ROCKONBOARD NEWS

Mostrando postagens com marcador Foo Fighters. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Foo Fighters. Mostrar todas as postagens
Foto: Divulgação

Depois da barbárie em Paris, principalmente no Bataclan, durante o show do grupo Eagles of Death Metal, que acabou sendo o principal alvo dos atentados terroristas, outras bandas de rock acabaram desistindo de realizar suas apresentações na cidade. 

O primeiro a tomar essa decisão foi o U2, que supostamente iria tocar na capital francesa no sábado passado. No entanto, a banda irlandesa foi até o memorial instalado perto do Bataclan para prestar homenagem às vítimas do massacre. Mesmo com o cancelamento, o vocalista e ativista de direitos humanos, Bono Vox, declarou estar ansioso para voltar a tocar em Paris.

O Foo Fighters decidiu não só cancelar sua visita à França, mas todos os shows de sua turnê europeia, justificando a tomada de posição “à luz desta violência sem sentido”. Já o grupo Motörhead, que iria atuar em Paris este mês, decidiu reagendar a apresentação para janeiro de 2016.

No caso dos Deftones, o cancelamento foi automático, já que o show estava marcado para o mesmo Bataclan. Inclusive, o grupo americano já se encontrava em Paris quando os ataques terroristas ocorreram. Eles tinham duas datas reservadas.

LIEUTENANT

If I Kill This Thing We're All Gonna Eat For A Week

Dine Alone; 2015

Por Lucas Scaliza




Quando Nate Mendel, o baixista do Foo Fighters, anunciou que lançaria um projeto solo, ninguém pensou que pudesse ser tão surpreendente quanto este If I Kill This Thing We’re All Gonna Eat For a Week. Ao contrário do que todos poderiam imaginar, Nate não colocou seu nome no projeto. Ele preferiu criar uma nova banda, chamada Lieutenant. Como o Foo Fighters é a sua grande fonte de renda, o baixista foi esperto o bastante para se aventurar por outro tipo de som - como faz também mantendo em paralelo a banda Sunny Day Real State

Lieutenant é rock indie. Tem guitarras distorcidas, tem um baixo bem presente e baterias fortes, mas é tudo bonitinho, bem aparadinho e cheio de arranjos ricos e bonitos.


Se você não está por dentro do som feito por bandas de shoegaze e dream pop, o disco do Lieutenant pode ser um choque. Mas um conselho: dê uma chance a este passo alternativo de Nate & Amigos, você pode se surpreender e de quebra expandir seus horizontes para um outro tipo de sonoridade. If I Kill This Thing We're All Gonna Eat For A Week tem nove faixas de muita qualidade, nenhuma acima de 5 minutos, e todas bem construídas. 


Nate usou o estúdio do Foo Fighters na Califórnia para gravar o trabalho e contratou o produtor Toshi Kasai (experiente na cena alternativa). Chamou uma série de convidados especiais: Joe Plummer do Modest Mouse, o colega Jeremy Enigk do Sunny Day Real Estate, o parceiro de Foo Fighters Chris Shifleft e Page Hamilton do Helmet. E ao vivo, Nate convidou gente do Fleet Floxes, Snow Patrol e The Bronx para fazer parte de sua banda, tudo isso no meio da turnê de divulgação de Sonic Highways, o último disco dos Fighters.


Belle Époque” e “Artificial Limbs” são convidativas e aconchegantes, cheias de melodia – bem ao estilo das bandas britânicas e de shoegaze – e também cheias de som. Tem ainda as várias camadas de “Lift the sheet” e da bem alternativa “Sink Sand” - que parece tirada do repertório da St. Vincent; o começo sombrio de “Ratlled” que evolui até um clímax guitarreiro e com uma linha de baixo bem marcada e bem alta na mixagem final; o jeito bem pop de “Prepared Remarks” e a sensação de flutuação da ótima “Believe The Squalor”. Com várias pequenas guinadas interessantes, “The Place You Wanna Go” também chama a atenção. O disco também é repleto de teclados cinematográficos.


