ROCKONBOARD NEWS

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Foto: Camila Cara
Salto acrobático de Tim Armstrong em ótimo show do Rancid
Por Guto Jimenez

Demorou muito, mas a espera definitivamente valeu a pena. Após 25 anos de estrada, a banda norte americana Rancid fez o seu primeiro show em terras brasileiras na noite de sábado. Uma das atrações mais esperadas da edição de 2017 do festival Lollapalooza, os californianos não decepcionaram, muito pelo contrário: os caras simplesmente apavoraram!

Ao lado do Green Day e do Offspring, o Rancid é a banda mais conhecida da leva conhecida como “Berkeley Punks”, grupos que surgiram na área da universidade de mesmo nome no norte da Califórnia. Quase todos eles despontaram na legendária Gilman Street, mais especificamente no Alternative Music Foundation, uma casa cujo espírito colaborativo faz parte da própria cultura local. Por exemplo: você podia pagar entre US$ 5 e 10 pra entrar na casa, já sabendo que teria de executar alguma tarefa em prol do público presente aos shows. Recusar-se a ajudar não era uma opção, já que a porta da rua era o destino garantido a quem não se dispusesse a cooperar com a comunidade. Esse local serviu de palco pros primeiros shows de bandas como Samiam, Blatz e Operation Ivy –  grupo do qual saíram Tim Armstrong e Matt Freeman, hoje no Rancid.

Ao lado de ambos, está Lars Friederiksen, um dos maiores motivadores da cultura do punk rock nos EUA. Três figuras com uma história de militância pelo movimento punk, juntos pela primeira vez num país tropical cujos fãs aguardaram um quarto de século pra poderem assistí-los ao vivo. O resultado só poderia ser um: apoteótico!
Foto: MRossi
Público morno não refletiu a energia do grupo no Lolla
Os caras foram espertos, baseando o setlist nas músicas mais conhecidas de seus oito álbuns – segundo Lars, o nono álbum já está no forno, produzido pelo Brett Gurewitz (Bad Religion) e deve ser lançado ainda este ano. O início veio com dois clássicos, “Radio” e “Roots Radicals”, que já incendiaram os fãs que se dividiam entre a grade do palco e as rodas de pogo. E haja disposição pra dançar! “The 11th Hour”, “East Bay Night”, “Last One to Die” (dedicada ao Metallica)… Teve o momento HC com “The Bottle”, teve “Terderloin”, “Honor Is All We Know” e rolou a nova “Salvation”, que deve fazer parte do novo trabalho deles. A banda não fez uma única pausa durante as músicas, nem mesmo quando Tim fez aquela média de “como é bom tocar no Brasil”; pra não dizer que eles não quebraram o ritmo da apresentação, fizeram os seus “minutos de ska-punk” com “Fall Back Down” e “Time Bomb”, antes do final com “Ruby Soho”, quando Lars dedicou ao Lemmy e ressaltou que “o mundo é um lugar muito pior desde que ele se foi”, no que foram ovacionados com louvor.
Foto: MRossi
Simpático, Simon Le Bon mostrou que a voz continua em dia
Assim como o Metallica no dia anterior, o Duran Duran conseguiu a façanha de estereotipar um pouco o público do Lollapalooza Brasil. No meio de tanta gente descolada, com fantasias de bichinhos ou brilho no rosto, era muito fácil encontrar os fãs do grupo oitentista perdidos pelo Autódromo de Interlagos. E foi debaixo de um sol escaldante que o Duran Duran surgiu no palco Ônix para iniciar uma verdadeira compilação nostálgica, que começou com a classuda "The Wild Boys". "Que tal um jantar?", perguntou Simon Le Bon - com a voz incrivelmente em dia - antes de anunciar a poderosa "Hungry Like The Wolf", seguida de "A View To A Kill", que dispensa comentários. E o que dizer dessa seqüência para DJ nenhum botar defeito: "Come Undone", "Notorious" e "Ordinary World" (com participação da cantora brasileira, Céu, que se apresentara mais cedo no Palco Skol). O show ainda contou com alguns efeitos visuais, como a chuva de papel picado em "Pressure Off"). Além disso, eles ainda jogaram bolas de praia para plateia em "Rio", fazendo referência à cidade carioca. Nem mesmo a falta de "Save A Prayer" no repertório foi capaz de tirar do Duran Duran o posto de show mais nostálgico do Lollapalooza Brasil 2017.
Foto: Camila Cara

