o último acorde.

Pra finalizar, é preciso dizer que não teria sido possível realizar uma noite formidável como essa se não fosse pelos esforços e pela extrema dedicação de dois caras fundamentais pro cenário musical do Rio de Janeiro: Bernardo BNegão e Alexandre Rossi, o “Rolinha”. Graças a esses dois camaradas em especial, a Layana pode contar com um alívio em seu coração guerreiro e todos nós pudemos apreciar a espetáculos sensacionais que irão ficar gravados na nossa memória pra sempre. Parabéns e muito, muito obrigado!
Foto: Divulgação
Nação Zumbi (foto) e The Young Gods: promessa de show imperdível 
Escalados para a 50ª edição do cultuado Montreux Jazz Festival, que acontece em julho deste ano, os grupos Nação Zumbi e do The Young Gods (Suíça) irão fazer uma prévia deste número em dois shows no Brasil. O evento foi batizado de Brasil encontra Suíça, idealizado pelo Consulado Geral da Suíça. As apresentações estão confirmadas para o final de maio nas cidades de São Paulo (Cine Joia, dia 26), e Rio de Janeiro (Circo Voador, dia 27). 

Para quem não conhece, o The Young Gods foi formada em 1985 e é considerado um dos precursores na utilização do sampler como instrumento musical, sendo uma das bandas de rock industrial mais influentes da época. Devido às diversas mudanças de line-up, a sonoridade do grupo foi se modificando ao longo dos anos, passando a adicionar elementos de música eletrônica e ambiente. Alguns artistas renomados como The Edge, do U2, Mike Patton (Faith No More) e David Bowie se declararam incluenciados pelo grupo suíco. 

Já a Nação Zumbi é uma das mais influentes bandas de rock de todos os tempos. O grupo ficou famoso nos anos noventa, quando levava o nome de Chico Science & Nação Zumbi e marcou época ao propagar ao mundo o movimento "manguebeat", principalmente com os marcantes "Da Lama Ao Caos" e "Afrociberdelia". Após a morte de Chico Science, a Nação Zumbi seguiu com Jorge Dü Peixe nos vocais e lançou trabalhos de alto nível, como os excelentes "Futura" (2005) e "Fome de Tudo" (2007).
Vencedor ainda poderá conhecer a banda no camarim do Circo Voador
Agora você tem a chance de assistir o Soulfly de graça nesta quinta-feira (7) no Circo Voador, e ainda terá direito a levar um acompanhante. Mas não só isso. Você ainda poderá conhecer a banda no camarim e tirar uma onda com seus amigos, além de ganhar o novo CD, "Archangel" de brinde. Para isso, você terá que participar da promoção realizada pelo Circo Voador, onde você terá que soltar a sua voz em um vídeo para lá de irado. 

Para levar essa promoção, você deverá gravar um vídeo cantando uma marchinha de carnaval com vocal gutural. Não precisa ser nada muito extenso não. Pode ser só um trechinho mesmo, mas tem que ser caprichado. Ganha pontos quem ainda mandar um agudão tipo Rob Halford no final. A gravação do vídeo deve ser postada até as 13h30 desta quinta-feira (dia do show), na pagina do evento AQUI. O vencedor será anunciado na própria quinta-feira, às 14h.
Foto: Divulgação

Max Cavalera e sua tribo retornam ao Rio de Janeiro para mais um show que promete abalar as estruturas da lona histórica do Circo Voador. Dessa vez, ele traz para América Latina a turnê do aclamado "Archangel", lançado em 2015. Formada em 1997 no estado do Arizona, EUA, pelo brasileiro Max Cavalera - que havia acabado de deixar o Sepultura -, o Soufly ganhou respeito no mundo inteiro com sua mistura de new metal, world music, thrash metal e fortes influências de ritmos brasileiros. O projeto foi recebido com entusiasmo logo no álbum de estreia, "Soulfly", que teve participações de artistas como Nação Zumbi (Jackson Bandeira), Fear Factory, Deftones, entre outros. O álbum também recebeu disco de ouro, e ganhou popularidade na MTV mundial pelo vídeo clipe da faixa "Bleed", que contava com Fred Durst, vocalista do Limp Bizkit. Nas letras do Soulfly, Max Cavalera aborda temas como a espiritualidade e a religiosidade, além de assuntos mais polêmicos como guerra, violência, agressão, escravidão e ódio. A banda lançou até agora dez álbuns de estúdio, um EP, dezenove singles e um DVD. As bandas Capadocia e Claustrofobia abrem a noite no Circo Voador.