Como If I Kill This Thing We’re All Gonna Eat For a Week está cheio de sons e efeitos que completam o sentimento de cada canção, recomendo ouvir com a melhor qualidade que puder encontrar. Um disco muito bom que poderá não entrar em listas de melhores do ano, mas dá o prazer de saber que um artista já estabelecido em uma grande banda não se repete e tenta algo diferente e de qualidade.


Ah, e se Foo Fighters não é sua praia, vai ser uma grata surpresa saber que o Lieutenant tem muito a pouco a ver com aquilo.
Foto: Luciano Oliveira

Por Bruno Eduardo

Não é à toa que o Foo Fighters tenha se tornado um dos maiores nomes do rock nos últimos dez anos. Após lançar There is Nothing Left To Lose, em 1999, o grupo acabou virando referência para um mainstream carente de modelos pré-estabelecidos - o que desagrada até hoje a galera que acende vela para Kurt Cobain. Tudo bem, os fãs devem admitir: musicalmente, o Foo Fighters não é uma banda revolucionária - como o Nirvana, por exemplo. Porém, há algo que não se pode negar: em cima do palco eles nunca decepcionam. 
 

O grupo possui aquela postura peculiar das bandas consagradas, em que todas as ações parecem devidamente planejadas. A prova disso é que repertório não possui grandes modificações - incluindo as mesmas paradinhas e improvisos (?) das apresentações anteriores. "This is A Call", faixa que abre primeiro disco da banda, talvez tenha sido a grande "surpresa" no setlist. Até mesmo as frases usadas por Dave Grohl são decoradas. Quem esteve no show de São Paulo, dias antes, sabe disso. Mas quem se importa? Um show do Foo Fighters é sempre jogo ganho. 

A banda entrou ao som de "Something From Nothing
" - música do novo disco, Sonic Highways - e engatou uma seqüência de sucessos com "The Pretender", "Learn To Fly", "Breakout" e "My Hero". Ajudados por um coro de 45 mil vozes, o sexteto teve facilidade para conduzir quase três horas de apresentação ininterrupta. Entre os hits óbvios, a banda citou também vários clássicos do rock, como "Smoke On The Water" do Deep Purple, "Mountain Song" do Jane's Addiction e "Blackbird" dos Beatles

Como o grupo não faz a manjada pausa para o bis, o show é dividido em sessões - que parecem quebrar propositalmente o ritmo. "Nós não gostamos de sair do palco e voltar depois. Nós vamos tocando e tocando, até vocês nos chutarem para fora", disse Grohl. Aliás, o frontman mostra que sabe de cór-e-salteado a fórmula básica para manter a banda no topo por tanto tempo. Nada de discursos ambientalistas, nada de apologia à "vida louca". Dotado de uma competência ímpar e sagacidade furiosa, Grohl mantém uma intimidade rara com o seu público. "Senhoras e senhores, não cantem agora. Esperem eu começar a música, ok?", ordenou em "Big Me". Segurando um violão, ele caminha sozinho pela passarela até uma plataforma alternativa. Lá ele se comunica com uma parte da plateia que sequer consegue enxergá-lo sem a ajuda de telões. "Vou me dedicar agora para vocês aí de trás" - promovendo seu momento barzinho e violão com "Skin And Bones" e "Wheels".

Em "Times Like These", um palco secundário surge no meio do público - repetindo o que foi apresentado no show de Wembley (DVD). Girando em 360º, a banda apresentou versões para "Detroit Rock City", do Kiss; "Tom Sawyer", do Rush e "Under Pressure", do Queen. De volta ao palco principal, a banda chegou ao ponto alto da noite com "All My Life", "Best Of You" e "Everlong". 


Os fãs sabem que quando se trata de Foo Fighters, o resultado previsto sempre se confirma. Ainda assim, o público deixou o Maracanã com a afirmação categórica de todo grande show de rock: eles juram ter visto o melhor show de suas vidas. Isso, lógico, não é surpresa para ninguém. Pois em todos os estádios do mundo, o Foo Fighters continua vencendo sempre - e de goleada.

