O SUCESSO ROCK IN RIO!
SINAL AMARELO
Na posição de cobrir o rock em todas as suas vertentes, é certo que torçamos pela ampliação de programas destinados ao gênero e ao seu público. Esperamos apenas, que a força da marca não desintegre um elemento tão importante para um festival dessa grandiosidade: o comprometimento artístico - de desbravamento / introdução / importação - na montagem do seu cast. Pois ficou evidente nessa edição, uma preocupação excessiva do Rock in Rio em fazer a vontade de um público específico. Um perigo para a biografia do evento, que já serviu de inclusão musical para algumas gerações de roqueiros - principalmente nas edições de 1985 e 1991. Talvez as únicas ousadias da produção, se deram pelas mãos de Zé Ricardo - que promoveu um excelente cast no Palco Sunset -, ou na presença de nomes como Muse de headliner no dia 14, Ghost B.C. (mesmo com show irregular) no dia do metal, e na inclusão do "véio" Bruce Springsteen em noite para fãs de John Mayer. De resto, foi bater ponto!
O "público Rock in Rio"
O "público rock in rio" comprou a ideia de que o palco é apenas um atrativo a mais (ou a menos). Não é por acaso, o local é o supra-sumo do entretenimento para os jovens de hoje em dia. A Cidade do Rock é um parque aberto, com seu próprio shopping center - sem falar nos brinquedos: montanha russa, roda gigante e a fantástica tirolesa. Visto tamanha quantidade de opções para entretenimento em um local tão atraente, tenha se desenhado um novo público modelo, cada vez mais distanciado do palco. Para o "público rock in rio", o interessante é curtir o "EU FUI" - nem que isso signifique assistir bandas como Capital Inicial nas últimas 3 edições, tocando o mesmo repertório; nem que isso signifique aturar tributos mal ensaiados - mas quem se importa? A Grã-Bretanha fica logo ali na esquina (Rock Street).


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