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Foto: Adriana Vieira

Por Bruno Eduardo

Na primeira vez que se apresentou no Rock in Rio, há quatro anos, o Slipknot superou todas as expectativas em uma apoteótica apresentação - elevando assim, o status que o grupo obteve na Europa, de "show imperdível". Tal fama adquirida rodou o mundo no registro '(sic) nesses' (lançado em 2010) - que traz em vídeo, a banda ao vivo no Download Festival de 2009. O grupo voltou ao Brasil dois anos depois com um número parecido, já que continuavam na estrada sem qualquer material inédito. Após recuperados do trauma de 2010 - quando Paul Gray foi encontrado morto por overdose em um quarto de hotel - o Slipknot decidiu enfim lançar um disco novo, e com ele renovaram também os macacões e as máscaras. Ao invés de cores mais vivas (como branco ou vermelho), desta vez o grupo optou por macacões escuros e máscaras mais realistas - a de Corey Taylor possui até mobilidade no maxilar. 

Já a cenografia - a mais caprichada do Rock in Rio - trouxe telões, e uma enorme cabeça de um ser diabólico, que ajudava a criar um verdadeiro thriller de terror. Ainda usando e abusando dos efeitos pirotécnicos - com labaredas, chuva de papéis (em "Duality"), e a ufológica bateria, que agora pertence a Jay Weinberg - o Slipknot transforma um show de rock em algo que vai além do que é apresentado pela maioria das bandas existentes. 

Foto: Adriana Vieira

Musicalmente, o grupo continua apostando no peso desmedido das guitarras, e no vozeirão de Corey Taylor. Neste show do Rock in Rio, foram as canções do novo disco que deram tom. "Sacarstrophe", "Killpop" e "The Devil In I" causaram o mesmo impacto de outras mais antigas, como "The Heretic Anthem" e "Disaster Piece" - com fãs pogando o tempo inteiro e cantando os refrões a plenos pulmões. Mas a noite ainda contou com super hits de alto calibre, como "Wait And Bleed" e "Before I Forget". Totalmente conectados com a banda, o público chega a antecipar alguns números interativos, como em "Spit it Out", onde Corey Taylor faz uma espécie de vivo-morto com os fãs - ordenando que os mesmos sentem e se levantem em seguida. Ainda houve um momento de "parabéns para você", em comemoração pelo aniversário do percussionista Shawn "Clown" Crahan - que tocou numa espécie de plataforma que subia e descia durante a apresentação. Mesmo que muitos não aprovem esse número mais teatral apresentado pelo grupo, é inegável que na qualidade de headliner da noite, o Slipknot fez por merecer o posto, e que continua sendo ainda, uma das melhores bandas para se assistir ao vivo, na atualidade.  

Maggots brasileiros

A enorme devoção dos fãs brasileiros já era vista no lado externo da Cidade do Rock. Um passeio e você encontrava vários maggots utilizando máscaras, e até mesmo macacões - algo normal em show de bandas como Kiss, por exemplo. A banda foi uma das campeãs também, em quantidade de camisetas expostas com a logomarca do grupo durante todo o festival - Metallica e Korn foram outras que contaram com essa uniformização em massa. 

Foto: Adriana Vieira

Cobertura #rockinrio2015
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Comemorando 30 anos de história, o Rock in Rio é o maior evento de música e entretenimento do mundo por uma série de razões. Das quatorze edições anteriores, cinco ocorreram no Brasil (1985, 1991, 2001, 2011 e 2013), seis em Portugal (2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e 2014) e três na Espanha (2008, 2010 e 2012). Em 2015, o Rock in Rio acontecerá em Las Vegas, EUA, em maio, pela primeira vez. Em setembro, a sexta edição no Brasil acontecerá na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro. Todos os ingressos estão esgotados. Abaixo, a programação do festival com os artistas já confirmados.