Foto: Luciano Oliveira
Foto: Marcelo Rossi

Por Ricardo Cachorrão Flávio

Há vinte e dois anos ele esteve pela primeira vez no Brasil se apresentando neste mesmo palco. Na época, ocupava a posição de coadjuvante e era baterista da maior banda dos anos noventa, o Nirvana. Agora, Dave Grohl volta ao mesmo local como estrela principal da festa. Do Nirvana ao Foo Fighters, "o cara mais legal do rock" diverte - e se diverte - com quase 60 mil aficionados nesta sexta-feira paulistana.

Pela primeira vez no país fora de um festival, Dave Grohl, Nate Mendel, Chris Shiflett, Pat Smear, Taylor Hawkins e - o tecladista que os acompanha em turnê - Rami Jaffe, mostraram merecer o status de “banda grande” em quase três horas de espetáculo, esbanjando simpatia e rock and roll de qualidade.

A noite repleta de surpresas começou logo na abertura, com o escorregão e tombo de Dave Grohl no palco molhado. Não perdendo a compostura, ele levantou rapidamente e mandou ver com “Something From Nothing”, faixa que abre o último álbum da banda - o bom Sonic Highways.

Baseado em um repertório que passa por todos os oito álbuns do grupo, eles executaram hit atrás de hit e mostraram que são afiadíssimos no palco - fazendo a plateia cantar e dançar durante toda a apresentação. Anote a sequência híbrida: "The Pretender", “Learning to Fly”, “Breakout” e “My Hero” - sim, o ex-baterista do Nirvana é uma fábrica de sucessos. Além de todo o status conquistado no Foo Fighters – com qualidade, diga-se de passagem -, Dave Grohl tem tantos projetos, com tantos artistas distintos, que não tenho dúvidas em apontá-lo com um dos mais importantes artistas do rock nos últimos 20 anos. Arrisco ainda a acrescentar Trent Reznor, do Nine Inch Nails e Josh Homme, do Queens of the Stone Age neste time. São três caras diferenciados e acima da média.

Existe muito espaço para descontração num show do Foo Fighters. Como por exemplo, na apresentação da banda feita por Dave, onde cada integrante tocava um trecho de “Tom Sawyer”, do Rush, e Dave Grohl dizia que eles não estavam conseguindo tocar esse som, porque é muito difícil. Já na apresentação do baterista Taylor Hawkins, o grupo recitou um trecho de “War Pigs”, do Black Sabbath - o público comemorouBanda apresentada, mais barulho com “I’ll Stick Around” e “Monkey Wrench”, até Dave empunhar o violão e caminhar pela passarela. No meio da plateia ele ganhou uma bandeira do Brasil e enrolou no pescoço. Disse que além de uma linda bandeira, temos uma linda camisa de seleção de futebol e lindas mulheres no país. Neste mesmo momento, ele chama um fã no palco (Vinicius) e o mesmo pede a namorada (Mônica) em casamento. "Se você quiser casar, vá a um show do Foo Fighters", brinca Grohl, tocando na sequência “Skin and Bones” e “Wheels”.

Mais um momento de descontração com todos os integrantes reunidos na passarela - no meio do público - e vários covers agitam a noite: “Detroit Rock City”, do Kiss, “Stay With Me”, do Faces, “Tie Your Mother Down”, do Queen, com Dave na bateria e Taylor assumindo os vocais e “Under Pressure”, também do Queen, e David Bowie.

Banda de volta ao palco principal, Dave brinca e diz que é hora de tocar música do Foo Fighters e “All My Life” é executada. Depois de outros sons, é tocada uma versão bem esticada de “Best of You”, com todo o público cantando - até mesmo depois da música acabar. “Chega, parem de cantar, esta música já acabou”, ele ordena. 

Everlong” encerra a noite, de forma grandiosa - com Dave Grohl prometendo voltar em breve. Será um prazer revê-lo.