Julian Casablancas em ação no Lollapalooza Brasil
Coube ao The Strokes a tarefa de fechar a sexta edição do Lollapalooza Brasil. Com uma apresentação na média do esperado, a banda de Julian Casablancas não precisou ousar muito e nem demonstrar energia latente para conseguir suprir a ansiedade dos fãs. Afinal, após seis anos de espera, a maior expectativa do público era mesmo ver a banda em ação outra vez, já que a cada ano que passa, fica muito mais fácil assistir algum show solo de seus integrantes (principalmente Albert Hammond Jr) do que vê-los reunidos regularmente. No show do Lolla, o grupo até que fez bem ao apostar todas as cartas em sua melhor fase, tocando quase que na íntegra o seu disco mais famoso (Is This It). Se fosse algo minimamente planejado, esse poderia até ser um show de comemoração aos quinze anos de seu lançamento (eu sei amigo fã, foi no ano passado, mas quem ligaria para isso?). Só que o Strokes não planeja mais nada. Eles resolvem fazer e vão nessa - mesmo que o resultado às vezes não seja dos melhores. Afinal, it's only rock and roll, baby. Entre os melhores momentos, a fileira de alguns sucessos, como "Someday", "12:51" e "Reptilia" e o povo sacudindo ao som do rockão "New York City Cops". No final, o superhit "Last Nite", e as eletrizante "Heart In A Cage" e "Hard To Explain" serviram de trilha sonora para os fãs voltarem realizados aos seus lares.
Foto: Camila Cara
Dupla afiada: Brian e Nikki lideraram o show do Silversun Pickups
O show mais legal do Palco Axe neste domingo foi o da banda americana Silversun Pickups. Pouco conhecida no Brasil, o quarteto mostrou uma energia contagiante no Lolla, com faixas regadas a guitarradas de Brian Albert e o baixo no talo da simpática Nikki Moninger. Embora o repertório tenha sido escolhido para divulgar o seu último disco, Better Nature, o público teve a oportunidade - e privilégio - de ver ao vivo as faixas que remetem os primórdios do grupo, como as ótimas "Panic Switch" e "The Royal We", do essencial segundo disco da banda, Swoon, lançado em 2009. Além de instigante na parte sonora, o show do Silversun é totalmente baseado na energia da dupla Brian e Nikki, que agitam o tempo inteiro. Para quem mora no Rio de Janeiro, uma imperdível oportunidade na próxima quanta-feira (29) no Circo Voador, em noite que terá ainda o Cage The Elephant.
Foto: Camila Cara
O frontman Jim Adkins, o Jimmy Eat World no Lolla
Não há o que discutir. O melhor disco do Jimmy Eat World é o censurado Bleed American, lançado em 2001 (que teve seu título modificado por causa dos atentados ao World Trade Center). Isso ficou evidente no show do Lolla, que começou em ponto de bala com a faixa-título deste álbum. O grupo segue divulgando o seu novo disco, Integrity Blues (que é bom, diga-se de passagem). No entanto, o show perdeu um pouco de força após a ótima "Get Right" e só voltou aos eixos quando a banda decidiu dedicar o final quase que exclusivo ao seu álbum mais famoso. Ao todo, foram seis faixas de Bleed American, sendo que quatro tocadas em seqüência. Mesmo com uma recepção um pouco modesta do público, a banda deu gás durante toda a apresentação, que teve como destaque, lógico, a faixa "The Middle", que fechou o bom show do Lolla. Na terça-feira (28), o grupo se apresenta no Rio de Janeiro, onde divide o palco do Circo Voador com a banda Two Door Cinema Club.
Foto: Camila Cara
Van McCann comandou a cantoria dos fãs no Palco Ônix
O grupo britânico Catfish And The Bottlemen foi responsável por carregar um público juvenil até o palco Ônix, neste domingo. Formado no final da década passada, a banda mostrou que possui um surpreendente fã-clube no Brasil. Durante toda a apresentação, o que se viu foi um público que cantou todas as músicas em alto e bom som. Nem mesmo o vocalista do grupo, Van McCann, parecia acreditar na popularidade de suas canções com a garotada. Faixas como "Kathleen" e "Twice" foram levadas à plenos pulmões pela plateia, que parecia não se importar com o sol escaldante, que castigava de forma impiedosa. No fim, a banda seguiu o protocolo dos ídolos juvenis e exibiu a bandeira do Brasil para agradecer o carinho.
Foto: Camila Cara
James Hetfield pergunta aos fãs: "Vocês querem heavy metal?"
De todas as mega bandas, ninguém veio tanto ao Brasil nesta última década quanto o Metallica. O grupo de James Hetfield toca por aqui quase que anualmente. Desde 2010, foram cinco visitas, sendo três no Rock in Rio e duas em São Paulo. Com um ótimo disco novo na bagagem, a banda conseguiu gás suficiente para deixar de lado o mais do mesmo que tem marcado suas últimas passagens pelo país e de quebra ainda decidiu mudar o roteiro cenográfico. As labaredas, explosões e demais efeitos pirotécnicos deram lugar a um número clean, com palco limpo e atenção voltada exclusivamente para o telão de alta definição no fundo. Já no repertório, a maior e mais significativa mudança. A banda executou cinco das doze músicas de Hardwired To Self-Destruct, sendo o álbum mais tocado nesse show (com mais músicas até que o batido Black Album).

A apresentação começou quente ao som de duas pancadas do novo disco: as ótimas "Hardwired" e "Atlas Rise" - uma verdadeira locomotiva de riffs, que entorpeceu as caixas de som do Lolla. Não demorou muito para que os fãs saudosistas fossem logo agraciados com os clássicos. "For Whom The Bell Tolls", "The Memory Remains" e o sucesso dos tempos da MTV, "The Unforgiven" formaram uma trilogia de respeito. Mas para comprovar a força do novo álbum e o ar de renovação da banda, mais duas novas: "Now That We're Dead" e a preferida de Lady Gaga, "Moth Into Flame". As novidades não ficaram restritas apenas ao disco novo. "Harvester Of Sorrow", do disco And Justice For All e "Whiplash" foram duas das antigas que não costumam ser tão habituais nos shows da banda no Brasil.
Foto: Camila Cara
Kirk Hammet em um dos vários momentos de virtuose no show do Lolla
Além das novas músicas, o show dessa noite ficou marcado pelos vários momentos de virtuose, onde os integrantes ficavam no palco solitários, solando à esmo. O guitarrista Kirk Hammet, por exemplo, fez isso mais de uma vez, com direito a tirar som pisando em seu instrumento. Na parte final, tudo igual. "Masters Of Puppets", "One" e a derradeira de todos os shows, "Seek & Destroy". No bis protocolar, a sempre indispensável "Battery", além de "Nothing Else Matters" e, lógico, "Enter Sandman" - com direito a fogos de artifício e show de agradecimentos. 

