ROCKONBOARD NEWS

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Foto: Divulgação
Drenna vai apresentar seu novo disco no palco do Imperator
O mais importante evento de rock do Rio de Janeiro, o Rio Novo Rock (RNR), volta nesta quinta-feira (4) ao palco do Imperator com dois expoentes do rock alternativo: as bandas Baleia e Drenna. A Baleia, com dois álbuns lançados, surpreende pelo som inusitado e hipnotizante aliado ao apuro estético em seus videoclipes e projetos gráficos. Seu segundo CD ‘Atlas’, lançado ano passado, recebeu elogios do escritor português Valter Hugo Mãe, enquanto o livro ilustrado baseado nas músicas de Atlas mostrou um universo visual que representa os mundos e sentimentos criados em cada uma das músicas do disco. O projeto rendeu uma indicação ao Grammy Latino de Melhor Projeto Gráfico. Além disso, a Baleia é uma das bandas selecionadas pelo Spotify Spotlight, uma escalação mundial feita pelo Spotify com os artistas de vários países do mundo que eles acreditam que vão estourar. Com oito anos de estrada, a Drenna foi a primeira banda a tocar no Rio Novo Rock, em 2014, quando o evento ainda se chamava Imperator Novo Rock. O grupo ainda celebra o título de campeão do Planeta Rock 2016, que aconteceu em agosto, em São José do Rio Preto (SP). Paralelo a isso seguem no trabalho de divulgação do seu novo álbum ‘Desconectar’. A banda já dividiu o palco com Pitty, Frejat, MGMT, Paramore e Kings of Leon e, além do Planeta Rock, já esteve em outros importantes festivais como o Circuito Banco do Brasil e o Fun Music.

Indo para seu quarto ano, o Rio Novo Rock já recebeu algumas das principais bandas da cena carioca e nacional. Nomes como Dônica, Medulla, Hover, Planar, Facção Caipira, Drenna, Ventre, Far From Alaska (RN), The Baggios (SE), Plutão já foi Planeta (RN), Selvagens à Procura da Lei (CE), Vespas Mandarinas (SP) e Ego Kill Talent (SP) são algumas das que já se apresentaram no evento.

Nos intervalos a música boa rola com a DJ Suirá, que já tocou em casas clássicas da cena carioca, como Teatro Odisséia, Saloon 79, Fosfobox e Casa da Matriz. Criadora das festas Pecado, Take #5 e Dirrty, atualmente reside a festa "Meister Party" (festa oficial da Jagermeister no Rio). As projeções em vídeo ficarão a cargo do VJ Miguel Bandeira, que entre o Brasil e Holanda, com seu Live Mapping, vem iluminando palco, pistas, ruas e favelas para nomes de peso como o Festival Rio Sound System, Daniela Mercury, Olodum, Afromandingas, Samba da Maré, Riomapping Festival etc. 
Foto: Divulgação
Baleia é atração desta edição do Rio Novo Rock
RIO NOVO ROCK
Bandas: BALEIA E DRENNA
Data: 4 de maio, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
Foto: Divulgação
De São Paulo, o Alaska chega ao Rio Novo Rock cercado de expectativa
O mais importante evento de rock do Rio de Janeiro, o Rio Novo Rock (RNR), volta nesta quinta-feira (16) ao palco do Imperator com dois expoentes do rock alternativo: as bandas Alaska e Two Places at Once. Formado em São Paulo, o Alaska começou sob a influência de bandas como Circa Survive, Thrice e Rancore. Mas tudo começou a mudar em 2014, com a gravação da faixa “Vista” no projeto Converse Rubber Tracks. O single marcou uma guinada na sonoridade da banda, pouco antes de gravar seu primeiro disco, o melódico e profundo “Onda”, em 2015. O disco trazia temas existencialistas e discutia a perenidade das coisas. Já o Two Places at Once surgiu em 2013. Em 2016, lançam seu primeiro álbum, “Birdtraps”, com faixas que alcançaram quase 300 mil plays no Spotify, além de também integrar trilhas de programas do Canal Off. O som é marcado pela sutileza e suavidade, intercalada com forte energia. Sem deixar de lado o momento que a música vive, a banda busca nos anos 90 os moldes da sua identidade.

Indo para seu quarto ano, o Rio Novo Rock já recebeu algumas das principais bandas da cena carioca e nacional. Nomes como Dônica, Medulla, Hover, Planar, Facção Caipira, Drenna, Ventre, Far From Alaska (RN), The Baggios (SE), Plutão já foi Planeta (RN), Selvagens à Procura da Lei (CE), Vespas Mandarinas (SP) e Ego Kill Talent (SP) são algumas das que já se apresentaram no evento.