  18 de setembro  

Palco Mundo:

Queen
OneRepublic
The Script
Rock in Rio 30 anos

Palco Sunset: 

Tributo À Cássia Eller
Lenine + Nação Zumbi + Martin Fondse
Ira! + Rappin Hood + Toni Tornado
Dônica + Arthur Verocai

Rock Street: 

João Donato
Rabo de Lagartixa
Joyce Cândido

  19 de setembro  


Palco Mundo:

Metallica
Mötley Crüe
Royal Blood
Gojira

Palco Sunset:

Korn
Ministry
Angra + Dee Snider (Twisted Sister) + Doro Pesch; 
Noturnall + Michael Kiske (Helloween)

Rock Street: 

Motorocker
República
Krow

  20 de setembro  

Palco Mundo:

Rod Stewart
Elton john
Seal
Os Paralamas do Sucesso

Palco Sunset:

John Legend
Magic!
Baby do Brasil + Pepeu Gomes
Alice Caymmi + Eumir Deodato

Rock Street: 

João Sabiá
Rodrigo Shá
Gabriel Moura 

  24 de setembro  

Palco Mundo:

System Of A Down
Queens Of The Stone Age
Hollywood Vampires
CPM22

Palco Sunset:

Deftones
Lamb of God
Halestorm
Project 46 + John Wayne

Rock Street: 

Age Of Artemis
About2Crash
Eminence

  25 de setembro  

Palco Mundo:

Slipknot
Faith No More
Mastodon
De La Tierra

Palco Sunset:

Steve Vai + Camerata Florianópolis
Nightwish + Tony Kakko (Sonata Arctica)
Moonspell + Derrick Green (Sepultura)
The Heavy Metal Allstars em tributo aos filmes de Terror

Rock Street: 

Wilson Sideram + Luana Camarah
Baia
Bula

  26 de setembro  

Palco Mundo:

Rihana
Sam Smith
Sheppard
Lulu Santos

Palco Sunset:

Sérgio Mendes + Carlinhos Brown
Angélique Kidjo
Erasmo Carlos + Ultraje a Rigor
Brothers of Brazil

Rock Street: 

George Israel
Rodrigo Santos
Autoramas

  27 de setembro  

Palco Mundo:

Katy Perry
A-ha
Robyn
Cidade Negra

Palco Sunset:

Al Jarreau + convidado
Aurea + Boss AC 
Suricato e Raul Midón

Rock Street: 

Maria Luiza
Marcos Valle
Bossa Cuca Nova

Um dos maiores fenômenos internacionais do heavy metal, o Slipknot traz para o país a turnê “Prepare for Hell”, que tem base em seu quinto e mais recente álbum de estúdio, .5: The  Gray  Chapter, lançado em 2014 [leia a resenha do disco AQUI]. A apresentação única em São Paulo acontece no dia 27 de setembro, na Arena Anhembi, dentro da plataforma  Samsung Galaxy S6 Live Music Rocks. A banda promete um ambicioso show de rock pesado acompanhado por músicas que mostram o futuro do Slipknot, sem esquecer das raízes da banda, tudo isso em um novo palco, especialmente criado para a turnê de 2015. O grupo se apresenta ainda no Rock in Rio, no dia 25 de setembro. A apresentação de São Paulo contará com a participação especial da banda Mastodon - que também é mais uma atração confirmada para o Palco Mundo do Rock in Rio no dia 25 de setembro. Pela primeira vez no Brasil, o grupo é reconhecido mundialmente por fazer um metal fortemente inspirado pelo rock progressivo dos anos 70. Formado por Troy Sanders (baixo e vocal), Brent Hinds (guitarra e vocal), Bill Kelliher (guitarra e backing vocal) e Brann Dailor (bateria e vocal), o Mastodon é um dos principais nomes do chamado New Wave of American Metal. Ano passado, a banda lançou Once More ‘Round the Sun - considerado um dos melhores discos de rock de 2014. Apresentados por Samsung Galaxy S6 e com patrocínio da  Sky e Budweiser, os shows são uma realização da Move Concerts e fazem parte da nova plataforma de música Samsung Galaxy S6 Live Music Rocks. Mais informações sobre venda de ingressos, abaixo, em “Serviço”.