Foto: Marcelo Rossi

Neste domingo (25) o Maracanã vai receber uma das maiores bandas de rock do planeta: o Foo Fighters. A única vez que o grupo veio ao Rio foi em 2001, e por isso a expectativa é de casa lotada. Na tentativa de facilitar a vida dos fãs, o RockOnBoard preparou um guia com as informações necessárias para que tudo corra bem no dia. Abaixo, você vai encontrar os horários dos shows, preço de alimentos e bebidas, mapa de acesso - com os portões designados - entre outras coisas. Ainda há ingressos disponíveis, então fique ligado na tabela de preços (alguns setores se encontram esgotados). Para saber o que o Foo Fighters deve tocar no show do Maracanã, clique AQUI.

  HORÁRIOS  

ABERTURA DOS PORTÕES: 16H
RAIMUNDOS: 18H55
KAISER CHIEFS: 19H50
FOO FIGHTERS: 21H15

  VAI COMER? VAI BEBER?   

ÁGUA: R$6
CERVEJA: (Budweiser): R$10
REFRIGERANTE: R$7
HOT DOG: R$12
CHEESEBURGER: R$14

-Serão aceitos pagamentos em dinheiro, cartões de débito e crédito.

  QUAL O PORTÃO? LOCALIZE-SE  

PORTÃO A: Cad.Inferior Oeste, Cad. Maracanã Mais, Cad. Perpétua, Tribuna de Honra e Camarote
PORTÃO B: Cad. Superior 2 Sul
PORTÃO C: Cad. Superior 2 Sul, Cad. Superior Nível 5 e Cad. Inferior Sul
PORTÃO D: Maracanã Mais Leste, Cad. Inferior Leste, Cad. Superior Leste e Camarote
PORTÃO E: Premium Verde
PORTÃO F: Premium Amarela
PORTÃO 1: Tribuna de Honra
PORTÃO 10A: Pista
PORTÃO 10B: Pista

-Opções de transportes público (ônibus, trem ou metrô) podem ser encontrados no site do Maracanã 

  É PROIBIDO!  

- Garrafas, latas, bebidas, utensílios de armazenagem, embalagens rígidas com tampa, capacetes, cadeiras ou bancos, armas de fogo, armas brancas, objetos pontiagudos, cortantes e/ou perfurantes, fogos de artifício, objetos de vidro.

- Câmeras fotográficas ou filmadoras profissionais ou com lente destacável.

- Cartazes feitos com papelão grosso e/ou fixados a madeiras, canudos rígidos, etc.

- Animais - exceto cães guias identificados acompanhados de portadores de deficiência visual.

- Bastão para tirar foto (pau de selfie).

- Substâncias inflamáveis, corrosivas.

  MAPA E INGRESSOS  

Nesta quarta-feira, o Foo Fighters iniciou a sua primeira turnê brasileira para um público de 30 mil pessoas no Estacionamento da FIERGS, em Porto Alegre. No repertório, o grupo apresentou algumas faixas de seu mais novo álbum, Sonic Highways, e ainda fez a alegria dos fãs numa coleção de clássicos incontestáveis - como "Learn to Fly", "Best of You", "Times Like These" e "Monkey Wrench". Como já era esperado, o grupo também abriu espaço para covers e momentos de descontração (incluindo versões acústicas e outras despojadas). Confira abaixo algumas fotos da apresentação.

Apresentados pela SKY, com copatrocínio Jeep e realização TIME FOR FUN, os shows agora seguem para São Paulo (Estádio do Morumbi) sexta-feira (dia 23), Rio de Janeiro (Estádio do Maracanã) domingo (dia 25) e Belo Horizonte (Esplanada do Mineirão) quarta-feira (dia 28).