Nos intervalos a música boa rola com a DJ Suirá, que já tocou em casas clássicas da cena carioca, como Teatro Odisséia, Saloon 79, Fosfobox e Casa da Matriz. Criadora das festas Pecado, Take #5 e Dirrty, atualmente reside a festa "Meister Party" (festa oficial da Jagermeister no Rio). As projeções em vídeo ficarão a cargo do VJ Miguel Bandeira, que entre o Brasil e Holanda, com seu Live Mapping, vem iluminando palco, pistas, ruas e favelas para nomes de peso como o Festival Rio Sound System, Daniela Mercury, Olodum, Afromandingas, Samba da Maré, Riomapping Festival etc. 

Foto: Pedro Arantes
O Two Places At Onde vai agitar o palco do Imperator com seu rock alternativo
RIO NOVO ROCK
Bandas: ALASKA E TWO PLACES AT ONCE
Data: 16 de março, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
Foto: Nem Queiroz
Ego Kill Talent fez um dos melhores shows do Rio Novo Rock
Por Bruno Eduardo

A apresentação da Ego Kill Talent nesta primeira edição do Rio Novo Rock de 2017 já pode entrar na lista de melhores shows que o evento recebeu em sua recente história. A banda paulista é formada por integrantes já bem conhecidos na cena roqueira. Além do líder da banda gaúcha Reação em Cadeia, Jonathan Correa, integram o grupo Jean Dolabella (ex-Sepultura), Theo Van Der Loo e Raphael Miranda (ambos ex-Sayowa) e Niper Boaventura (PullDown). Embora alguns tentem colocar a banda nas prateleira do stoner e do metal, sonoramente, eles fazem um rock alternativo com os dois pés nos anos noventa. O show dos caras impressiona pela força sonora e é matador do início ao fim. Travestido de Eddie Vedder (1991 era'), com blusa xadrez e trejeitos característicos do líder do Pearl Jam, Jonathan é de poucas palavras mas cativa pelo ótimo vocal e presença de palco. Isso pode ser notado nas excelentes "Sublimated" e "Same Old Story", onde a voz dele ganha força ao vivo. Diferente das gravações de estúdio, o som da EKT é mais orgânico, e as guitarras falam de forma mais aberta, evidenciando a força da banda em grandes arenas (como foi conferido por este crítico no festival Lollapalooza Brasil, no ano passado, e mais recentemente no Maximus Festival). Do disco novo, que deve sair nos próximos dias, chama a atenção pancadas como "We All", que martela os ouvidos sensíveis, e "Still Here", com seu riff de guitarra viciante. A banda mantém alguns revezamentos de instrumentos durante a apresentação, mas nada capaz de quebrar o ritmo do show, que mantém a energia sempre alta. Uma prova da funcionalidade da banda é a reação do público, que curte o show do início ao fim. Em tempos de massacre ao rock nas mídias sociais por conta de listas de programações de rádio dominadas por músicas de gosto duvidoso, um show como esses do Ego Kill Talent é como um banho de sal grosso no mau olhado. Rock On!

Foto: Nem Queiroz
Overdrive Saravá conquistou público com seu rock cheio de referências
Lançando o seu disco de estreia, a Overdrive Saravá apresentou ao público uma compilação artística própria, baseada principalmente numa sonoridade que rebusca diversas culturas regionais e discursos que abordam questões sociais. A proposta já surpreende no formato inicial, com os sete integrantes fazendo um rito de abertura, transformando o palco numa espécie de terreiro sagrado para a entrada de "Atabaque e D'Jembes", música que já tem vídeo clipe rolando nos youtube da vida. Mesmo contendo várias investidas sonoras, ao vivo a música da Overdrive se baseia fundamentalmente no rock com guitarras distorcidas e pegada pesada do baterista Renan Carriço, como pôde ser visto na levada acelerada da ótima "Guerreiro do Cerrado". O compromisso com a arte livre, tão defendida pelo grupo nos discursos entre música e outra, fica estampado na figura do vocalista Gregory Combat, que assume bem o papel - seja declamando versos ao esmo ("João do Amor Divino"); interpretando uma desconstruída versão de "Construção"; ou emocionando-se ao falar sobre as dificuldades que os artistas passam para conseguir ter uma oportunidade de tocar numa casa como o Imperator. O discurso da Overdrive Saravá vai além da simples defesa da liberdade de expressão. Também tem veia política forte (inclusive mostrando um cartaz contra o governo em exercício) e preocupação social, com destaque para a excelente "Ressucita Pataxó", que faz homenagem ao índio Galdino, assassinado enquanto dormia num ponto de ônibus. Do ponto de vista artístico, pode-se dizer que o show do grupo é um verdadeiro self-service de influências e informações, mas que desenha o rock de forma pedagógica sem perder sua essência.