SOULFLY NO RIO DE JANEIRO
Data: 7 de abril de 2016
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 19h00
Classificação etária: 18 anos
Pista 1º lote: R$180 / R$90 (meia / promocional)
Pista 2º lote: R$200 / R$100 (meia / promocional)
Ponto de venda: bilheteria do Circo Voador
Venda online AQUI
Foto: Bruno Eduardo

Por Bruno Eduardo

O show do Exodus no Circo Voador foi uma demonstração digna da chamada "era de ouro" do thrash metal. Ao lado de Testament, Vio-Lence, Forbidden e Metallica, eles tiveram papel importante na disseminação do gênero no mundo inteiro, solidificando a - então - embrionária cena thrash metal da Bay Area no fim dos anos setenta. De lá para cá, a banda sofreu várias mudanças em sua formação, e hoje chega ao Brasil com um time pouco mexido, se comparado ao último show no Brasil, que aconteceu em 2014. 

A ausência do guitarrista Gary Holt - que não veio ao Brasil para cumprir compromissos com o Slayer - não impediu que o grupo entorpecesse os fãs com riffs massacrantes e solos de guitarra altamente técnicos. Holt foi habilmente substituído pelo excelente Kragen Lum (da banda Heathen), que sonoramente, não ficou devendo. A banda abriu a pancadaria com duas de seu último disco ("Black 13" e "Blood in Blood Out"), já bastante conhecido por aqui. Mas foram em canções mais clássicas que o show acabou ganhando forma. "Derranged", do clássico Pleasures Of The Flesh, é uma das que melhor representam o thrash embrionário nos anos oitenta. O riff dessa música pode ser visto como uma espécie de cartilha básica para o gênero - repetido por quase toda a geração dos anos 90 (incluindo o próprio Sepultura, fase Arise).

No palco, quem toma conta da situação é o veterano Steve "Zetro" Souza. Único a falar diretamente com o público, o vocalista ordena a cada música que mãos com chifrinhos sejam exibidas e pede cuidado entre os fãs na hora do pogo. Mantendo o clichê, ele também não se cansou de repetir que o Brasil é o melhor lugar do mundo para fazer shows - e tomar cachaça. No entanto, vale destacar que a voz do sujeito continua em dia.  

O show ganhou seu ponto alto com duas faixas do exuberante Bonded By Blood - "Metal Command" e "Piranha" (que também teve a maior roda de pogo da noite). O hino do thrash, "War is My Shepherd", do cultuado Tempo Of The Damned (lançado em 2004) deixou os fãs batendo cabeça e solando air guitars - assim como o vocalista Steve Zetro, que numa brincadeira de palco, utilizou a pedaleira de Krag Lum para solar sua guitarra imaginária. Do mesmo álbum, "A Lesson in Violence" (que soa muito mais brutal ao vivo) fechou a melhor seqüência da apresentaçãoJá a violenta "Strike Of The Beast" - e sua locomotiva desgovernada de riffs - foi o final perfeito de show, com rodas indianas e pogo comendo solto.   

A maior conclusão que possa ser tirada desta insana experiência de assistir um show do Exodus, é que os amantes do thrash metal "mainstream", hoje representados pela dupla Metallica / Slayer, possam sempre que for necessário, revisitar uma parte desse museu Bay Area em casas menores, que possuem bandas tão essenciais, e com os mesmos níveis extremos de habilidade, personalidade e camaradagem - ingredientes peculiares nesta forma tão amada de se fazer heavy metal.

Foto: Bruno Eduardo

Foto: Cesar Ovalle

O Circo Voador confirmou um show especial dos Raimundos na lona histórica carioca. O projeto leva o nome de Raimundos toca Ramones, e, como o nome sugere, será uma noite de homenagem a um dos maiores ícones do punk rock mundial. No repertório, clássicos como ‘Sheena is a Punk Rocker’, ‘Rockaway Beach’, ‘Blitzkrieg Bop’, ‘Teenage Lobotomy’ e ‘I Wanna Live’ serão metralhados sem dó nem piedade naquela velocidade créu 5.  Músicas mais melodiosas como ‘Strenght to Endure’, ‘I Believe in Miracles’ e ‘Poison Heart’ ganham versões mais fiéis à gravação, de um jeito que nem os originais tocavam ao vivo. E ainda tem ‘California Sun’, ‘Bonzo Goes to Bitburg’ e muito mais. O show tributo aos Ramones acontece no dia 12 de março na primeira edição do Raimundos Rock Fest e terá a presença das bandas Gangrena Gasosa e Galinha Preta abrindo a noite. Para quem ainda não sabe, os Ramones foram a maior influência dos Raimundos no início da carreira - inclusive servindo de modelo para o próprio nome da banda brasiliense. Essa não será a primeira vez que o grupo fará um show em homenagem aos seus ídolos. Recentemente, eles gravaram uma participação no canal Bis, utilizando este mesmo projeto que será apresentado no Circo Voador. 