FOO FIGHTERS EM PORTO ALEGRE (Fotos: Duda Bairros)







Contagem regressiva! O Foo Fighters está prestes a desembarcar no Brasil para sua primeira turnê - longe de grandes festivais. Comemorando vinte anos de estrada, o grupo liderado por Dave Grohl, se apresenta nas cidades de Porto Alegre (21/01), São Paulo (23/01), Rio de Janeiro (25/01), e Belo Horizonte (28/01) [saiba tudo sobre os show AQUI]. Para diminuir um pouco a ansiedade dos fãs, pegamos como base os repertórios apresentados nos dois primeiros shows do grupo na América do Sul, para chegar a um provável setlist - essas canções foram tocadas nos shows ou estavam na listagem inicial, que a banda passa para a produção. Com isso, temos uma boa pista do que deve pintar no Brasil. Confira abaixo:

1-This Is a Call (Foo Fighters, 1995)
2-Learn to Fly (There is Nothing Left To Lose, 1999)
3-Breakout (There is Nothing Left To Lose, 1999)
4-Arlandria (Wasting Light, 2011)
5-The Pretender (Echoes, Silence, Patience & Grace, 2007)
6-My Hero (The Colour And The Shape, 1997)
7-I'll Stick Around (Foo Fighters, 1995)
8-In the Clear (Sonic Highways, 2014)
9-Cold Day in the Sun (In Your Honor, 2005)
10-Big Me (Foo Fighters, 1995)
11-Monkey Wrench (The Colour And The Shape, 1997)
12-Congregation (Sonic Highways, 2014)
13-Walk (Wasting Light, 2011)
14-Skin and Bones (Skin And Bones, 2006)
15-Wheels (Greatest Hits, 2009)
16-Times Like These (One By One, 2002)
17-School's Out (Alice Cooper cover)
18-Ain't Talkin' 'bout Love (Van Halen cover)
19-Miss You (The Rolling Stones cover)
20-Stiff Competition (Cheap Trick cover)
21-Under Pressure (Queen & David Bowie cover)
22-All My Life (One By One, 2002)
23-These Days (Wasting Light)
24-Outside (Sonic Highways, 2014)
25-Something From Nothing (Sonic Highways, 2014)
26-Best of You (In Your Honor, 2005)
27-Everlong (The Colour And The Shape, 1997)

Podem aparecer eventualmente:

28-Generator (There is Nothing Left To Lose, 1999)
29-Rope  (Wasting Light, 2011)
30-White Limo (Wasting Light, 2011)
31-Detroit Rock City (Kiss cover)
32-Young Man Blues (Mose Allison cover)
33-Hey Johnny Park (The Colour And The Shape, 1997)

Abaixo, as fotos da primeira apresentação do Foo Fighters na América do Sul - Santiago (Chile).






Realização: Time For Fun
Imagem: Ilustrativa
A discografia do Foo Fighters avaliada na série "Do Pior Ao Melhor"
Abaixo, você confere o nosso guia especial Foo Fighters: do pior ao melhor - analisando a discografia da banda.

Por Bruno Eduardo



 8  'One By One' (2002) 
O primeiro disco de Chris Shiflett no Foo Fighters é considerado pelos próprios integrantes como uma marca negativa na história do grupo. Para quem não sabe, a banda quase acabou por ciúmes. Além disso, o processo de gravação do disco foi tenso. Por conta das brigas internas e do envolvimento de Taylor Hawkins com as drogas, Dave Grohl decidiu parar o trabalho e sair em turnê com o Queens Of The Stone Age. Após baixar a poeira, o grupo voltou ao batente e regravou o disco na íntegra. Porém, as cicatrizes ficaram evidentes e o álbum pode ser resumido nas quatro primeiras faixas. Com exceção de "All My Life" e "Times Like These", One By One não traz os mesmos ganchos abundantes que os fãs tanto gostam.


 7  'Echoes, Silence, Patience & Grace' (2007) 
Echoes, Silence, Patience & Grace é um passeio galopante entre o meloso e o rock despojado. O grupo tinha acabado de se aventurar em discos acústicos, e com isso pareciam mais confiantes - e menos temerosos - em incluir texturas fora do contexto 'rock de arena'. O problema é que o disco oscila mais do que o aceitável, e o trabalho soa um pouco desigual - com músicas deslocadas e/ou sem uma direção definida. Mesmo assim, o grupo acerta em cheio em músicas como "The Pretender" - uma das mais fortes da carreira -, "Erase / Replace" e "Cheer Up Boys Your Make up Is Running".