Foto: Nem Queiroz
A DJ Suirá agitou o público com um set de clássicos do rock
Foto: Juliana Novais
Overdrive Saravá vai apresentar seu disco de estreia no Imperator
A primeira edição do Rio Novo Rock em 2017 acontece na próxima quinta-feira, dia 12 de janeiro e promete ser mais uma noite inesquecível para quem procura por boas novidades no rock nacional. O palco do Imperator vai receber o peso da Ego Kill Talent e o caldeirão de influências da Overdrive Saravá.

Formada em são Paulo, a EKT já dividiu palco com grandes nomes do rock mundial, como Rammstein e Marilyn Manson. Além disso, o grupo também se apresentou na última edição do festival Lollapalooza Brasil. O quinteto chama atenção pelas canções recheadas de peso e groove. Já a Overdrive Saravá tem por princípio a diversidade brasileira em sintonia com o rock'n'roll e vai marcar a estreia de seu primeiro disco, homônimo, que já tem um vídeo clipe para a canção "Atabaques e D'jembes" bastante visualizado na internet. 

Nos intervalos a música rola solta com a DJ Suirá, que já tocou em inúmeras casas noturnas do Rio passando por Casa da Matriz, Teatro Odisséia, Sallon 79, Espaço Marun, La Paz, Fosfobox etc. Atualmente reside a festa "Meister Party" (festa oficial da Jagermeister no Rio) e o projeto "Odisseia Paratodos", abrindo espaço para bandas independentes mostrarem seu trabalho.

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Lucca Miranda
A Ego Kill Talent promete agitar a noite com muito peso
RIO NOVO ROCK
Bandas: EGO KILL TALENT E OVERDRIVE SARAVÁ
Data: 12 de janeiro, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
Foto: Diego Marcel
Plutão Já Foi Planeta volta ao Rio para show no Imperator
Por Bruno Eduardo

O Rio Novo Rock chega a sua última edição do ano nesta quinta-feira (01), e traz ao palco do Imperator mais dois expoentes da nova cena. Além dos cariocas da Lisbela, o evento fecha 2016 com uma das grandes revelações da última edição do programa Superstar, da TV Globo: a banda Plutão Já Foi Planeta. O grupo, formado em Natal (RN), carrega uma grande legião de seguidores no Rio de Janeiro, que de acordo com a vocalista Natália Noronha, tem um dos públicos mais "cantantes" do país. "É um dos nossos melhores públicos. Sempre que a Plutão vem tocar no Rio é irado, porque a galera curte muito. Me faz lembrar até de nossa cidade", disse a vocalista por telefone, em exclusiva ao Rock On Board. Ela também falou sobre essa expectativa de tocar pela primeira vez no Rio Novo Rock. "A gente ouve falar muito do Rio Novo Rock. Sabemos que é um evento clássico da cena independente. O Far (From Alaska) de Natal, também tocou e ficamos sabendo que a galera comparece em massa. Só ouvimos coisas boas do festival e também queremos fazer história no Rio Novo Rock".

Um dos motivos para esse aumento de fãs da banda por todo o país foi a participação do grupo no programa de TV, Superstar. A banda não esconde que tudo mudou depois que apareceram no reality. A vida pós Superstar deu ao grupo uma popularidade que acabou refletida nos shows. "Realmente as coisas mudaram após o programa. A expectativa da galera aumentou bastante nos outros estados. Mas nós também saímos de lá com essa expectativa de receber o público nos shows, o que felizmente aconteceu. Foi uma coisa muito boa para a banda. Fomos do Nordeste ao Sul do país com as pessoas cantando a nossa música", disse Gustavo Arruda, guitarrista da banda. 

Mas não foi só na questão popular que o programa fez bem ao grupo. A boa participação da Plutão rendeu ainda um contrato com a gravadora Som Livre. A banda, que estava desde 2014 na estrada divulgando o primeiro disco da carreira, o ótimo Daqui Pra Lá, agora já está prestes a botar na praça o seu segundo trabalho, dessa vez por um selo. O outro guitarrista da banda, Sapulha Campos, deu alguns detalhes sobre o lançamento, que vai acontecer no início do próximo ano. "A ideia é lançar o disco bem no início do ano. Acredito que depois do carnaval. Ele terá 10 músicas e vai sair pelo selo Slap, que é da Som Livre". Será que o público carioca vai ouvir algumas músicas novas nesse show do Rio Novo Rock? De acordo com Sapulha, a banda deve tocar 4 ou 5 músicas do disco novo nesse show do RNR. Então é isso! Quinta-feira é dia de ir ao Imperator curtir a última edição do Rio Novo Rock 2016.

Nesta quarta-feira, a banda participa ao vivo do programa ARNews, às 20h.