Pela primeira vez em muitos anos, o Metallica enfim saiu um pouco da zona de conforto e presenteou os fãs com um show que poderá ser lembrado por sua relevância artística, já que representa um novo disco criado - e que é muito bom por sinal [leia a resenha do disco AQUI]. Mesmo que não seja unanimidade, esse show do Lolla pode servir como exemplo de renovação e incentivo para que a banda continue criando bons discos e fazendo mais shows relevantes por aqui. O heavy metal agradece! 
Foto: Camila Cara
O agitado Matt Schultz em show no Lollapalooza
Pela terceira vez no Lollapalooza, o Cage The Elephant já é a banda que mais se apresentou na edição brasileira do festival. Cada vez que aparece por aqui, o grupo aumenta o seu fã-clube consideravelmente. De desconhecidos em 2012, voltaram em 2014 como banda adorada pelos cults. Dessa vez, eles mostram uma faceta mais popular, com canções menos intricadas de seu último disco, Tell Me I'm Pretty. Mesmo com o início forte, onde atacaram de três rocks dos bons ("Cry Baby", "In One Ear" e "Spiderhead"), a banda já dá claros sinais de que está curtindo essa fase mais popular, visto que decidiu apostar em canções que fazem a galera cantar alto durante toda a apresentação, como "Shake Me Down", de seu segundo disco, e a agitada "Mess Around". Músicas como "Telescope", a melódica "Too Late To Say Goodbye" e o novo hit "Cold, Cold, Cold", comprovaram essa inclinação atual da banda em seus repertórios, com músicas mais lentas - pegando como referência seu início garage rock. Com sapatos dourados, o vocalista Matt Schultz, abusa dos trejeitos Mick Jagger e não só corre saltitante de um lado para o outro como quase sempre desce para cantar com os fãs. O guitarrista Brad Schultz, irmão do vocalista, mostra a mesma energia e agitação no palco, tanto que cai na galera logo a primeira música do show. Os melhores momentos dessa boa apresentação no Lolla vieram em faixas do ótimo Melophobia, como "Spiderhead", "It's Just Forever" e o hit "Come Little Closer".
Foto: MRossi
Glass Animals surpreendeu fãs com show agitado no Lolla
Quem ouve o Glass Animals em seus discos, não possui (de verdade mesmo!) a mínima ideia do que eles possam ser ao vivo. Aquele estranho quarteto de Oxford que grava discos no meio da floresta e faz uma junção introspectiva - e até às vezes monótona - de ritmos como R&B, pop, psicodelia e hip hop (com seus devidos excessos), surpreendeu em sua estreia no Brasil. O grupo fez do Lollapalooza uma catarse coletiva, com enxerto de sintetizadores e um agitado Dave Bayley - que parece ter feito escola com Chris Martin (Coldplay). O show da banda é dominado pelos teclados e efeitos em loop e resume de forma certeira essa tendência multifacetada do indie e do público Lolla. O que impressionou também foi a popularidade da banda, que seguiu na boca da galera, que cantou quase todas as músicas com Bayley. Assim foi em "Black Mambo", "Hazey" e "Seasons 2 Episode 3". Quem foi até o palco Ônix, dançou (no bom sentido).
Foto: Camila Cara
O carismático Matty Heally fez a garotada cantar alto no Lolla
Agora, se tem uma banda que caiu no gosto popular das meninas nesse Lolla, essa foi o The 1975. Liderados pelo carismático Matty Heally, o grupo britânico fez uma apresentação concorrida no longínquo Palco Ônix. Com a luz do sol caindo, a iluminação do palco ajudou a criar um "clima" entre fãs e banda. A conexão foi tanta, que na metade da apresentação, Matt já estava em êxtase com a recepção. O 1975, que já havia sido indicado aqui no Rock On Board como um dos 5 shows imperdíveis desse Lolla, traça um som bem peculiar, que une o rock, new wave, pop teen e disco. Com visual estiloso, Matt sabe os segredos de controlar a garotada. Com repertório quase que exclusivamente baseado no segundo disco da banda, o premiado I Like It When You Sleep, for You Are So Beautiful Yet So Unaware of It, o vocalista contou com a ajuda dos fãs para cantar alto hits como "Somebody Else", "A Change Of Heart" e a derradeira do show, "The Sound". 
Foto: Camila Cara
The Outs fez um dos melhores shows do sábado no Lolla
A garotada do The Outs fez um dos shows mais legais do sábado. Pagando um pouco o preço por ser a primeira banda no palco mais distante do festival, eles entorpeceram o público (que chegava de forma bem tímida) com sua cartilha sessentista. A apresentação foi marcada principalmente pela coesão sonora da banda e pelas ótimas composições. Entre elas, o destaque para a beatleniana "Righ or Wrong" e também para a psicodelia desenfreada de "Ainda Me Lembro". A referência aos Mutantes fica muito forte nas composições em português, como em "Doce Amargo", faixa que integra o mais novo disco do grupo, o ótimo Percipere. A banda também agitou a galera no rock enérgico de "Once Before" e recebeu o guitarrista da banda Cachorro Grande, Marcelo Gross, para finalizar o show em alto nível com "My Generation".
Foto: MRossi
Doctor Pheabes abriu o Lolla com seu hard despojado
Após causar nas redes sociais com uma entrevista polêmica na véspera do festival [leia AQUI], o Doctor Pheabes mostrou no Lollapalooza que eles foram realmente sinceros ao dizer que não levam a banda tão a sério a ponto de se considerarem profissionais. A única coisa que realmente parece importar para o grupo é curtir esse barato "rockstar", seja abrindo para medalhões ou tocando em tudo que é festival grande. Tanto que rola uma atravessada de bateria aqui, uma trastejada no solo da guitarra ali, e tudo segue da forma mais normal possível. Mas o público também não parece se importar muito com a performance despojada da banda - que até apresenta algumas faixas legais para quem curte hard rock, como "Godzilla", por exemplo. No final, após uma cover de "Knocking On Heavens Door" (de Bob Dylan), com direito à homenagem ao Guns N' Roses nos telões, eles convidaram o cantor Supla para participar da brincadeira - mas ele preferiu ficar apenas assistindo ao lado do palco.
Foto: MRossi
Baiana System e sua micareta hipster
Nas redes sociais, alguém mais esperto definiu o Baiana System como uma mistura de Carlinhos Brown com O Rappa (não se sabe se isso é um elogio ou uma puta sacanagem com o som dos caras). Mas o fato é que em cima do palco, as canções realmente não soam tão requintadas como se estivéssemos ouvindo o elogiadíssimo - e ótimo - Duas Cidades, lançado no ano passado. Ao vivo, tudo funciona na roupagem de um trio elétrico e a banda também parece querer promover essa espécie de micareta com influências africanas. No entanto, o bom público presente no palco AXE (ou seria Axé?) acabou entrando na dança e ajudou a criar o clima de carnaval no Lolla. A apresentação também foi marcada pelo protesto ao governo Temer - como já está virando marca registrada em shows de muitos artistas - e pela participação do músico BNegão na faixa "Playsom" (que faz parte da trilha sonora do jogo FIFA 2016). 
Foto: Daniel Moura
Bratislava se apresenta no segundo dia de Lollapalooza Brasil
Por Bruno Eduardo