 6  'Sonic Highways' (2014) 
Em uma engenhosa ação de marketing, o Foo Fighters decidiu elaborar o disco em oito cidades diferentes - tendo o canal HBO como principal distribuidor do trabalho. Sonic Highways não seria apenas o nome do oitavo álbum do grupo - ele se tornou uma série de TV ambiciosa, que documentou todo o processo de produção deste trabalho. Produzido por Butch Vig (o mesmo de Nevermind), Sonic Highways possui rock potentes como ""What Did I Do / God As My Witness" e "Congregation", mas soa bem menos atraente que o release - ainda mais se levarmos em conta que todas as músicas possuem alguma participação especial.


 5  'In Your Honour' (2005) 
Hoje, o Foo Fighters é considerado uma banda de rock para grandes arenas. Mas foi só a partir de In You Honour que eles começaram a buscar - de forma proposital e calculada - esse modelo de rock musculoso - cheios de riffs clichês, refrões berrados e batidas diretas. "No Way Back" e "DOA" são alguns exemplos de músicas que começavam a soar como Foo Fighters de verdade. Porém, esse disco é bastante subestimado pelos roqueiros por conta do seu segundo CD - um apanhado de versões acústicas, que causam um contraste inesperado com os primeiros 45 minutos do álbum. In Your Honour é talvez o álbum que melhor envelheceu na carreira da banda.


 4  'Foo Fighters' (1995) 
Parece algo irreal, mas a origem do Foo Fighters veio de uma despretensiosa fita demo de Dave Grohl - que acabou resultando nesse disco em questão. Grohl, na época baterista do Nirvana, escrevia algumas canções tocando violão antes dos shows de sua ex-banda. Após a morte de Kurt Cobain ele decidiu reunir um par de faixas em uma fita cassete, e tirou o nome do Foo Fighters de uma gíria usada pelos pilotos da Segunda Guerra Mundial para descrever UFOs. Inicialmente, esse disco não era para ser uma banda, e sim, um projeto particular de Grohl. Foo Fighters, lançado em 1995, é talvez o disco menos real da banda. Ele ainda traz raízes 'nirvanicas' fortes, e possui uma sonoridade propositalmente noventista. Hits como "Big Me" e "This is A Call" são pérolas eternas de uma geração nostálgica.


 3  'There is Nothing Left To Lose' (1999) 
There is Nothing Letf To Lose é o disco que possui a maior coleção de hits essenciais da banda. Totalmente marcado pela fase de leveza que a grupo se encontrava, o trio Grohl, Hawkins e Mendel se concentraram nas melodias abertas e fraseados marcantes. O disco é uma reunião de guitarras cantadas ("Generator") e refrões chicletes ("Learning To Fly"). A pancadaria também vem forte, principalmente pelas mãos de Taylor Hawkins - como pode ser visto nas ótimas "Stacked Actors" e "Breakout". Após esse álbum, o Foo Fighters se consolidou de vez no topo do mainstream mundial.


 2  'Wasting Light' (2011) 
Wasting Light foi uma das maiores constatações da vitalidade do Foo Fighters nesta nova década. Este pode ser considerado o trabalho mais pesado do grupo. Músicas como "White Limo", "Bridge Burning" e "Arlandria" mostram que eles deram uma atenção especial aos riffs de guitarra. O disco é tão coeso, que não dá para destacar alguma música específica, mesmo assim, ouça logo as ótimas "Rope" e "Walk". Wasting Light pode não ter o dinamismo de The Colour and The Shape, mas é um resumo perfeito do que há de melhor na vasta discografia da banda. Essencial!