RIO NOVO ROCK
Bandas: PLUTÃO JÁ FOI PLANETA E LISBELA
DJ Tom Leão + VJ Miguel Bandeira
Data: 01 de dezembro, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
Foto: Divulgação
Direto da Zona Norte, o Baroni é uma das atrações do Rio Novo rock
A décima-primeira edição deste ano, no dia 03 de novembro (quinta), traz duas bandas novatas, mas que já dão seu recado pelos palcos do Rio de Janeiro. A banda 161 traz influências que passeiam pelo rap das periferias e pelo clima de um reggae bem praiano, unidos aos solos característicos do rock. Com pouco mais de dois anos de carreira já lançaram seu álbum ‘Um troféu para todo fel’. Já o grupo Baroni chega também com CD na praça ‘Quem somos nós?’ lançado no Parque Madureira onde o grupo conta com muitos fãs devido a sua forte militância na cena carioca da Zona Norte.

No intervalo dos shows o nível continua alto, com o DJ Roberto Cruz, residente da Tekiller Fiesta. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ Miguel Bandeira.

Com quase dois anos, 29 edições, 57 bandas, 28 DJs e um público superior a 12.000 pessoas, o Rio Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. 

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Lucas Alves
161 vai mostrar sua mistura de rap, reggae e rock no Imperator
RIO NOVO ROCK
Bandas: 161 E BARONI
Data: 03 de novembro, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
Foto: Divulgação
Bullet Bane promete esquentar o palco do Imperator nesta quinta-feira
Nesta quinta-feira (04), às 20h, o palco do Imperator recebe a oitava edição deste ano, numa noite que promete mostrar a nova cena do rock pesado nacional. De São Paulo vem a ótima Bullet Bane. Formada em 2009, a banda já abriu shows de grupos renomados como Millencolin e NOFX. Os cariocas da Helga também abriram para grandes nomes do rock, como Kings Of Leon e Paramore, e possui em sua formação ex-integrantes de bandas cultuadas como Jason e Rodox. A banda traz uma cartilha de rock noventista, com pitadas de grunge, stoner, hard e metal. 

No intervalo dos shows o nível continua alto, com o rock da DJ Eliza Schinner, que também é baixista do grupo Nove Zero Nove. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ MAD.

Com quase dois anos, 27 edições, 54 bandas, 26 DJs e um público superior a 12.000 pessoas, o Rio Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. 

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Pery Andrade
Helga é um dos nomes mais conceituados da cena carioca
RIO NOVO ROCK
Bandas: BULLET BANE E HELGA
Data: 04 de agosto, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
Foto: Amanda Respício
Rio Novo Rock promove noite de festa com bom público no Imperator
Por Bruno Eduardo

Todo ano é a mesma coisa. Desde que foi criado o 'dia mundial do rock', as redes sociais se dividem entre simpatizantes e detratores. "Dia do rock é todo dia!", dizem os hostis. Nem sempre é. Um dia dedicado ao rock abre diversos precedentes para disseminação do gênero. Só não vê quem não quer. Quando falamos em disseminação, falamos em oportunidades, publicidade, holofote. Ou seja, tudo o que o vem faltando para as novas cenas de rock espalhadas pelo país. Lógico, há muita gente que utiliza o dia do rock com muito mais adereço do que substância. Mas cabe aos que vivem disso saber tirar proveito. E para isso, precisamos apenas de boa vontade e perspicácia. Bom, é aí que entra o Rio Novo Rock.  

Aproveitando-se de um dia de celebração, o Rio Novo Rock cumpriu seu papel como principal fomentador da cena no Rio de Janeiro. Hoje, afirmo que é, inclusive, um dos mais importantes no país, já que bandas de outros estados começam a vislumbrar no palco do Imperator a chance de conquistar seu público no Rio. Com devidos exageros, é um vislumbre parecido com o que aconteceu no Circo Voador há mais de trinta anos. Agora, toda banda que quer tocar no Rio, quer tocar no Imperator. Mas o papel do Rio Novo Rock não está apenas relegado a dar espaço às bandas. Ele tem como objetivo primordial, juntar tribos, gerações e formar uma plateia. Nesta edição especial, foi muito legal ver o Imperator aproveitado de uma forma mais abrangente - e que deveria se tornar rotina - com espaços ocupados por banquinhas, parceiros, tatuagens, discos e também com uma incrível jukebox na entrada da casa. Tudo isso, só comprova o que foi dito anteriormente: o Rio Novo Rock segue comprovando sua relevância no que diz respeito à difusão do gênero na cidade.

Os Shows  

"Esse é o segundo melhor show da minha vida. O primeiro também foi aqui", disse Emmily Barreto, vocalista da Far From Alaska, no show de encerramento da noite. A afirmação soa honesta, longe de parecer aquele discurso de palco, que as grandes bandas levam em seus roteiros. Não mesmo. No Rio, o grupo potiguar é tratado como uma banda gringa. Por isso, mesmo com um atraso de aproximadamente uma hora, o público não arreda o pé. É uma quarta-feira, já passamos de meia-noite e meia, e ninguém parece se importar. A discotecagem da DJ Priscila Dau também ajuda, é verdade, mas é sempre uma noite diferente quando quem está atrás das cortinas é o pessoal do Far From Alaska.