Quem for ao Lollapalooza Brasil neste domingo (26) vai ter a chance de conferir mais um novo nome, que enfim começa a despontar na cena nacional. Trata-se da banda Bratislava, que em 2015 lançou o instigante "Um Pouco Mais de Silêncio", disco que chamou a atenção da mídia pela mistura de referências em sua proposta. Em exclusiva ao Rock On Board, o vocalista Victor Meira falou um pouco sobre essa fase de valorização que a banda vive no momento - cristalizada principalmente pela oportunidade de tocar nesse que é um dos maiores festivais do mundo. Ele explica:  

É uma coisa muito massa que está acontecendo com a banda. Acho que ganhamos um novo respeito com essa chance. O festival é muito grande e acaba valorizando o nosso passe. As pessoas acabam escutando as nossas músicas com mais respeito e admiração.
Mas o efeito Lollapalooza não atingiu só as pessoas que ouvem a banda. O convite para o festival também ajudou a dar um novo gás ao Bratislava. O disco novo, que estava previsto para 2018, já está no forno e deve ser lançado em junho deste ano. Victor tem noção do impacto que um grande festival pode ter na carreira de uma banda independente, principalmente no Brasil. E diz esperar que esse show do Lolla possa abrir portas para que a banda entre no circuito de outros grandes festivais como o Do Sol, Bananada e o Vaca Amarela (os três citados pela banda).

Formada em 2010 na cidade de São Paulo, o grupo demorou quatro anos para conseguir achar sua forma ideal. Para o vocalista, a banda nasceu de verdade em 2014, quando fechou a formação que dura até hoje. Além de Victor, o Bratislava segue firme com Lucas Felipe Franco (bateria), Sandro Cobeleanschi (baixo) e Alexandre Meira (guitarra / vocais). Musicalmente falando, o Bratislava é conhecido pela diversidade sonora, que em muitas vezes pode integrar uma mesma canção - passeando pelo rock, psicodélico e flertando com influências de gêneros menos ortodoxos. 

A gente não busca referências óbvias na hora de compor alguma canção. Nós escutamos coisas diferentes. Soul, rap, jazz, samba, pop, rock... Eu gosto de Hanson, por exemplo. O nosso som é um puta caldeirão malucaço! 

Confiantes que estão vivendo um momento especial, a banda vai mais segura de sua proposta para o seu novo disco e promete a mesma personalidade que marca a caminhada do Bratislava. No entanto, Victor afirma que ele será um pouco mais pesado e com maior presença das guitarras. "Ele também vai ser mais mais curto que o anterior", afirma o vocalista. Aliás, a banda pretende apresentar algumas dessas novas canções para o público que for ao Lolla. Fãs confessos do Lollapalooza, os integrantes do Bratislava são frequentadores assíduos do festival. O vocalista diz que foi em todas as edições após a mudança para o Autódromo de Interlagos e garante que estaria no evento mesmo que não fosse tocar. Inclusive, faz questão de relembrar alguns shows memoráveis.

O show no Nine Inch Nails em 2014 foi maravilhoso. Foi um dos shows mais bonitos que eu vi na vida. Nesse mesmo ano eu vi também um show da Lorde, que eu pirei. O do Alabama Shakes também foi inesquecível. O Sandro, nosso baixista, é outro que vai todo ano no festival. Inclusive na época que o Lolla era no Jockey. Mesmo que a gente não fosse tocar, certamente iríamos para assistir. 
Entre os shows que eles pretendem assistir nessa edição, eles citam The Outs, Céu, Haikaiss, Glass Animals, MØ, Metallica e Silversun Pickups. O Bratislava sobe ao Palco Ônix por volta de 12h25 e vai aquecer o público para alguns nomes já consagrados - entre eles: The Strokes e Duran Duran. No entanto, quem acompanha os passos da banda pelo Brasil (e agora pelo mundo), sabe que eles têm tudo para conquistar novos fãs. Então, cheguem cedo e comprovem!