SLIPKNOT e MASTODON EM SÃO PAULO
Data: 27 de setembro, domingo
Local: Arenha Anhembi (Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Santana)
Pré-venda Samsung Inicia: de 12 de maio (terça-feira), meia noite (0h), a 13 de maio (quarta-feira), 23:59
Inicio das vendas: 14 de maio (quarta-feira), meia noite (0h) – quarta-feira para quinta-feira

Ingressos: Livepass
Pista Premium / Bud Zone (inteira) – R$ 520,00
Pista Premium / Bude Zone (meia-entrada) – R$ 260,00
Pista (inteira) – R$ 260,00
Pista (meia-entrada) – R$ 130,00
Combo Premium / Bud Zone (inteira) – R$ 400,00
Combo Premium / Bud Zone (meia-entrada) – R$ 200,00
Combo Pista (inteira) – R$ 200,00
Combo Pista (meia-entrada) – R$ 100,00

Com todos os ingressos esgotados para o Rock in Rio, algumas das principais bandas do line up começam a confirmar shows exclusivos na capital paulista. Queen + Adam Lambert estreiam na cidade no dia 16 de setembro e o local deve ser mesmo o Ginásio do Ibirapuera. O músico britânico Rod Stewart prepara uma antológica apresentação para o dia 19 de setembro no estádio Allianz Parque. No dia 24, o Faith No More divulga seu novo disco, Sol Invictus, em única apresentação no Espaço das Américas. Já o System Of A Down toca dia 25 de setembro na Arena Anhebi, com abertura do Deftones. A Arena Anhebi também recebe os grupos Slipknot e Mastodon no dia 27 . Segundo o jornalista José Norberto Fesch, do Destak, a banda Nightwish também tem presença certa na cidade paulistana. Segundo ele, o show acontece no dia 26 de setembro, no HSBC Brasil. A Midiorama está sendo a produtora oficial de todos os shows confirmados até o momento. Ainda não foram divulgadas informações sobre ingressos.

O Slipknot é mais um nome confirmado para a edição brasileira do Rock in Rio 2015. O grupo será atração principal da noite dedicada ao heavy metal. Considerado um dos melhores shows do Rock in Rio 2011, o Slipknot estourou em 1999, com seu estilo único de rock pesado e, desde então, já vendeu mais de 14 milhões de álbuns em todo o mundo. Ano passado o grupo lançou o bom álbum, 5: The Gray Chapter (2014), primeiro de inéditas em seis anos. O Rock in Rio acontece na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro. A-Ha, System Of A Down e Queens of the Stone Age são alguns nomes já confirmados para o festival. Os ingressos começam a ser vendidos para o público em geral no mês de abril. 

SLIPKNOT

5. The Gray Chapter

Roadrunner Records; 2014

Por Lucas Scaliza








Entre o peso e a melodia, passagens memoráveis e vocais guturais, o quinto disco do Slipknot é uma homenagem ao ex-baixista da banda, Paul Gray - que faleceu em 2010 e comoveu grande parte do cenário heavy metal mundial. É um ótimo registro, que mantém as batidas pesadas, o timbre encorpado e grave das guitarras e a agressividade de sempre. Só que diferente de Iwoa (2001), 5. The Gray Chapter inclui mais melodia, abre mão da voz gutural para versos bem mais limpos e até sons artisticamente mais elaborados - mais ou menos na linha do que o Opeth propôs com Pale Communion (mas o Slipknot ainda é metal, enquanto o Opeth se direcionou mais para o rock progressivo no novo trabalho) ou o In Flames com o Siren Charms.

Criar um clima sombrio ou de agressividade sempre foram elementos que essa banda de Des Moines soubera fazer nos discos, nos clipes e nos shows ao vivo. As máscaras e as roupas que seus integrantes usam, ajudam na hora de causar impacto visual, na linha do que foi o Kiss e o Alice Cooper nos anos 70 (grupos cujas imagens hoje parecem brega e não assustam mais ninguém) e o Marilyn Manson nos anos 90 (e que hoje parece mais excêntrico do que exatamente aterrorizante). Independente do figurino, a música em 5. The Gray Chapter transita bem entre violência e melodia, na linha do Vol. 3 (The Subliminal Verses), lançado 10 anos atrás.

