Já sem os terninhos brancos e gravatas os músicos agradecem, mandam beijos e fazem reverência. Palhetas e baquetas são distribuídas sem dó. Inesperadamente o baterista Chris Dangerous dá um mosh e cai em meio à pequena multidão que o devolve gentilmente ao segurança. Pelle diz que foi o melhor show da temporada - eu não duvido. Todos saíram do Cine Joia encharcados e sorridentes. Hora de abrir uma cerveja e voltar para casa completamente realizada.
Saiba como foi o show "solo" do The Hives em São Paulo
Por
Bruno Eduardo
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09:05
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Foto: Edi Fortini
Por Carol Veronez
Há quase 12 anos eu ganhei um CD desses caseiros. Um amigo me deu de presente uma coletânea com tudo o que considerava incrível e novo. Lembro que tinha de tudo naquela mídia. Para minha sorte, entre Bloc Party e Arctic Monkeys estava também a sujeira do The Hives. Guitarras estridentes e um vocal enérgico me mostraram na época que os caras eram realmente um achado. Foi com essa sensação que segui para o Cine Joia na noite do último domingo, 16.
Quando entrei no local, a realidade da lotação ser de apenas 900 pessoas me deixou com clima de show quase particular. Era a última apresentação da tour, mas a expectativa era de que fosse tudo tão caótico quanto o show no Lollapalooza Brasil do ano passado. Às 20h03 as luzes se apagaram e com o já tradicional som de Jaws Themes os músicos sobem ao pequeno palco, logo emendando com "Come On!". Pelle Almqvist chama o público com as mãos, que avança ferozmente em direção ao vocalista. Definitivamente o show havia começado.
Na sequência vieram "Take Back the Toys" e "Two-Timing Touch and Broken Bones", e a mais do que esperada "Walk Idiot Walk" - cantada quase que em uníssono. Pelle e o irmão, Nick Arson, mostram que realmente são devotos do palco e a todo tempo se aproximam da plateia pra dar autógrafos, cantar junto ao público e fazer jus a fama de uma das bandas mais simpáticas dos últimos tempos.
Os hits "Main Offender", "Wait a Minute" e "Go Right Ahead" também fizeram parte do setlist, que encerrou com "Patrolling Days". Com a galera ainda muito aquecida os suecos mal fazem uma pausa - atendendo logo ao coro de bis com mais três músicas, sendo a última a "Hate to say I Told You So".
Já sem os terninhos brancos e gravatas os músicos agradecem, mandam beijos e fazem reverência. Palhetas e baquetas são distribuídas sem dó. Inesperadamente o baterista Chris Dangerous dá um mosh e cai em meio à pequena multidão que o devolve gentilmente ao segurança. Pelle diz que foi o melhor show da temporada - eu não duvido. Todos saíram do Cine Joia encharcados e sorridentes. Hora de abrir uma cerveja e voltar para casa completamente realizada.
Já sem os terninhos brancos e gravatas os músicos agradecem, mandam beijos e fazem reverência. Palhetas e baquetas são distribuídas sem dó. Inesperadamente o baterista Chris Dangerous dá um mosh e cai em meio à pequena multidão que o devolve gentilmente ao segurança. Pelle diz que foi o melhor show da temporada - eu não duvido. Todos saíram do Cine Joia encharcados e sorridentes. Hora de abrir uma cerveja e voltar para casa completamente realizada.
Bruno Eduardo, 38 anos, jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa Arariboia Rock News nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Como crítico cultural, foi Editor-chefe e colaborador do Portal Rock Press, e colunista do blog "Discoteca Básica" da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas oficiais de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Abril Pro Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Faith No More, The Offspring e Titãs.
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