RAIMUNDOS TOCA RAMONES
Data: 12 de março de 2016
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 22h
Classificação etária: 18 anos
Pista - 1º lote: R$ 100 / R$ 50 (meia / promocional)

Ponto de venda: www.ingresso.com.br
Foto: Divulgação

Mesmo com a ausência confirmada do guitarrista Gary Holt (membro efetivo do Slayer), o Exodus promete estremecer a lona clássica do Circo Voador no dia 28 de janeiro. O show também conta com o retorno do vocalista Steve "Zetro" e com músicas de seu mais novo álbum, Blood In, Blood Out. A abertura será do duo de grindcore, Test, uma das gratas revelações da cena nacional, e que já passou pelo Circo Voador em outras oportunidades.

Com mais de três décadas na estrada, o grupo chega ao Brasil carregando o status de pioneiros do thrash. Ao lado de nomes como Testament, Vio-Lence, Forbidden e Metallica - cujo guitarrista Kirk Hammett era membro-fundador do banda -, o Exodus ajudou a solidificar a - então - embrionária cena thrash metal da Bay Area no fim dos anos setenta. Para muitos, os três primeiros discos do grupo foram pontuais para a disseminação deste gênero, que acabou ganhando o mainstream pelas mãos da dupla Metallica / Slayer

Os álbuns Bonded by Blood, Pleasures of the Flesh e Fabulous Disaster ganharam respeito da crítica, chamando assim a atenção das grandes gravadoras. Em 1989 a banda acabou assinando com a Capitol, onde inclusive, lançou seus dois últimos discos (Impact Is Imminent e Force of Habit) antes da separação, em 1993. Após uma rápida reunião em 1997, eles voltaram de forma definitiva em 2001 - lançando mais cinco álbuns de estúdio, com destaque para o excelente Tempo Of The Damned, de 2004. O seu mais recence rebento, Blood In, Blood Out (2014) conta com o retorno do vocalista Steve "Zetro" e  teve participações para lá de especiais, como de seu antigo guitarrista Kirk Hammett e também do vocalista Chuck Billy do Testament.

EXODUS NO CIRCO VOADOR
Data: 28 de janeiro de 2016
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 20h
Classificação etária: 16 anos
Pista - 1º lote: R$ 200 / R$ 100 (meia / promocional)
Pista - 2º lote: R$ 240 / R$ 120 (meia / promocional)
Ponto de venda: bilheteria do Circo Voador
Foto: Divulgação


Voz de uma geração noventista caótica de eternos delinquentes juvenis, viciados em adrenalina e adolescentes desajustados de um modo geral, os notórios veteranos da cena californiana do punk/hardcore NOFX chegam ao palco do Circo Voador. 

Capitaneada pelo icônico produtor e frontman Fat Mike (baixo e voz), a atual formação conta com o talento de Eric Melvin (guitarra e voz), El Hefe (guitarra e trompete) e Eric Sandin (bateria). Preparados para uma colisão frontal em alta velocidade contra a intensidade dos devotos locais da banda, além de bem informados a respeito da reputação mundial da insanidade característica dos fãs brasileiros de HC, os integrantes da banda prometem não economizar na munição. Já tendo em vista a distância e a dificuldade em voltar com frequência, Fat Mike e seu bando garantem que o foco de cada uma dessas apresentações é exclusivamente o atendimento às expectativas desses fãs fiéis que anseiam tanto por um show ao vivo capaz de capturar a fúria e a paixão que tanto lhes cativam.

A banda garante também a presença mais que confirmada de grandes sucessos da década de noventa que fizeram o nome do conjunto em meio aos gigantes do HC californiano, como "White Trash, Two Heebs and a Bean" e "Punk In Drublic", além é claro de uma série de surpresas agradáveis para os fãs de longa data. Esses mesmos fãs também estão convidados a conhecer melhor o trabalho mais recente da banda, ironicamente entitulado "Self Entitled", que marca o retorno do som do conjunto às suas raízes intensas e anárquicas tanto na instrumentação quanto nos temas que suas letras abordam. 

Após elogiadas apresentações ao lado dos suecos do No Fun At All, a banda carioca Zander tem mais uma grande responsabilidade a cumprir. O grupo acaba de ser convidado para abrir ao show do NOFX, um dos nomes mais respeitados do punk rock mundial, no Rio de Janeiro.

NOFX NO RIO DE JANEIRO
Data: 11 de dezembro de 2015
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n – Lapa
Abertura da casa: 19h30
Classificação etária: 16 anos
Pista meia/promocional: R$ 110,00
Pista inteira: R$ 220,00
Ponto de venda: bilheteria do Circo Voador
Venda online AQUI