XIX”, que abre o disco, é totalmente assombrada pelos efeitos e acordes dissonantes do teclado de Craig “133” Jones e dos sintetizadores de Shawn “Clown” Crahan acompanhando a voz rascante. Ela parece que vai crescer e estourar em algum riff pesado, mas isso nunca acontece, terminando em um anticlímax. Já a faixa seguinte, “Sarcastrophe”, não tem um início épico, como seria de esperar, mas uma introdução climática que lembra algumas composições do Sepultura e até mesmo um cruzamento de riffs do Dream Theater com Rammstein.

Mas não se engane: nem tudo é um crossover entre guitarras de sete cordas afinadas até dois tons abaixo e rock mais acessível. Além de “Sarcastrophe”, faixas como “Skeptic”, a sombria “Lech”, “Nomadic” (com um efeito de sintetizador que lembra um grito ao longe), “The Negative One” (pesada, só que mais do mesmo) e “Custer” são exemplos de metal para bater a cabeça com gritos e fúria, como gostam os fãs do Slipknot. São também boas composições, que demonstram a boa pegada dos novos integrantes (baixista e baterista) - que não tiveram suas identidades reveladas e aparecem com máscaras bem parecidas com as usadas pelos ex-membros no vídeo de “The Devil in I”.

Embora tentem soar assombrosos, o Slipknot consegue apenas reproduzir um clima já bastante conhecido entre as bandas de industrial e nu-metal, evocando um terror mais Hollywood, mais trilha sonora. Em Once More ‘Round The Sun (2014), os metaleiros do Mastodon conseguiram expressar um terror mais ancestral e profundo [leia a resenha do disco AQUI]. O Slipknot se aproxima disso na excelente “If Rains is What You Want”, onde voltam a se preocupar mais com a atmosfera do que com a batedeira de cabeça e cabelo - os timbres de guitarra soam diferentes, mais adequado ao clima sinistro. Nessa faixa a banda atesta seu refinamento musical, já que velocidade, violência e peso estão provados há muito tempo e já não servem de elemento diferenciador.

A banda tem quase 20 anos de estrada e apenas cinco álbuns, mas grande reconhecimento entre o público metaleiro, além de reconhecimento entre a crítica especializada e outros músicos que enxergam na banda uma força não apenas criativa, mas que consegue gravar e dar vazão a músicas pesadas com letras agressivas e mensagens e imagens que geram controvérsia sem soarem falsos. As incursões por momentos mais melódicos e acessíveis não parecem uma tentativa de o Slipknot ser uma banda mais conhecida entre o público não-metaleiro ou coisa do tipo. Está claro que é uma forma de explorarem outros lados técnicos e criativos de seus músicos e tornar o repertório mais artisticamente diverso. Ainda estão muito presos ao tipo de som que sempre fizeram e repetem vários maneirismos do estilo, o que deixa espaço para muita coisa ser incluída e mesclada ao som sem perder as características originais. Mas apesar disso, é um disco longo (a versão deluxe chega a 84 minutos) e que agrada.



[Lucas Scaliza, jornalista, tem seus textos resgatados no blog Escuta Essa]

O Slipknot liberou mais uma música do seu próximo disco, "5: The Gray Chapter" - que chegará nas lojas no dia 20 de outubro. Este será o primeiro álbum da banda sem Paul Gray (falecido em 2010). 

O Slipknot veio ao Brasil em outubro do ano passado, como headliner do Monsters Of Rock, em São Paulo [leia a resenha do show AQUI]. Recentemente, lançaram um clipe para a música The Negative One. O último disco de estúdio do grupo foi All Hope Is Gone, de 2008Enquanto o novo disco não sai, ouça mais uma música liberada pela banda: "Custer".


O Slipknot revelou detalhes do seu novo trabalho, que se chamará "5: The Gray Chapter". O disco chegará as lojas no dia 20 de outubro, e o tracklist pode ser conferido abaixo. Este será o primeiro álbum da banda sem Paul Gray (falecido em 2010). O Slipknot veio ao Brasil em outubro do ano passado, como headliner do Monsters Of Rock, em São Paulo [leia a resenha do show AQUI]. Recentemente, lançaram um clipe para a música The Negative One. O último disco de estúdio do grupo foi All Hope Is Gone, de 2008. Enquanto o novo disco não sai, ouça mais uma música liberada pela banda: "The Devil In I"