LOLLAPALOOZA BRASIL 2017
Datas: 25 e 26 de março de 2017
Local: Autódromo de Interlagos
Endereço: Avenida Senador Teotônio Vilela, 261 – Interlagos
Classificação etária: Crianças com menos de 05 anos - não será permitida a entrada. De 05 a 14 anos: Permitida a entrada acompanhado por pais ou responsáveis. A partir de 15 anos: Permitida a entrada desacompanhados.
Ingressos: 
Lolla Pass - 1º Lote: R$800 / R$400 (meia) ESGOTADO
Lolla Pass - 2º Lote: R$920 / R$460 (meia)
Lolla Day - 1º Lote: R$540 / R$270 (meia)
Lolla Day - 2º Lote: R$590 / R$295 (meia)
Venda pela internet AQUI
Foto: Divulgação
The XX é uma das principais atrações do Lollapalooza Brasil
A banda The xx, uma das atrações do Lollapalooza Brasil, lançou hoje o seu mais recente vídeo, "Say Something Loving", filmado na cidade Natal do trio, Londres. O vídeo foi dirigido pelo renomado fotógrafo e diretor Alasdair McLellan, que também dirigiu o último vídeo da banda, On Hold (filmado em Merfa no Texas). "Say Something Loving" faz parte do elogiadíssimo terceiro álbum de estúdio da banda, 'I See You', que estreou no topo das paradas britânicas. Ainda sobre o vídeo, o The xx declarou:

“Nós queríamos celebrar a nossa cidade natal e revisitar alguns dos lugares que nos fazem lembrar das nossas amizades quando estávamos crescendo. Nós ficamos tão felizes em estar em casa novamente e por começar a nossa residência “Night + Day” em Brixton nessa semana!”.

O grupo também está lançando seu próprio festival, Night+Day, que acontece em Brixton, e vai de 8 a 15 de março. Após os 7 dias de shows esgotados na lendária casa de shows O2 Brixton Academy, o The XX parte para a América do sul, onde se apresenta no Lollapalooza Brasil, como atração principal do Palco Ônix, no dia 25 de março. Enquanto isso, assista ao novo clipe da banda "Say Something Loving", AQUI. 
Imagem Ilustrativa
Lollapalooza Brasil acontece nos dias 25 e 26 de março em Interlagos
A sexta edição do Lollapalooza Brasil está chegando. O festival acontece nos dias 25 e 26 de março em São Paulo, e promete reunir mais uma vez, o melhor da música e entretenimento no Autódromo de Interlagos. Na lista de atrações, medalhões como Metallica - que volta ao Brasil com um novo disco após 9 anos -, The Strokes e o lendário Rancid, que toca no Brasil pela primeira vez na história. Duran Duran, The XX Cage The Elephant (pela terceira vez no Lolla) também endossam o cast do evento e geram bastante expectativa do público. Do lado nacional, teremos alguns nomes legais, como o ótimo grupo carioca The Outs, além de SuricatoCrioloCéu e Doctor Pheabes. Confira abaixo o line up completo do Lolla, com os horários de cada show.

SÁBADO, DIA 25

Palco Skol

12h05 - Doctor Pheabes

14h15 - Suricato
16h25 - Cage The Elephant
18h35 - Rancid
21h00 - Metallica

Palco Onix


13h10 - The Outs

15h20 - Glass Animals
17h30 - The 1975
19h40 - The XX

Palco Axe


12h45 - Jaloo

14h15 - BaianaSystem
15h45 - Bob Moses
17h15 - Tegan And Sara
18h45 - Criolo

Perry's


12h45 - Ricci

13h45 - HaikaIss
15h00 - Victor Ruiz
16h15 - Don Diablo
17h30 - Tchami
18h45 - Vintage Culture
20h00 - Marshmello
21h30 - G-Easy

DOMINGO, DIA 26


Palco Skol


13h15 - Céu

15h25 - Jimmy Eat World
17h35 - Two Door Cinema Club
20h30 - The Strokes

Palco Onix


12h25 - Bratislava

14h20 - Catfish and the Bottlemen
16h30 - Duran Duran
18h55 - The Weeknd

Palco Axe


12h00 - 89 FM

13h00 - Daniel Groove
14h30 - Vance Joy
16h00 - Silversun Pickups
17h30 - MØ
19h00 - Melanie Martinez
20h45 - Flume

Perry's


12h30 - Gabriel Boni

13h30 - Illusionize
14h30 - Chemical Surf
15h45 - Borgore
17h00 - Griz
18h15 - Oliver Heldens
19h30 - Nervo
20h45 - Martin Garrix

Mapa do Festival
Acima, o mapa do Lollapalooza Brasil com todas as informações do local

Foto: Divulgação
The Outs se apresenta no dia 25 de março no Lollapalooza Brasil
Por Bruno Eduardo

Quem for ao Lollapalooza Brasil, que acontece nos dias 25 e 26 de março no Autódromo de Interlagos, vai ter um motivo especial para chegar cedo. Trata-se de uma das maiores revelações do cenário independente: a banda carioca The Outs - que acaba de lançar seu primeiro disco por uma gravadora (Deck) e primeiro também com canções em português. 'Percipere', lançado no ano passado, foi masterizado pelo australiano Rob Grant, que já trabalhou com Tame Impala e Lenny Kravitz, e entrou na lista de melhores do ano do site Rock On Board. Formada em 2012 por Tiago Carneiro (voz e baixo), Dennis Guedes (guitarra, baixo e backvocal), Vinícius Massolar (guitarra, teclado, baixo e backvocal) e Gabriel Politzer (bateria e percussão), a The Outs começou a chamar atenção da mídia após receber um elogio de ninguém menos do que Noel Gallagher do Oasis. O grupo também ficou na 2ª colocação no reality autoral Breakout Brasil, promovido pela Sony (que contou com mais de 6.000 bandas inscritas) e lançou o ótimo 'Marmalade Land' em 2015. Em exclusiva ao Rock On Board, Dennis Guedes falou sobre essa nova fase da banda e sobre a expectativa de tocar no Lollapalooza Brasil. No bate-papo, ele também mostrou uma visão particular do cenário roqueiro e acredita que o mercado passa por um momento de transformação. Resumindo: é o rock independente por ele mesmo. 

Como está a expectativa para o show do Lollapalooza Brasil?