Foto: Amanda Respício
Dueto de Emmily Barreto e Cris Botarelli no show do Far From Alaska
O show não tem muitas novidades, se comparado ao feito aqui, nesse mesmo palco, há um ano. Isso deve mudar na próxima visita, já que eles garantem voltar com o novo disco ainda este ano. A banda ainda se desculpou por não tocar o single "Chills", lançado durante uma turnê nos EUA. De acordo com a vocalista, eles ainda não tiveram tempo para ensaiar, e por isso, acharam melhor não arriscar. Sem contar com um 'novo riff' apresentado, talvez, a única mudança significativa é que as músicas parecem muito mais robustas dessa vez. Isso é reflexo de muitos shows na conta, e uma confiança que aumenta cada vez mais. Por exemplo, a versão de "Dino Vs Dino" é tão selvagem que parece ser outra canção. Outra preferida da casa, "Politiks" é outra que ganha um peso maior na parte final. Como sempre, o show do FFA é de um entorpecimento sonoro prazeroso. É forte, cheio de boas ideias e conta com a incrível capacidade individual de seus integrantes. Redundante ou não, difícil não falar da voz de Emmily. Que drive é esse que ela tem, meus amigos? A apresentação dura pouco mais de uma hora, mas não deixa de ser memorável para quem assistiu. 

Foto: Amanda Respício
Saulo Von Seehausen em ótimo show do Hover
Na abertura da noite, o Hover mostrou um pouco do seu novo - e ótimo - disco, 'Never Trust The Weather'. Calcado em uma apresentação orgânica e cheia de nuances, o grupo é certamente uma das coisas mais interessantes da nova cena carioca. Ao vivo, o som da banda é ainda mais atmosférico. Um exemplo disso, é a ótima "Hawkeyes", que soa muito mais space rock do que um conjunto de riffs poderosos, como pode ser conferida no disco. A faixa é quebrada e mostra a complexidade da proposta do quinteto, que tem como foco principal as texturas e passagens encorpadas. Uma das melhores da noite é "Teeth", que lembra um pouco a melhor fase dos Deftones - forte candidata também às melhores músicas do ano. Ou seja, é um ótimo show e que teve a participação do violinista Felipe Ventura, da banda Baleia. O Hover prende a atenção pelos detalhes de suas músicas, divididas em passagens distintas, que passa pelo metal, pelo psicodelismo, pela veia degradé Queen-Pink Floyd. Basta conferir a execução de "There's No Vampire In Antarctica, At Least For Six Months" e comprovar que o som da banda é algo que funde qualquer conceito pré-estabelecido. Ou seja, é para um público seleto e de extremo bom gosto. Muito bom!

Foto: Amanda Respício
Alexandre Rozemberg em atuação enérgica no palco do Imperator
O Stereophant segue consolidado como um dos principais nomes da cena independente. Com uma performance enérgica, a banda já entrou quente no palco. E contou com a força popular, já que todos pareciam conhecer a maioria das faixas de 'Correndo de Encontro a Tudo'. Inclusive, foi bem difícil ouvir a voz de Alexandre Rozemberg em algumas músicas - "Vermelha", por exemplo, foi cantada em alto volume pela galera; já "Insônia", contou com um coro afinado de "oh-oh-oh" na parte final. Outro fator que conta muito a favor do Stereophant é que as músicas ficam muito mais pesadas ao vivo, dando uma força descomunal ao número. O maior exemplo disso é "Toda Glória da Derrota", que acaba se tornando um hard robusto, com guitarras rasgadas. Já "Menina", música que abre o citado álbum, é executada na pressão - carregada essencialmente por seu riff à la Arctic Monkeys. O show também foi marcado por discursos contra o atual presidente Michel Temer, e contra o Impeachment - e foi comemorado pelo público presente.
Foto: Davi Obadia
El Toco no Rio Novo Rock: psicodelia e espirtualidade
A edição de julho do Rio Novo Rock trouxe algumas curiosidades bem interessantes. Primeiro, que na maioria das pautas de divulgação, o nome de uma entidade da MPB foi quase sempre citada. Sim, estamos falando do mito Caetano Veloso. Não é por menos, a Dônica, ótima banda de rock psicodélico, possui em sua formação o filho do "cara", Tom Veloso. Aqui no Rock On Board, fizemos questão de não mencionar esse fato, para que o valor real do - outra vez, ótimo - grupo carioca fosse exposto da única forma que merecem: pelo valor de sua música, apenas. Felizmente, tive a oportunidade de assistir dois shows desta banda em grandes palcos. O primeiro no Rock in Rio, em 2015, e o segundo no Lollapalooza deste ano. Ambos muito legais e que demonstravam o valor da proposta dos meninos. Bom, se você não conhece o Dônica, sugiro que corra atrás de seu primeiro disco, o bom "Continuidade dos Parques". Mas hoje, eu vou dedicar meu espaço ao anônimo Daniel Toco, homem de frente e cabeça pensante da excêntrica e cerebral El Toco. 