 1  'The Colour And The Shape' (1997) 
O melhor disco do Foo Fighters é também o primeiro como uma banda de verdade. O álbum parece completamente conectado por uma simetria rara entre as faixas. "Monkey Wrench", "Hey Jonnhy Park", "Wind Up" e "My Hero" exaltam todo o frescor de Dave Grohl como um frontman - que estava enfim pronto para o mundo. Outras pérolas como "Everlong", "Walking After You" e "Doll" servem apenas para constatar a força dessa obra-prima dos anos noventa.
Gravação de Sonic Highways virou série de TV na HBO
FOO FIGHTERS
"Sonic Highways"
Sony Music; 2014
Por Luciano Cirne


O Foo Fighters nunca foi uma banda de se aventurar muito. Distinguir os seus álbuns após There Is Nothing Left To Lose se tornou uma tarefa um tanto quanto difícil. Na verdade, o grupo só saiu da zona de conforto uma única vez nesses vinte anos de carreira - no confuso One By One, lançado em 2002. A partir daí, eles decidiram seguir em frente sem sustos e apostaram em um modelo padronizado, que gerou discos ótimos (Wasting Light) e outros apenas para bater ponto (Echoes, Silence, Patience & Grace). Com um líder habilidoso, e contando com o declínio do rock no mainstream, o grupo se tornou uma potência comercial - colecionando uma gama de hits e tocando para estádios lotados no mundo inteiro. Quem diria? O Foo Fighters, que era apenas uma fita demo do ex-baterista do Nirvana tinha se tornado uma banda musculosa e descomplicada - completamente o oposto do que era sua ex-banda (Nirvana). Aliás, a maior diferença entre Kurt Cobain e Dave Grohl - além de suas capacidades musicais - é que o segundo escolheu envelhecer como uma estrela do rock.

No entanto, Dave Grohl sabia do perigo que estava correndo ao optar por uma estrada dividida entre a proteção do sucesso e a imobilidade artística que ele oferece - e que talvez fosse cômoda por não exigir grandes estripulias. Grohl já vinha lutando contra essa faca de dois gumes há algum tempo e teve que cortar dobrado para lançar um dos melhores discos da banda, em 2011 - o já citado Wasting Light. Mas teria que ir além para superar isso.

Em uma engenhosa ação de marketing, o líder do Foo Fighters decidiu elaborar o disco em oito cidades diferentes, tendo o canal HBO como principal distribuidor do trabalho. Sonic Highways não seria apenas o nome do oitavo álbum do grupo - ele se tornaria uma série de TV ambiciosa, que documentaria todo o processo de produção deste trabalho. Produzido por Butch Vig (o mesmo de Nevermind e do próprio Wasting Light), Sonic Highways tenta retratar as experiências e culturas de cada cidade visitada pela banda - e é justamente aí que o disco escorrega. Com exceção de "I Am A River", que parece trazer algo mais atmosférico, o álbum não apresenta nenhuma dessas questões conceituais prometidas por Grohl. Sonic Highways é um disco típico do Foo Fighters com algumas participações interessantes - como Bad Brains e Gary Clark Jr.!

Sonic Highways tem sim, rock potentes como "Something From Nothing" e "Feast And Famine", que poderiam estar em qualquer disco lançado pelo grupo nos últimos dez anos. "In the Clear", por exemplo, caberia fácil na primeira parte do bom - e subestimado - In Your Honor. Uma faixa que se descola um pouco dessa cartilha já apresentada pelo grupo em outrora é "What Did I Do / God As My Witness", que traz intercessões entre o rock voraz da grupo e camas melódicas obtusas - incluindo piano e bateria oscilante. De resto, canções como "Congregation", "Outside" e "Subterranean" encaixam-se perfeitamente no modelo que a banda vem propondo ao mundo - de rock para multidões e com o selo de qualidade FF.

Resumindo: É apenas mais um disco do Foo Fighters. 

Após "Something From Nothing" e "The Feast and The Famine", o Foo Fighters liberou mais uma música nova: "Congregation". A canção estará presente no novo disco do grupo, Sonic Highways - que tem lançamento mundial previsto para o dia 10 de novembro. O disco foi produzido em vários estúdios americanos - passando pelas cidades de Chicago, Austin, Nashville, Los Angeles, Seattle, New Orleans, Washington, e Nova York.  "Congregation" pode ser ouvida no link abaixo. Sonic Highways já está em pré-venda no iTunes

O Foo Fighters vem ao Brasil em janeiro para quatro apresentações. Saiba tudo sobre os shows do Foo Fighters no Brasil AQUI.