5: The Gray Chapter (2014)
XIX
Sarcastrophe
AOV
The Devil In I
Killpop
Skeptic
Lech
Goodbye
Nomadic
The One That Kills The Least
Custer
Be Prepared For Hell
The Negative One
If Rain Is What You Want
Override (Bonus Track)
The Burden' (Bonus Track)

O Slipknot divulgou uma nova música: The Negative One. A faixa fará parte do próximo disco do grupo - ainda sem título. A banda não lança material novo desde 2008, quando colocaram na praça All Hope Is Gone. Há rumores de que o Slipknot esteja trabalhando com o baterista Jay Weinberg (Bruce Springsteen). Este também será o primeiro disco sem Paul Gray (falecido em 2010). O Slipknot veio ao Brasil em outubro do ano passado, como headliner do Monsters Of Rock, em São Paulo [leia a resenha do show AQUI.]

Ouça "The Negative One"

O vocalista Corey Taylor afirmou em entrevista ao site Loudwire que o novo álbum do Slipknot está pronto!

De acordo com o frontman, faltam apenas pequenos detalhes para finalizar o trabalho.

"O álbum está pronto. Eu diria que 98 por cento feito. Eu estou indo ao estúdio para uma última audição, e ver se há alguma coisa a ser retocada. O próximo passo é a mixagem, e teremos grandes novidades em breve".

O Slipknot não lança material novo desde 2008, quando colocaram na praça All Hope Is Gone. Este será o primeiro disco sem Paul Gray (falecido em 2010). O Slipknot veio ao Brasil em outubro do ano passado, como headliner do Monsters Of Rock, em São Paulo [leia a resenha do show AQUI.]
Foto: Divulgação
No script! Slipknot é ovacionado por 30 mil pessoas no Anhebi


Por Bruno Eduardo

Em sua última passagem pelo país, há dois anos, o Slipknot superou todas as expectativas em uma apoteótica apresentação no Rock in Rio - elevando o status que o grupo obteve na Europa, de "show imperdível". Tal fama adquirida, rodou o mundo no registro '(sic) nesses' (lançado em 2010) - que traz em vídeo, a banda ao vivo no Download Festival de 2009. Porém, em São Paulo seria a primeira vez que eles se apresentariam em um grande festival.
  
Mesmo algumas horas antes do show, era possível constatar enorme devoção dos brasileiros em relação à banda. Do lado externo da Arena, fãs utilizavam máscaras, e até mesmo macacões - algo normal em show de bandas como Kiss, por exemplo. Foram campeões também, em quantidade de camisetas expostas com a logomarca do grupo - o Korn foi outra banda que contou com essa uniformização em massa. 

Ao invés do vermelho clássico, o grupo optou pelos macacões brancos, que foi talvez a grande diferença no formato apresentado na fatídica passagem do grupo pelo país em 2011 - o Slipknot não lança nada de inédito há cinco anos. Em contrapartida, já parecem recuperados do trauma de 2010, quando Paul Gray - na época baixista do grupo e cofundador - foi encontrado morto por overdose, em um quarto de hotel. Inclusive, ele foi homenageado na execução de "Duality" - contando com um refrão de 30 mil vozes.

O Slipknot continua usando e abusando dos efeitos pirotécnicos - com labaredas, chuva de espuma (em "Gently"), e a ufológica bateria de Joy Jordison. Mesmo que os PA's demonstrassem algumas falhas, foi no peso desmedido das guitarras que o grupo se garantiu. A voz de Corey Taylor continua poderosa - atualmente um dos melhores vocalistas de rock pesado deste planeta. Músicas como "Eyeless" ou o megahit "Wait And Bleed", demonstram a capacidade de timbres variados de Taylor, que segura o peso da banda com desenvoltura. Além disso, ele é um frontman dos bons! Ordena que o público sente no chão no meio da apresentação (em "Spit it Out"), e depois pede apoio - para um mergulho monumental.

Na qualidade de headliners da noite, o Slipknot fez por merecer o posto. Aliás, mesmo não sendo tão brilhantes como naquela fatídica apresentação da penúltima edição do Rock in Rio, eles provaram que são sim, ainda, uma das melhores bandas para se assistir ao vivo, na atualidade.

[Matéria publicada originalmente por Bruno Eduardo no Portal Rock Press]