Costumo acreditar que não há limites para um artista. Pelo menos não deveria, já que a arte é uma exposição de sentimentos e interpretações únicas. Que varia de ser humano para ser humano, e por isso, ela atinge cada pessoa de uma forma diferente, criando assim, uma inexistente unanimidade popular. E é exatamente nesse plano que se encontra a El Toco, banda que deixa transpirar suas crenças sem criar fronteiras musicais ou se importar em traçar caminhos de forma premeditada. Quem esteve no Imperator nesta última quinta-feira se deparou com esse chacra artístico proposto pela banda de Daniel.

Foto: Davi Obadia
Daniel Toco sorri para o público do Rio Novo Rock
Embora a El Toco seja uma banda originalmente exótica, ela se baseia na simplicidade, misturando culturas populares e debatendo de forma velada e exposta, assuntos tão complexos como crenças e religiões - basta ouvir ou ver o vídeo clipe de "Esses Meninos" ou conferir a letra de "Que Deus é Esse". A diferença, porém, é a leveza da proposta, que tem sempre como temas principais o amor e a beneficência. A ótima "Mais de Mim" é um exemplo dessa energia positiva que as palavras de Daniel procuram alcançar. Poeta, o vocalista não aposta apenas no dom de suas frases. Ele também sabe escolher com quem divide suas convicções. Se antes, era uma banda de um homem só, hoje ele apresenta uma trupe de respeito com Bruno Keleta (guitarra), Pedro Millecco (bateria) e Sergio Cake (ex-Setor Bronx, no baixo). Com tudo isso dito acima, é importante não deixar de citar que o grande acerto do El Toco, é que o discurso soa verdadeiro. Sendo assim, a sua exposição ao vivo, em cima do palco, se torna ainda mais coerente com o roteiro apresentado. 

Foto: Davi Obadia
Para cima! Essa é a energia que a El Toco tenta passar nas músicas

Foto: Divulgação
Dônica vem conquistando uma legião de fãs com seu rock psicodélico
Nesta quinta-feira (07), às 20h, o palco do Imperator volta às raízes sessentistas do rock, com toques de folk e psicodelia. Contando com um respeito considerável da mídia, a Dônica vem conquistando uma legião de seguidores com seu rock progressivo / psicodélico. No ano passado, eles lançaram seu primeiro disco, intitulado "Continuidade dos Parques", que logo chamou a atenção da imprensa, e fez com que o grupo tocasse nas últimas edições do Rock in Rio e do Lollapalooza. Já a El Toco era uma banda de um homem só quando surgiu em São Bernardo do Campo. Um tempinho depois, Daniel Toco veio morar no Rio de Janeiro e estabeleceu a formação clássica do grupo com três amigos. No som da banda influências entre Nação Zumbi e Clara Nunes, latinidades e africanidades, além de mantras e sons espirituais desde budistas tibetanos a hinários.

No intervalo dos shows o nível continua alto, com o rock do Mario Gennari, também conhecido como DJ Bonham. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ Miguel Bandeira, que entre o Brasil e Holanda, com seu Live Mapping, vem iluminando palco, pistas, ruas e favelas para nomes de peso como o Festival Rio Sound System, Daniela Mercury, Olodum, Afromandingas, Samba da Maré, Riomapping Festival etc.”

Com quase dois anos, 25 edições, 49 bandas, 24 DJs e um público superior a 12.000 pessoas, o Rio Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. 

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Divulgação
El Toco vai apresentar sua sonoridade exótica no palco do Imperator
RIO NOVO ROCK
Bandas: DÔNICA E EL TOCO
Data: 07 de julho, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
Foto: Bruno Eduardo
Far From Alaska ao vivo no fatídico show do Rio Novo Rock 2015
O pessoal do Far From Alaska está empolgado para subir no palco do Imperator nesse dia mundial do rock. Isso, porque na opinião de todos os integrantes, foi lá que aconteceu um dos melhores shows da história do grupo potiguar. Pelo menos é que garantiu Cris Botarelli, por telefone, em exclusiva ao Rock On Board. 

"Essa foi uma noite considerada memorável por todos nós da banda. Foi um dos shows mais legais do Far From Alaska, e de fato, um dos shows inesquecíveis da nossa carreira até aqui. Esse show é sempre lembrado por todos da banda como um dos mais especiais que a gente fez", confidenciou.