Na verdade a ficha só começou a cair agora, pois estamos tendo que resolver algumas questões burocráticas envolvendo o festival. Com isso, a gente já começa a pensar no que vai ser o show e nas possibilidades da apresentação. Para nós é muito legal ser uma das bandas mais independentes do festival e estarmos representando essa leva.

E como surgiu o convite?

Na verdade está tudo muito linkado. Tem muito com o lançamento do nosso novo disco e por ele ter sido o nosso primeiro trabalho em português, o que acabou chamando a atenção do Rafael Ramos (Deck / Polysom). Com isso, conseguimos o contrato com a gravadora e a coisa foi abrindo a partir daí. Então fomos sugeridos para o Lolla e a produção veio conversar conosco. Foi uma coisa natural e que aconteceu como conseqüência do momento que a gente está vivendo.

Na minha opinião particular, nessa edição tivemos menos bandas da cena rock independente em comparação aos anos anteriores. Você também sentiu falta de bandas independentes que vivem no mesmo cenário rock que a The Outs?

Eu até acho que tem uma boa quantidade de artistas independentes nessa edição. Não tanto numa estrutura tão menor quanto a nossa. Mas é fato que não houveram muitas bandas de rock independentes esse ano. Eu acredito que é uma coisa aleatória e que ao mesmo tempo não é. No meu ponto de vista isso é um reflexo do que tem se tornado o nosso mercado, que é essa coisa de mesclar bastantes ritmos. Você vê o Jaloo, Baiana System, o próprio Criolo. Não são artistas de rock, embora peguem resquícios, mas são de certa forma consideradas alternativas e que estão lá. Mas do nosso tamanho, realmente a gente vê em menor proporção esse ano. Mas de qualquer forma, estamos muito felizes de sermos uma das bandas que podem representar esse cenário na edição deste ano do festival.

E como vocês avaliam a importância desses festivais para bandas de menor porte, que ainda lutam para sobreviver no cenário nacional de rock independente?

É muito importante bandas como a nossa poderem transitar em festivais desse tamanho com bandas maiores, até mesmo para entender como funciona. Porque a gente tem vários festivais que acontecem no Brasil o ano inteiro e nem sempre a gente consegue circular. Embora o The Outs esteja tocando no Lolla, não é em todo festival aqui no Brasil que a gente tem essa facilidade de conseguir tocar. Parece que cada coisa é um círculo que você precisa ir penetrando até eles aceitarem e entenderem que você é uma banda realmente promissora. É uma coisa que não dá para definir. Acredito ser uma conseqüência de como as coisas estão caminhando por aqui, já que o rock está numa baixa no Brasil e está tendo que se reinventar. Então enquanto não acharmos um meio termo entre a galera que procura outras coisas e o público roqueiro, a coisa vai ficar desse jeito.

Ainda não recebemos a programação dos shows, mas provavelmente vocês devem ser a primeira banda do festival, já que tocam no primeiro dia... 

Na verdade a gente não vai ser a primeira do festival. A gente abre o palco dois, que é o Palco Ônix. Acho que antes de nós, quem abre é a Doctor Pheabes no palco 1, e quase no mesmo horário que a gente vai rolar o show do Baiana System.

Palco Ônix? Vocês vão tocar no palco mais distante. No entanto é o que tem uma das melhores vistas do palco por ser numa espécie de ladeira...

Eu nunca fui no Lolla, mas realmente, ele é o mais distante. Só que eu acho que como a gente não vai começar o festival, isso vai ficar bem equilibrado, pois a primeira banda toca no palco próximo aos portões e a dinâmica deve facilitar para a galera depois ir ver a gente.

E quem vocês gostariam de assistir nessa edição do Lollapalooza Brasil

No nosso dia vai ter o Glass Animals, que é uma banda que realmente quero ver. Também tem o Jaloo e o Suricato, que tocam um pouco depois do nosso show, então não sei se conseguiremos ver, mas que eu estou querendo muito. Os shows do Cage The Elephant, Criolo, The XX eu também pretendo poder assistir.

Falando agora sobre o novo disco de vocês. Como surgiu a ideia de gravar em português?

A gente já vinha gravando coisas em português. Na verdade, foi no Breakout Brasil que compomos a primeira música em português, que foi "Ainda me Lembro", que acabou sendo o primeiro single do disco. Depois disso a gente começou a escrever bastante coisa, tanto em português quanto em inglês, mas estávamos na pilha de mesclar as coisas que a gente vinha fazendo com letras em português. Por isso também demoramos mais tempo para conseguir chegar a um resultado que representasse bem o que queríamos dizer. A notícia de que a gente estava gravando em português chegou ao ouvido do Rafael [Ramos] e ele ficou curioso.

E como foi esse contato com ele?

A gente já tinha feito um contato com ele há um tempo atrás. Ele ficou interessado na época, só que ele tem essa barreira com coisas cantadas em inglês. Mas quando mostramos coisas em português ele gostou da proposta. Nossa ideia era fazer apenas um mini álbum. Mas conversando com o Rafael, ele pediu para fazermos mais músicas e daí o trabalho acabou se tornando um álbum full, meio que sem querer.

Vocês sempre tiveram essa sonoridade meio psicodélica. Como foi definir o que fazer após saberem que iriam escrever as letras em português? Teve alguma influência do Rafael na produção desse disco?

A gente já estava gravando antes de decidirmos isso. Já tínhamos um conceito do que seria o trabalho. O Rafael acompanhou o processo depois de um tempo, mas foi um trabalho que nós produzimos em nossos home studios, seguindo a mesma lógica dos outros discos. Então não teve um grande envolvimento do Rafael e da Deck nesse disco na questão de produção. 

E como você vê essa questão de bandas independentes lançarem discos por selos e gravadoras em tempos de streaming? Nos anos oitenta e noventa as bandas precisavam correr atrás das gravadoras para conseguir lançar seus trabalhos e alcançar um grande público. Como você vê isso hoje?

Eu não acho que as bandas devam ficar correndo atrás de gravadoras de forma desesperada. Quando acontece, deve ser mutuamente. No caso da Deck, por ela ser uma gravadora independente, ela trabalha muito em conjunto com o artista. Então o que rola é uma ajuda mútua. Nós também poderíamos ter lançado o disco por conta própria, mas achamos mais vantajoso nesse momento fazer essa troca, já que foi uma coisa que simplesmente aconteceu. Hoje em dia o streaming tem se tornado a forma padrão de se consumir música. Já vi alguns teorizando inclusive de que as playlists substituem as rádios nos tempos atuais. Então é importante estarmos todos alinhados com essas plataformas para poder alcançar o máximo de pessoas que pudermos.

E o retorno financeiro dos streamings para bandas independentes? Grandes artistas reclamam muito ainda desse formato de repasse monetário. O que você pode falar sobre isso? Compensa?

O retorno financeiro nesse meio de internet é uma coisa ainda muito vaga. Ainda é uma coisa que não é suficiente para o artista conseguir sobreviver. Mas as coisas estão tendendo a se organizar por aí. Então se em algum momento isso vier funcionar, é bom que o artista já esteja usando o formato. Porque mal ou bem é um meio de construir público. O retorno financeiro às vezes acontece. Já aconteceu de salvar um mês nosso de poucos shows, e o dinheiro veio para ajudar a banda a continuar trabalhando. Vai de como cada um organiza esse retorno. Principalmente os artistas pequenos, que não conseguem fazer muito volume de dinheiro. Porque para você fazer um volume você precisa ter muito público. Então isso é que tem que ser acertado, pois ela precisa favorecer também quem é pequeno. Então ele vai funcionar quando isso for justo para todos que estão nessa cadeia, com os nicho pequenos alcançando bons retornos também.

Para finalizar, fale um pouco dessa polêmica de faltar rock e rádios rock nas FMs, principalmente no Rio, onde vocês moram.

É bem chato ver rádios como a Cidade sumirem da FM. Mas acho que também tem o problema da falta de espaço que essas próprias rádios proporcionam às bandas independentes. Rola um saudosismo muito grande dentro do rock. Uma mentalidade errada já que o rock também se atualiza e tem novidades acontecendo. O rock não morreu mas está num processo de renovação tanto para quem curte quanto para as próprias bandas. Hoje o público de rock está mais ligado na internet do que nas rádios, mas é muito importante estar nas FMs para alcançar um outro público que não seja especificamente o público roqueiro. Não é porque você faz rock que tem que ser escutado apenas por roqueiros. O Brasil é um país muito eclético onde as pessoas curtem muitos estilos diferentes. O problema é se atualizar dentro do próprio rock. Porque para um público geral, o rock meio que se tachou. Temos é que mudar essa ideia de que o rock é exclusivo para roqueiros e que as pessoas para achar algo sobre o gênero precisem ir buscar em locais específicos.

LOLLAPALOOZA BRASIL 2017
Datas: 25 e 26 de março de 2017
Local: Autódromo de Interlagos
Endereço: Avenida Senador Teotônio Vilela, 261 – Interlagos
Classificação etária: Crianças com menos de 05 anos - não será permitida a entrada. De 05 a 14 anos: Permitida a entrada acompanhado por pais ou responsáveis. A partir de 15 anos: Permitida a entrada desacompanhados.
Ingressos: 
Lolla Pass - 1º Lote: R$800 / R$400 (meia) ESGOTADO
Lolla Pass - 2º Lote: R$920 / R$460 (meia)
Lolla Day - 1º Lote: R$540 / R$270 (meia)
Lolla Day - 2º Lote: R$590 / R$295 (meia)
Venda pela internet AQUI
Imagem Ilustrativa
O Lollapalooza acontece nos dias 25 e 26 de março em Interlagos
Por Bruno Eduardo

Lollapalooza Brasil está chegando. Pela quarta vez consecutiva, o festival vai acontecer no Autódromo de Interlagos e mantém a diversidade no seu cast como uma marca registrada. Faltando pouco para o início da festa, é chegada aquela hora de começar a garimpar o line up para não correr o risco de perder alguns shows legais. Metallica? The Strokes? Rancid? The Weeknd? Deixe os headliners para depois. Afinal, eles só tocam no final mesmo. A boa é chegar cedo e descobrir algumas joias escondidas nesse baú de entretenimento que é o Lolla. E para ajudar o nosso leitor, decidimos selecionar cinco shows que merecem uma atenção especial. Dentro de tantos nomes, em tantos palcos e horários apertadinhos, eis os nossos escolhidos:

Cage The Elephant

Esta é a terceira vez que o grupo de Kentucky se apresenta no Lollapalooza Brasil. A primeira aconteceu na estreia do festival no Brasil, em 2012. Queridinhos de Dave Grohl (Foo Fighters), o Cage The Elephant possui quatro discos de estúdio e costumam chamar a atenção pelos shows enérgicos. Atualmente, estão divulgando o elogiado 'Tell Me I'm Pretty', que foi produzido por Dan Auerbach, do The Black Keys. A banda se apresenta dia 25, às 16h45, no palco Skol.

Silversun Pickups
Pouco conhecida no Brasil, o Silversun Pickups foi formado em 2002 e já teve várias canções tocadas em séries americanas de sucesso, como The Vampire Diaries, One Tree Hill e The O.C. A banda possui um som cheio de overdubs e guitarras distorcidas, sendo comparada frequentemente ao cultuado The Smashing Pumpkins. Vale conferir! A banda se apresenta dia 26, às 16h, no palco Axe.

Jimmy Eat World

O Jimmy Eat World foi formado nos anos noventa, mas só ganhou notoriedade com o lançamento de "Bleed American". O disco foi lançado em 2001 e teve seu título modificado por causa do atentato de 11 de setembro. No início a banda foi fortemente influenciada por grupos como Blink 182, mas com o decorrer da carreira partiu para o indie rock e rock alternativo, como pode ser conferido em seu último disco, "Integrity Blues", lançado em 2016. A banda se apresenta dia 26, às 15h25, no palco Skol. 

The Outs

Elogiados por ninguém menos que Noel Gallagher (Oasis), o The Outs é uma das bandas mais promissoras da cena carioca. O som do grupo é uma viagem entre referências do rock anos 60 e 70, tendo Beatles e Mutantes como principais fontes. O grupo acaba de gravar seu primeiro disco com letras em português e lançado por um selo (Deck). A banda se apresenta no dia 25, às 13h10, no Palco Onix. 

The 1975

Embora geralmente reconhecido como um grupo de rock alternativo, o The 1975 é um grupo que flerta com outros diversos gêneros, incluindo electro-pop, música eletrônica, guitarra pop e R & B. Entre as maiores influências estão Talking Heads, Prince e My Bloody Valentine. O disco de estreia da banda estreou no topo das paradas e eles começaram a ser presença certa em alguns festivais importantes. A banda se apresenta no dia 25, às 17h30, no palco Ônix.
Foto: Ilustração
O Metallica é uma das principais atrações do Lollapalooza Brasil
A sexta edição do Lollapalooza Brasil está chegando. O festival acontece nos dias 25 e 26 de março em São Paulo, e promete reunir mais uma vez, o melhor da música e entretenimento no Autódromo de Interlagos. Na lista de atrações, medalhões como Metallica - que volta ao Brasil com um novo disco após 9 anos -, The Strokes e o lendário Rancid, que toca no Brasil pela primeira vez na história. Duran Duran, The XX Cage The Elephant (pela terceira vez no Lolla) também endossam o cast do evento e geram bastante expectativa do público. Do lado nacional, teremos alguns nomes legais, como o ótimo grupo carioca The Outs, além de SuricatoCrioloCéu e Doctor Pheabes. Confira abaixo o line up completo do Lolla, com os horários de cada show.

SÁBADO, DIA 25

Palco Skol

12h05 - Doctor Pheabes

14h15 - Suricato
16h25 - Cage The Elephant
18h35 - Rancid
21h00 - Metallica

Palco Onix


13h10 - The Outs

15h20 - Glass Animals
17h30 - The 1975
19h40 - The XX

Palco Axe


12h45 - Jaloo

14h15 - BaianaSystem
15h45 - Bob Moses
17h15 - Tegan And Sara
18h45 - Criolo

Perry's


12h45 - Ricci

13h45 - HaikaIss
15h00 - Victor Ruiz
16h15 - Don Diablo
17h30 - Tchami
18h45 - Vintage Culture
20h00 - Marshmello
21h30 - G-Easy

DOMINGO, DIA 26


Palco Skol


13h15 - Céu

15h25 - Jimmy Eat World
17h35 - Two Door Cinema Club
20h30 - The Strokes

Palco Onix


12h25 - Bratislava

14h20 - Catfish and the Bottlemen
16h30 - Duran Duran
18h55 - The Weeknd

Palco Axe


12h00 - 89 FM

13h00 - Daniel Groove
14h30 - Vance Joy
16h00 - Silversun Pickups
17h30 - MØ
19h00 - Melanie Martinez
20h45 - Flume

Perry's


12h30 - Gabriel Boni

13h30 - Illusionize
14h30 - Chemical Surf
15h45 - Borgore
17h00 - Griz
18h15 - Oliver Heldens
19h30 - Nervo
20h45 - Martin Garrix

Mapa do Festival
Acima, o mapa do Lollapalooza Brasil com todas as informações do local

O que não levar
• Garrafas, latas, bebidas
• Utensílios de armazenagem
• Embalagens rígidas com tampa
• Capacetes
• Cadeiras ou bancos 
• Armas de fogo e armas brancas
• Objetos pontiagudos, cortantes e/ou perfurantes
• Fogos de artifício
• Objetos de vidro
• Câmeras fotográficas ou filmadoras profissionais ou com lente destacável.
• Cartazes feitos com papelão grosso e/ou fixados a madeiras, canudos rígidos, etc.
• Animais - exceto cães guias identificados e acompanhados de portadores de deficiência visual.
• Bastão para tirar foto.
• Substâncias inflamáveis, corrosivas.
O portador do ingresso será submetido a inspeções e revistas corporais. Os objetos não autorizados serão descartados.

O que levar

• AXE Lolla Cashless do festival ou voucher impresso para retirada da pulseira
• Documentos pessoais
• Chapéu ou boné*
• Óculos Escuros
• Barra de cereal
• Canga*
• Capa de chuva
• Protetor solar
• Protetor labial
• Câmera portátil
• Mochila ou bolsa

LOLLAPALOOZA BRASIL 2017
Datas: 25 e 26 de março de 2017
Local: Autódromo de Interlagos
Endereço: Avenida Senador Teotônio Vilela, 261 – Interlagos
Classificação etária: Crianças com menos de 05 anos - não será permitida a entrada. De 05 a 14 anos: Permitida a entrada acompanhado por pais ou responsáveis. A partir de 15 anos: Permitida a entrada desacompanhados.
Ingressos: 
Lolla Pass - 1º Lote: R$800 / R$400 (meia) ESGOTADO
Lolla Pass - 2º Lote: R$920 / R$460 (meia)
Lolla Day - 1º Lote: R$540 / R$270 (meia)
Lolla Day - 2º Lote: R$590 / R$295 (meia)
Venda pela internet AQUI