Para Cris, tudo isso teve a ver com o público, que além de encher a casa, cantou todas as músicas do início ao fim. Segundo ela, tocar no Rio de Janeiro é sempre muito bom, e o grupo se sente honrado de poder voltar para se apresentar num dia tão significativo, que é o "Dia Mundial do Rock". Para quem espera por novidades, ela ainda falou sobre "disco novo" do Far From Alaska. 

Ficou curioso? Essa super exclusiva pode ser conferida na primeira edição de nossa revista, que ainda traz entrevistas com DeFalla, Red Hot Chili Peppers e Faith No More. Você pode garantir a sua revista AQUI.

RIO NOVO ROCK - DIA MUNDIAL DO ROCK
Bandas: FAR FROM ALASKA, STEREOPHANT e HOVER
Data: 13 de julho, quarta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 19h
Ingressos: 1º lote pista: R$40 (inteira) e R$20 (meia) / 2º lote pista: R$60 (inteira) e R$30 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
Venda online
Classificação: 16 anos
Foto: Mariana Gomes
Linda Lobo promete incendiar o palco do Imperator nesta quinta
Nesta quinta-feira (02), às 20h, o palco do Imperator volta a apresentar mais dois expoentes da cena carioca na sexta edição deste ano do Rio Novo Rock. Com apenas dois anos de estrada, a banda Linda Lobo promete um show com muito rock and roll e energia. A banda vem se destacando no cenário pela fama de "boa de palco". Mesmo com pouco tempo de formação, eles já tocaram em casas clássicas da cidade como o Circo Voador e a Fundição Progresso. Já a galera da Vital vem embalada pelo lançamento do EP 'Selvagem', gravado com produção de Felipe Rodarte, no tradicional estúdio Toca do Bandido.

No intervalo dos shows o nível continua alto, com o DJ Abrahin, conhecido de festas como a Alien Nation e a Teto Preto. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ Miguel Bandeira, que entre o Brasil e Holanda, com seu Live Mapping, vem iluminando palco, pistas, ruas e favelas para nomes de peso como o Festival Rio Sound System, Daniela Mercury, Olodum, Afromandingas, Samba da Maré, Riomapping Festival etc.

Após um ano e meio com 23 edições, 47 bandas, 23 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. Foi com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lançou como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Divulgação
Vital acabou de gravar "Selvagem" na cultuada Toca do Bandido
RIO NOVO ROCK
Bandas: LINDA LOBO E VITAL
Data: 02 de junho, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
Foto: Amanda Respicio
Memora contou com apoio da galera em show enérgico
Por Bruno Eduardo

O Imperator recebeu um ótimo público nesta quinta-feira, para a edição mensal do Rio Novo Rock. No entanto, é necessário deixar registrado que em quase todas edições que contam com uma banda "de fora", há uma significativa debandada do povo após o primeiro show - que no caso, é da banda local. Isso vem ocorrendo sintomaticamente, e com exceção do Far From Alaska (que inclusive está confirmada para voltar ao Imperator no dia 13 de julho), todos os outros grupos convidados sofreram com esse esvaziamento da plateia. É uma pena, pois as escolhas das bandas convidadas pelo Rio Novo Rock até agora foram ótimas, e essa proposta da produção só ajuda a criar um circuito mais vívido entre as diversas cenas do rock nacional. Vamos fortalecer galera! 

Com o público nas mãos, a Memora não precisaria se esforçar muito para conseguir sua aclamação popular. Mesmo assim, o quarteto subiu no palco do Imperator como se esse fosse o último show da vida. A noite começou com a contagiante "Do Mesmo Céu Do Mesmo Chão", que resume de forma precisa a proposta do grupo em misturar rock, funk, soul e pop. Olhando de forma bem superficial a atual cena carioca, podemos dizer que eles são um dos poucos que se aventuram nessa trincheira de unir groove com riffs cheios de distorção sem perder o foco no pop. Um bom exemplo desse caldeirão sonoro é "Não Alimente o Medo" que começa num riff à la Tom Morello e descamba para uma levada suingada - com direito ao melhor solo de guitarra da noite (de Rafael Lima). Embora a Memora se classifique como uma banda de dois vocalista, é o vozeirão de Rafael Lima que se destaca em quase todas as canções. Outra coisa que funciona legal nesse show da Memora é a utilização de teclados / sintetizadores - agora uma novidade no som da banda. Com um novo disco sendo preparado, o elemento deverá ganhar um upgrade interessante e merece ser melhor trabalhado. Nesta noite, a utilização do novo ingrediente acabou arredondando a mistureba e preencheu alguns "supostos" vazios - tornando as músicas ainda mais dinâmicas ao vivo. Isso ficou evidente em "Idílio" e, principalmente, "Será Que Só Eu". Já o lado pop da Memora chegou forte na melodia cativante de "Como Você Me Vê", com público cantando o refrão e balançando os braços de um lado para o outro. Nessa música, vale destacar também o solo blues - enxertado de drive - do guitarrista Rod Xavier. Para finalizar, o hit pronto "Ela" - que recebeu o apoio do guitarrista do Verbara, Iuri Nascimento - e uma versão orquestral de "Quando Tudo For Pra Sempre", com direito a um trio de cordas clássicas (com violinos e violoncelo). Memora(vel)!  

Foto: Amanda Respicio
Criston Lucas do Versalle em momento solo com sua guitarra
Sorte de quem ficou. Com um notório esvaziamento do local, a Versalle pode não ter contado com o mesmo apoio popular da Memora - se bem que no início da apresentação, até havia um público razoável no local, inclusive com a presença de alguns mais animados em frente ao palco (que abriam rodas até em canções lentas, como "Verde"), mas com o decorrer do show, a presença da galera diminuiu de forma considerável -, no entanto, a banda de Rondônia é muito convicta e parece não se importar. Afinal, os quilômetros rodados Brasil adentro fazem a diferença para um show coeso e que surpreende pela uniformidade do repertório - com exceção de um cover dispensável da Legião Urbana ("Ainda é Cedo"). Mesmo que algumas faixas de seu disco de estreia, Distante em Algum Lugar, soem quase sempre como um misto do rock cabeça de grupos como Los Hermanos e Scalene, elas crescem principalmente nos momentos de maior punch. Isso acontece logo no início em "Marte", e no rock sacolejado de "Modelo Adequado", que funciona de forma magistral ao vivo. Em "O Que Fazer", o peso rola solto e as guitarras enchem de distorção os quatro cantos do Imperator. Já o lado inspirado do quinteto surge nos belos arranjos e solo de guitarra space rock de "A Saudade". O mesmo ocorre em "Dúvidas", com instrumental que faz ode ao progressivo em execução divina do grupo. Como vem se tornando costume nos shows do Rio Novo Rock, o público invadiu o palco em "Mente Cheia" e deu trabalho aos seguranças. Lógico que há tradição em alguns eventos e bandas que incentivam o Stage Dive (Mosh), e outras que convidam a galera (como a Dona Cislene na edição passada), mas subir no palco para fazer selfie é algo a se questionar. Lembrando que no palco há equipamentos que podem ser danificados ou modificados por qualquer contato físico, levando o risco de influenciar negativamente na performance. Empolgação sim, mas com responsabilidade galera. Mesmo assim, o pessoal da Versalle não reclamou e terminou sua apresentação nos braços da garotada.

Foto: Amanda Respicio
Público invade o palco do Imperator no fim do show da Versalle
Após um ano e meio com 22 edições, 45 bandas, 22 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. É com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lança como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.
Foto: Divulgação
Versalle mostrará canções de seu novo disco no palco do Rio Novo Rock
Na próxima quinta-feira (05), às 20h, o palco do Imperator vai ter o privilégio de receber a quinta edição deste ano do Rio Novo Rock. De Rondônia, a Versalle traz seu rock alternativo que encantou o público na edição de 2015 do programa de TV, Superstar. A banda também foi uma das atrações do festival Lollapalooza 2016, e espera poder mostrar no RNR, músicas de seu mais recente álbum, ‘Distante Em Algum Lugar’. Considerada um dos principais expoentes do novo cenário carioca, a Memora pretende balançar o público com sua mistura de rock, pop, funk rock e alternativo. A banda se prepara para gravar o disco de estreia no estúdio Toca do Bandido (RJ) e lançou dois singles "Ela" e "Sede do Peixe". O clipe da música "Ela" passa das 10 mil visualizações.

No intervalo dos shows o nível continua alto, com o DJ Jairo Venancio, trazendo suas fortes influências de house, electro e techno, sempre com muito groove. Já as projeções em vídeo ficam a cargo do VJ Chico Abreu, que já apresentou suas imagens na Bahia (Universo Paralello) e em Santa Catarina (Green Valley).

Após um ano e meio com 22 edições, 45 bandas, 22 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. Foi com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lançou como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.

“O RNR cumpre um importante papel de apresentar o novo. A nova cena do rock carioca, muito forte, tem o festival como referência. E essa característica do evento já reverbera em outras partes do Brasil. Por isso, percebemos que o caminho deve ser o de promover o intercâmbio da cena do Rio com outros artistas do cenário nacional do rock”, comentou Paulo Lopez, organizador do RNR.

Foto: Divulgação
Memora promete sacudir o público com músicas cheias de energia
RIO NOVO ROCK
Bandas: VERSALLE E MEMORA
Data: 05 de maio, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos