ROCKONBOARD NEWS

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Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Rodrigo Lima do Dead Fish sobe na grade que separa o público do palco
Por Rom Jom

Mesclando do Punk ao Metal a segunda edição do Maximus Festival foi novamente um sucesso. A escolha das bandas, que mais uma vez foge do convencional de bandas mainstream de festivais, conseguiu juntar um público bem heterogêneo no imenso Autódromo de Interlagos que pode não só curtir diversos estilos de música mas como a estrutura que contou com muitas lojas, food trucks, workshop de instrumentos (alguns disponíveis para o público tocar), muitas estruturas metálicas com o tema do festival para foto (algumas contavam com modelos vestidos ao estilo “Mad Max”), os horários dos shows podiam ser gravado no corpo como uma tatuagem temporária, decorações sombrias (sinistras até) que lembravam artes de cds de metal da década de 80 bem sombrios e até um cemitério dos rockers no caminho do palco Thunderdome com cruzes trazendo o nome de artistas mortos como os Ramones, Amy, Lemmy, David Bowie dentre outros. Apesar de toda a estrutura um problema ainda persiste desde a edição anterior (que foi relatado aqui na primeira edição) sobre os banheiros químicos, o feminino em especial, onde se formam filas imensas por conta do número bem reduzido e o festival possuir apenas uma entrada/saída bem distante dos palcos principais causando congestionamento as vezes na circulação do público. Porém este não abona o fato do festival ter sido excelente e funcional. Mas o que rolou foi muito som bom! Vamos contar um pouco do que vimos:
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Pennywise fez um show concorrido no Palco secundário do Maximus Festival
O festival possui três palcos Maximus e Rockatansky (que ficam lado a lado) e Thunderdome que fica um pouco mais afastado dos gigantes principais – lembrando que todos os shows foram pontualíssimos. Este último trouxe um “mundo a parte” abrigando, como muitos disseram, um Festival de Punk e Hardcore particular – muitos presentes vieram somente para este palco - com bandas como os capixabas do Deadfish – que como sempre comandaram muitas farpas políticas com sons já conhecidos como “Proprietários do Terceiro Mundo”, “Afasia” e “Sonho Médio”, o punk rock melódico dos canadenses do The Flatliners, os já conhecidos em terras Brasileiras, Pennywise que fez um verdadeiro show de punk com todos seus clássicos (que tambem teve até espaço para uma homenagem aos Ramones com “Blitzkrieg Bop”) que incluíram “Wouldn,t It Be Nice”, “Peaceful Day”, “Alien” e finalizaram ao som do coro de “Bro Hymn”. E fechando os trabalhos deste palco tivemos a apresentação enérgica (e que energia) do Rise Against que não pouparam esforço com músicas que não davam descanso em momento algum. Exemplo disso temos as “Ready to Fall”, o momento do Tim vocalista solto sem guitarras na porrada “Give It All” e o sucesso “Savior” para tirar o último suspiro.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Red Fang agradou o público que ainda chegava no Autódromo
O público ainda estava chegando ao evento embaixo de um sol bem quente quando o Red Fang abriu o palco Maximus com seu stone rock pesado quebrando um jejum de 2 anos após sua última vinda a capital Paulista. Apesar de um repertório enxuto, porém de extremo bom gosto, de sete músicas que incluíram faixas de todos os seus trabalhos como a abertura arrebatadora com "Blood Like Cream" do álbum “Whales and Leeches’’ de 2013, que fez muitos correrem para conferir o show que acabava de começar, “Malverde” do álbum “Murder the Mountains de 2011 e "Crows in Swine" sequenciaram este inicio de forma forte. As músicas possuem uma atmosfera que foi criada para lugares menores, porém, preenchem o lugar de uma forma única. As guitarras de Bryan Giles (e seus bons vocais) e David Sullivan possuem uma pressão absurda enquanto Aaron Beam com seu baixo faz uma cozinha ótima com John Sherman na bateria. O público que a banda adquiriu com seus álbuns e shows por aqui chamam a atenção; todos cantam as músicas. “Flies” do seu último álbum lançado no final do ano passado, “Only Ghost”, também marcou presença no repertório e empolgou bastante. A banda finalizou com “Prehistoric Dog”, que possui uma entrada com guitarras tão boas que ficam melhores do que em estúdio. Bryan disse para este site em uma entrevista na semana passada que queria angariar novos fãs com este show. Este objetivo foi alcançado.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Hatebreed fez um dos melhroes shows do Maximus Festival
O Hatebreed subiu ao palco para fazer um verdadeiro show de hardcore para ninguém colocar defeito. Jamey Jasta e seus amigos de banda provocaram o caos e esquentaram ainda mais o público que já sofria do calor do sol naquela hora. E ninguém se importou. O início arrebatador de “To The Threshold” com a violenta e “Destroy Everything” assinou o que seria a apresentação. O show não dava descanso. As músicas não tinham intervalo e o vocalista comanda uma sucessão de rodas, palmas e gritos. A galera conhecia tudo inclusive as músicas do seu último trabalho “The Concrete Confessional” de 2016 como foi o caso de “Looking Down the Barrel of Today” “Tudo bem São Paulo? Agora é a hora da verdadeira Moshpit” disse antes de anunciar a música. Músicas como “Last Breath” e “I Will Be Heard” deixa bem claro as suas influencias que passam do Metal Extremo ao Hardcore. A banda com um pouco mais de 20 anos de estrada e dez álbuns de estúdio se fortalece a cada show por aqui, arrematando cada vez mais fãs e seguidores. Que show!
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Pouco conhecida por aqui, Böhse Onkelz não despertou o interesse do público geral
Em seguida a banda alemã Böhse Onkelz, não tão conhecida por aqui, apresentou seu som de punk rock oitentista com algumas influencias ainda do rock alemão, assim digamos. A banda nascida nos anos 80 tinha interrompido suas atividades por nove anos até que em 2014 voltaram para uma série de shows. A banda não atraiu muito a atenção do público, já que o festival tinha muitos outros bons nomes pela frente.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Ghost apresentou aos fãs uma nova faceta de seu metal "do mal"
O Ghost deixou toda a teatralidade das suas últimas apresentações por aqui. O clima sombrio esteve presente apenas em suas músicas, pois, o sol ainda estava a forte quando a banda subiu ao palco. E além disso os integrantes parecem estarem mais soltos, principalmente os guitarristas que batem cabeça e tocam com mais clamor, e isso não se restringe apenas para eles; a banda inteira parece interagir mais. O que antes tínhamos a atenção voltada somente para o então “Papa Emeritus” e sua vestimenta acompanhada pelos demais, hoje, a banda se firma pela força das suas canções. E ótimas por sinal. Com o repertório praticamente baseado em seu último trabalho “Meliora” de 2016 tivemos as belíssimas “Square Hammer”, com vocais excepcionais, e “From The Pinnacle To the Pit”, com aquele baixo marcante do início, “Cirice”, que possui um início quase fúnebre mas ganha uma energia surreal quando a canção progride, e anunciada como “Vocês querem uma música realmente pesada?”  “Mummy Dust” que na opinião de quem escreve, foi a melhor canção do show pela interpretação vocal e guitarras. A música realmente merece uma atenção de quem ainda não a conhece. E ainda tiveram as canções mais antigas como a clássica “Ritual” e “Year Zero. Os suecos saíram do palco distribuindo beijos ao público. E a recíproca foi ainda maior dele para a banda. Tenha certeza.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
De volta ao Brasil, Rob Zombie fez show mediano no Maximus Festival
O metal industrial do Rob Zombie e sua trupe subiram ao palco embaixo do sol forte. Isso estragou todos os efeitos visuais que o artista possui para completar seu som. Rob subiu entusiasmado como de costume vestindo uma roupa que mais parecia um zombie cowboy platinado, e suas colegas quase na mesma vibe; mascaras e roupas de horror (horrendas). O show não empolgou tanto de início e o cantor e sua banda suaram para conseguir fazer o público se mexer. As primeiras faixas que incluíram “Dead City Radio and the New Gods of Supertown” e “In the Age of the Consecrated Vampire We All Get High” do último trabalho 'The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser' de 2016 soaram muito fracas para um início que deveria ser bombástico (ou a intenção). Até quando “Living Dead Girl” – antológica do álbum de estréia “Hellbilly Deluxe” de 98 - foi tocada não teve tanto efeito. Mas depois de muito esforço, até mesmo do performático guitarrista John 5, a banda conseguiu “salvar” o show com clássicos como “More Human Than human”, “Thunder Kiss ‘65” que teve um medley com “School’s out” da sua grande influência Alice Cooper, e a finalização com sua mais famosa faixa “Dragula”.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
O vocalista Ivan Moody comandou a galera no bom show do Five Finger Death Punch
A apresentação do Five Finger Death Punch foi uma das mais concorridas no Maximus Festival. A banda, que se apresentou dias antes no Rio e BH, entrou no palco ao som de "Mad As Hell" e começou a pancadaria com "Lift Me Up". Logo na primeira música já era possível ouvir todos cantando junto com o vocalista Ivan Moody e as rodas de pogo tomaram conta do local. Além de pancadas de álbuns mais antigos, como "Never Enough", do primeiro disco 'The Way of the Fist' (que completa uma década de lançamento)-, ainda rolou o já esperado cover de Bad Company. O show só esfriou um pouco em "Remember Everything", que foi apresentada em formato acústico, mas teve o coro da galera cantando juntinho na grade. Durante todo o show, os integrantes interagiram com o público fazendo piadas e incentivando o pogo nas rodas. De resto foi uma sessão de catarse coletiva que chegou ao fim na trinca poderosa "Coming Down", "Under And Over it" e, lógico, "The Bleeding". A banda deixou o palco aclamada pelos fãs ao som de "The House Of the Rising Sun".
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames 
Dupla pesada: Gary Holt e Kerry King em ação no Maximus
Brutal. Violento. Agressivo. Pesado. Faltam adjetivos para descrever o que foi o Slayer. O lugar era tomado de blusas pretas da banda por todo o dia. A espera pelo show era bem grande. E o que falar da banda de thrash metal mais pesada do planeta? Nada. Decanos de palco Tom Araya comandou o verdadeiro inferno no Maximus. A banda pouco falou com o público, na realidade, nem precisou. A escolha do repertório foi perfeita para saciar os fãs que tanto esperaram. A abertura violenta de “Repentless”, “Discipline” e “Postmortem” do albúm que é uma lenda do metal mundial 'Reign in Blood' de 1986 do não deixou pó sobre pó das inúmeras rodas de pogo que se formaram. Kerry King e Gary Holt possuem uma sinergia brutal absurda inigualável! O que pode ser dito da abertura de “Dead Skin Mask” e os riffs de “War Ensemble”? Novamente: nada. A dimensão da agressividade não é medida com tantas músicas que parecem que foram escolhidas a dedo para o evento: “Mandatory Suicide”, “Seasons in the Abyss” com todos cantando em coro e “Hell Waits” que pareceu ainda mais pesada ao vivo fechou a primeira parte do show. O bis não poderia ser mais aclamado e violento com “South of Haven” tirando berros da multidão em transe, “Raining Blood” fez do lugar uma única roda de pogo que os de fora só tinham como bater cabeça bem espremidos quando ainda teve “Black Magic” e a finalização com nada mais que “Angel of Death”. Mais perfeito, impossível.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Tom Morello fez todo mundo pular com sons do Rage Against The Machine
O Prophets of Rage finaliza sua turnê em grande estilo em solo nacional. A banda já tinha tocado em São Paulo e no Rio de Janeiro na última semana, porém, não em um festival. O supergrupo não apresentou novidades quanto ao repertório, mas isso não quer dizer que não foi uma grande apresentação. Foi uma apresentação surreal! Tom Morelo e seus companheiros de RATM com DJ Lord e o rapper Chuck D (Public Enemy)  e o rapper B-Real (Cypress Hill) renasceram os clássicos das bandas que fizeram parte, em especial, do RATM. Tom, como sempre, esteve presente com seus atos politizados, desta vez, usou o boné do MST e para enfatizar mais o “Fora Temer” atrás de sua guitarra foi exibido por algumas vezes levantando o coro em som uníssono. As músicas marcantes do festival se deram ao som de “Testify” do albúm “The Batlle of Los Angeles” de 1999 do RATM, que do mesmo álbum, ainda saíram “Guerrilla Radio”, com uma potência extrema com o público e “Sleep Now in the Fire” que possui uma catarse incrível com o tema e a atualidade política do Brasil. “People of the Sun” e “Bullet in the Head” fixam ainda mais a fúria das músicas do RATM quanto a expectativa do público em ouvi-las. E não tão distantes de deixar o público satisfeito, as rappers ainda animaram com medley de suas antigas bandas que incluiu trechos de “Hand on the Pump/Can’t Truss It/Insane in the Brain/Bring the Noise/I Ain’t Goin’ Out Like That/Welcome to the Terrordome/Jump Around” bem perto da galera, sim, na grade cumprimentando todos os próximos. Por ser uma banda que entrou em uma causa política não tiveram tempo em estúdio para gravar um trabalho, mas mesmo em turnê já toca suas músicas novas como foi o caso de “Unfuck the World”, super bem recebida pela plateia que se batia a cada música tocada. O fim se deu com “Bulls on Parade” do “Evil Empire” de 1996 (importante enfatizar que algumas músicas pedem aquele vocal de Jack. E este é o caso) e a matadora “Killing in the Name” que saciou a todos os presentes com um verdadeiro tributo político e ao RATM.
Foto: Alessandra Tolc/ARTS Live Frames
Chester Bennington comanda o Linkin Park com a bandeira do Brasil no fundo
O Linkin Park não é mais aquela banda de 20 anos atrás. Se reinventou. E isso ficou bem claro nesta noite. Os antigos fãs com certeza estranharam o que aconteceu neste show. Claro que podemos dizer que a banda se encontra na sua melhor fase sonora, até porque, a maturidade leva a isso, muitos dizem. Mas está além do que podemos ver. Em uma entrevista recente a este site o guitarrista da banda afirmou que o último disco da banda, que será lançado na próxima semana, é algo pessoal; que vem do coração. Sabendo disso, posso revelar que não foi só no CD que o coração foi sugado em forma de inspiração. Alguns dirão que a banda fez a parte inicial do show de forma branda, sem sal ou sem graça com faixas como “The Catalyst” e “Westelands”. Lembre-se: o frenesi adolescente foi diminuindo ao longo dos anos em seus álbuns, mas não a capacidade musical dos caras. Podemos reparar os vocais, ainda mais evoluídos de Chester em músicas clássicas como “Crawling” em uma versão linda somente com órgão, onde se destaca ainda mais sua capacidade vocal, e seu parceiro Mike Shinoda também não fica atrás com seus versos lançados em forma de rap como em “In the End” e “Burn it Down”. As novas músicas desfilam um tanto quanto só dentro do repertório, mas agrada uma boa parte dos presentes. “Good Goodbye” do novo álbum “One Step Closer” fica um pouco “fora” do contexto utilizado no repertorio pela banda. Talvez por ter uma falta absurda de guitarras e explosões pós refrão muito utilizado pela banda como faz em “Breaking in the Rabbit” bem próximo da execução da faixa. Ainda que o inicio do show não tenha sido impactante, o final da apresentação fez todos pularem bastante com “Faint”, “Numb” e Papercut” - uma sequência que só foi esfriada com o novo som “Heavy”, que como Mike disse “não estranhem, mas essa música não tem peso como o nome, mas é uma bela música nova”. Mesmo reinventado e tentando novos rumos em seu som o Linkin Park fez um show digno e que talvez não tenha agradado todos - principalmente aqueles que não entenderam que o tempo passa.
Foto: Camila Cara
Estrutura de 2016 com palcos lado a lado será mantida
O Maximus Festival 2017 acaba de fechar seu line up ao confirmar mais seis bandas que se apresentarão em Interlagos, no dia 13 de maio. Na segunda edição do Maximus Festival, você poderá assistir aos ícones do rock alemão Böhse Onkelz, no palco Maximus; a banda americana Hatebreed e a brasileira Nem Liminha Ouviu, no palco Rockatansky, e também The Flatliners junto aos brasileiros Dead Fish e Oitão, no palco Thunderdome.

O festival já havia confirmado outras nove atrações: no palco Maximus, o headliner Linkin Park, Slayer, Rob Zombie e Red Fang; no palco Rockatansky, o headliner Prophets of Rage, Five Finger Death Punch e Ghost; e no palco Thunderdome, o headliner Rise Against e também Pennywise.

Em 2016, no dia 07 de setembro, São Paulo sediou a primeira edição do Maximus Festival [saiba como foi AQUI], que nasceu com o propósito de se tornar uma referência para os novos cenários do rock mundial. Os 25 mil fãs presentes viveram a incrível experiência de estar em um festival de padrão internacional, com quase 12 horas de som, 11 bandas internacionais e quatro nacionais que se revezaram nos três palcos, além de aproveitarem as opções de entretenimento, gastronomia e diversão montadas em uma área de 200 mil metros quadrados em Interlagos.

A nova edição do Maximus Festival repetirá a configuração do evento de 2016, com os palcos Maximus e Rockatansky, montados lado a lado, estrutura que foi completamente aprovada pelo público. Também retorna o sistema de pagamento Cashless, que eliminou as filas, dando mais conforto aos consumidores. Uma grande novidade na edição 2017 será a escalação das bandas que se apresentarão no palco Thunderdome, que será inteiramente dedicado ao hardcore.

Seguindo a tradição de grandes festivais como o Wacken e o Hellfest, a Move Concerts e as 2,5 mil pessoas que trabalharam na organização da primeira edição do Maximus Festival apostam suas fichas na qualidade e na construção lenta e cuidadosa do evento para que se torne o “irmão” sul-americano desses festivais poderosos, o melhor festival de hard rock em nosso continente, mas com as cores e os temperos latinos.

No sábado, dia 13 de maio de 2017, um novo capítulo desta história será escrito, com a realização da segunda edição do Maximus Festival. Tudo embalado pelo mesmo cuidado com as atrações especiais de gastronomia, entretenimento e diversão que transformaram em um enorme sucesso a primeira edição do evento.

Ainda existem ingressos à venda no site Livepass.com.br. Os valores iniciais vão de R$ 220 a R$ 800 reais. O festival conta com o patrocínio da SKY e da BUDWEISER e apoio do MONSTER energético. Confira mais informações no serviço abaixo.
Foto: Divulgação
Slayer volta ao Brasil em 2017 para o Maximus Festival
Com uma carreira que abrange mais de três décadas, a icônica banda Slayer está confirmada para se apresentar no palco Maximus, assim como os conterrâneos norte-americanos: o músico, diretor de cinema, roteirista e produtor de filmes, Rob Zombie, e a banda de heavy metal, de Portland, Red Fang. Papa Emeritus e a banda sueca de heavy metal Ghost também estão confirmados e subirão ao palco Rockatansky. Os punk rockers californianos do Pennywise se apresentarão no palco Thunderdome. Anteriormente, o festival já tinha anunciado as bandas Linkin Park, Prophets Of Rage, Five Fingers Death Punch e Rise Against para a edição de 2017.

A primeira edição do Maximus Festival aconteceu este ano, no dia 07 de setembro em São Paulo. 25 mil pessoas estiveram no Autódromo de Interlagos para curtir quase 12 horas de som, 11 bandas internacionais e quatro nacionais que se  revezaram em três palcos [saiba como foi AQUI]. A próxima edição do festival está marcada para o dia 17 de maio de 2017, no mesmo local.

Os ingressos começam a ser vendidos no dia 19 de dezembro, às 10 horas, no site Livepass.com.br. Os valores iniciais vão de 220 a 800 reais. O festival conta com o patrocínio da SKY e da BUDWEISER.

Mais informações em breve!

GHOST

Meliora

Loma Vista Recordings; 2015

Por Lucas Scaliza






A banda sueca Ghost (anteriormente chamada de Ghost B.C.) é um dos grupos mais misteriosos da história da música. Seus músicos se apresentavam encapuzados até a última turnê e nunca foram identificados por nomes, apenas pela titulação genérica de Nameless Ghoul. O vocalista muda a cada álbum, mas todos se vestem como um papa católico às avessas: a vetes brancas se tornam negras, a cruz cristã está invertida e sua face é ocultada por uma máscara e pintura facial que lhe dá um aspecto cadavérico. Embora um dos tenha sido identificado como Tobias Forge, músico sueco que possivelmente é o compositor do grupo, não há confirmação ou certeza sobre nada.

Temos apenas suas músicas e sua teatralização de concreto. A música deles pode ser descrita como um encontro do poderio de fogo do Black Sabbath com a boa mão dos Beatles para melodias e um jeito de se apresentar que lembra o senso de espetáculo do Kiss: a princípio a indumentária do sexteto até pode assustar um pouco, mas no final percebe-se que é algo quase inofensivo. Quase, pois não podemos desprezar o poder das ideias.

Meliora é um disco que não tem erro. Se você gostou dos dois primeiros, Opious Eponymous (2010) e Infestissumam (2013), encare sem medo o novo trabalho. Ele repete as mesmas fórmulas e não traz surpresas, mudanças estilísticas ou grandes inovações. As músicas ainda possuem aquele soco aveludado das guitarras Gibson distorcidas e aquela aura macabra alcançada pelo amplo uso do trítono, aquele intervalo musical de três tons que ficou conhecido como diabolus in musica e teve sua utilização banida pela igreja católica séculos atrás (mas foi resgatado no século XX por compositores eruditos, roqueiros e metaleiros, sem falar em criadores de trilhas sonoras). As músicas do Ghost – de qualquer um de seus álbuns – nunca é pesada demais, mas é graças a utilização harmônica e melódica do trítono que temos a impressão diabólica na música dos suecos.

O novo vocalista, Papa Emeritus III, tem uma voz jovial e um timbre muito parecido com os dois líderes do culto oculto que o precederam. Novamente eles tomam um caminho mais melódico do que agressivo, colocando elementos de metal no som, mas sem pesar a mão. O nível de distorção nunca chega ao volume e intensidade imposto pelo Metallica ou pelo Slayer, o vocal nunca é gutural como o do Lamb of God e embora criem uma atmosfera de filme de terror, nunca é tão depressiva quanto a do Opeth.

Ainda assim, há riffs de respeito. “From The Pinnacle To The Pit”, talvez a mais pesada de Meliora, é rica em boas ideias para ilustrar a queda de Lúcifer do Paraíso.  Já “Spirit” e “Mummy Dust”, outra das mais pesadas, apostam num desenvolvimento mais arrastado. “Mummy Dust” até permite que a voz de Emeritus III seja mais agressiva e rouca. “Majesty”, mais uma música que louva um rei diabólico, tem todo jeitão de hard rock clássico setentista em seus riffs e ótimos solos. Outra com jeitinho retrô é “Deus in Absentia” (na ausência de Deus) que é a exata equivalente de “Monstrance Clock”, do álbum anterior, apoiando-se bastante em climas grandiosos e um refrão para cima, embora celebre um “mundo em chamas” e te convide a queimar e se rebelar com eles.

Cirice”, a melhor música do disco, é tanto um stoner rock como uma trilha de terror, dedilhando na guitarra e no teclado notas escolhidas com rigor para criar a melhor impressão do mal possível. Sua letra, como bem ilustra o clipe da faixa, é uma doce sedução das almas jovens por uma liderança carismática e misteriosa que promete despertar o trovão dentro delas. “Cirice” é uma palavra resgatada do inglês arcaico que significa “a casa do Senhor”, ou simplesmente “Igreja”. Assim, supõe-se que esse sedução de que trata a música acontece em uma igreja (agora fica a seu critério imaginar em qual delas: católica, batista, neopentecostal, sinagoga ou mesquita). “Absolution”, outra das melhores de Meliora, tem um refrão fácil que fica na cabeça, mas um riff musculoso que combina a dinâmica das guitarras com o baixo e uma esperta virada de bateria. Tony Iommi ficaria orgulhoso dos suecos. “He Is” é quando a banda soa mais aberta e acessível, a balada dentro do disco que guarda uma ou outra nota que destoa levemente da harmonia. Isso nos lembra que estamos diante de um grupo que não deixa de pulverizar um sentimento de estranhamento mesmo quando a intenção é ser mais doce.

O mistério por trás da identidade dos cinco Nameless Ghouls e dos três Papa Emeritus que já assumiram a liderança do culto roqueiro criaram uma imagem de banda satânica ou ocultista em torno do Ghost. No entanto, como é de praxe nesses casos, é difícil saber até onde vai essa ideologia. Não podemos esquecer que várias bandas alinhadas ao black metal e metal extremo, como o Cradle Of Filth, já deixaram bem claro que não são participantes e nem advogam em favor de nenhuma seita, apenas usam os temas em suas músicas e se beneficiam do público que é atraído pela temática.

De concreto, um dos Nameless Ghouls afirmou que eles não têm religião e que acreditam que as religiões organizadas são um problema para o mundo. Ao mesmo tempo, esse Nameless Ghoul (talvez Tobias Forge?) afirmou que o nível de secularização na Suécia é tão elevado que ter uma religião é quase como ser louco. Porém, ele crê que a falta de uma ligação espiritual (ele não especifica o tipo) faz as pessoas terem buracos em suas almas, o que ele não considera positivo. Contudo, ele admite que, apesar dessa preocupação com os rumos da humanidade, é entretenimento que o Ghost faz em última instância, não uma evangelização.

As letras de Meliora e dos álbuns anteriores realmente possuem mensagens que não seriam bem vistas por nenhum cristão fervoroso, mas são todas letras bem simples, com palavras simples e conceitos bem genéricos e palatáveis, mais próximos do cinema de entretenimento do que da literatura ocultista de verdade. Ou é tudo uma grande cilada: o som mistura o dissonante trítono e melodias bonitas para conquistar mais pessoas; não cantam com vocal gutural para que mais pessoas consigam entender imediatamente suas letras; e usam termos simples para que a sedução seja mais abrangente e menos esotérica. A verdade é que há um marketing muito bem feito por trás dos suecos que se aproveita muito bem da estética do grupo e do mistério para manter as aparências e o interesse do público.

Meliora vem do latim e significa “melhor”. No entanto, este não é um disco exatamente melhor que Infestissumam. Ambos tem a mesma estrutura e as mesmas fórmulas e méritos. É um bom álbum, mas não avança muito musicalmente. Seria interessante o Ghost aproveitar a mudança de papa a cada novo disco e começar a inovar também na forma musical. Mal não faria a seu culto.

Inicialmente lançado no Brasil pela Hellion Records, hoje “Opus Eponymous”, debut da banda sueca GHOST, é item disputado entre os fãs brasileiros, já que sua prensagem está esgotada. No entanto, está programado seu relançamento para o mês de maio, em parceria da Black Legion Prod com a Hellion. O CD terá apenas o track list original, sem bônus, em caixa acrílica. Opus Eponymous ganhou força após receber elogios de gente como James Hetfield (Metallica) e Phil Anselmo (Down, ex-Pantera). Atualmente a banda encontra-se em estúdio gravando o que poderá ser considerado o divisor de águas de sua carreira.

O GHOST veio ao Brasil pela primeira vez no Rock in Rio, em 2013.  No ano seguinte, o grupo voltou ao país para duas apresentações solo [saiba como foi o show no Rio, AQUI]. 


Foto: Bruno Eduardo
Papa Emeritus II rege fiéis no show do Rock in Rio

O grupo GHOST chega ao Brasil essa semana para shows no dia 4 de setembro no Rio de Janeiro (Imperator) e dia 5 de setembro em São Paulo (HSBC Brasil). Separamos uma lista com 5 motivos para você não perder essa oportunidade por nada. O GHOST veio ao país na edição do Rock in Rio em 2013, e segue divulgando seu último trabalho, Infestissumam - lançado no início do ano passado.


1. Você é fã de Mercyful Fate ou Blue Oyster Cult

A comparação com King Diamond não é apenas pelo visual exótico ou pelas performances teatrais. O som do Ghost é fortemente calcado no hard rock/heavy metal de bandas como Mercyful Fate, Blue Oyster Cult e Pentagram. As letras ajudam a ostentar o clima de "inferninho" e o som fica entre o metal "não muito pesado" e a obscuridade de um Candlemass.

2. O show é teatral e os integrantes são anônimos

As apresentações do sexteto trazem uma atmosfera cênica inspirada em rituais satânicos e filmes de terror clássicos, com todos os membros caracterizados como sacerdotes em uma missa negraAlém disso, os integrantes do Ghost utilizam pseudonomes esquisitos e trajes que não deixam revelar suas identidades. 

3. Conheça o "Papa do mal" ao vivo

O vocalista e frontman Papa Emeritus II é uma espécie de papa maligno com crucifixos invertidos adornando sua batina. Ele usa uma roupa similar a do sumo pontífice e entra em cena ao vivo com um turíbulo (aquela “chaleirinha” em ebulição usada por padres). 

4. O som deles é único

Até os que não gostaram do show da banda no Rock in Rio devem admitir: o som do Ghost é algo que se difere do metal tradicional. Cantos gregorianos de sentimento anti-cristão dão o tom da obra, mas o peso moderado vem representado numa cartilha de rock horror, com piano, uma batida insípida e guitarra em afinação baixa. 

5. Eles são adorados pelas estrelas do rock

É extensa a lista de roqueiros famosos que aparecem usando camisas do Ghost ou tecendo elogios. Seguem alguns nomes consagrados: James Hetfield, Phil Anselmo, Dave Grohl e Roky Erickson. E aí, deu para sentir a moral dos caras? 



GHOST - RIO DE JANEIRO:
Imperator - Rua Dias da Cruz, 170, Méier - Rio de Janeiro
Data: 4 de Setembro
Venda de ingressos: AQUI


GHOST - SÃO PAULO:
HSBC Brasil - Rua Bragança Paulista, 1285, São Paulo - SP
Data: 5 de Setembro
Venda de ingressos: AQUI

Foto: Bruno Eduardo

Por Bruno Eduardo

Um detalhado pano de fundo com vitrais retratando figuras demoníacas, muita fumaça e um aroma distinto - provocado por incensos - transformaram o Imperator numa enorme igreja satânica. Independente de sua religião, uma coisa é certa: é diferente de tudo que você possa ter testemunhado um dia. Tal experiência é representada em maior grau pela figura central da banda, que está vestido com sua roupa cardeal e uma máscara de caveira incrivelmente realista. O Papa Emeritus II não traz apenas a figura do mal em si, ele é extremamente carismático. Sua presença fantasmagórica e sombria carrega todos os olhares. Por ser quase imóvel no palco, seus gestos são acompanhados com atenção e seus pedidos devidamente atendidos pelos "fiéis".  

Não é de hoje que mundo do rock cai de joelhos para artistas com tendências à performances teatrais. Muitos irão lembrar de Alice Cooper, até mesmo de Iron Maiden, GWAR e Slipknot. Porém, a maior lição que esses shows possam deixar em nossas vidas é que tudo não passa de uma grande fantasia. Mesmo que Ghost toque num tema considerado inviolável, não há motivo para se levar a sério. Basta olhar ao redor: há crianças de 8 anos no meio do público; há mulheres arrumadinhas também. E todos gritam "Satanás! Satanás!". Soa mais como uma piada pronta do que uma afronta a catolicidade. Mesmo assim, é um ótimo show de rock.

Após a fraca apresentação no Rock in Rio, o Ghost comprovou que sua "missa" funciona melhor em pequenos santuários. O som do grupo que parecia insosso na Cidade do Rock, ganhou força, soando mais pesado do que aparece nas gravações. A cerimônia começou com "Infestissumam / Per Aspera ad Inferi", suficiente para fazer ecoar as primeiras cantorias gregorianas no reformado Imperator. Embora seja um show para o público headbanger - basta ver as camisas de Iron Maiden espalhadas pelo local - o Ghost sabe sair do peso com desenvoltura. Eles utilizam teclados oitentistas e samples de forma precisa. Um bom exemplo dessa sonoridade estereotipada da banda é a música "Ritual", que começa com uma guitarra dançante e termina com um baixo ultra-pesado. 

O momento mais curioso da noite foi quando o grupo apresentou suas releituras para os Beatles ("Here Comes The Sun") e para Roky Erickson - em uma excelente versão para "If You Have Ghosts". Mas tudo voltou ao normal, e o show terminou ao som de 'Monstrance Clocks' - que traz um refrão apropriadíssimo à ocasião: "vamos juntos para os filhos de Lúcifer", cantavam todos. Após uma hora e meia de comunhão, o Ghost enfim conseguiu passar a sua mensagem ao público do Rio de Janeiro. Quem entendeu a piada, curtiu. Showzaço!





O grupo GHOST confirmou que fará uma turnê pela América do Sul entre agosto e setembro. No Brasil, duas datas estão confirmadas. O sexteto toca no dia 4 de setembro no Rio de Janeiro (Imperator) e dia 5 de setembro em São Paulo (HSBC Brasil). Para o show de São Paulo, os ingressos podem ser comprados pelo site  www.ingressorapido.com.br. Já no Rio de Janeiro, o show foi viabilizado por meio do QUEREMOS!

O GHOST veio ao país na edição do Rock in Rio em 2013, e segue divulgando seu último trabalho, Infestissumam - lançado no início do ano passado. Liderados pelo Papa Emeritus 2º (o papa do mal), o grupo apresenta uma cartilha de rock horror, com piano, canto gregoriano e guitarra em afinação baixa.

GHOST - RIO DE JANEIRO:
Imperator - Rua Dias da Cruz, 170, Méier - Rio de Janeiro
Data: 4 de Setembro
Venda de ingressos: EM BREVE


GHOST - SÃO PAULO:
HSBC Brasil - Rua Bragança Paulista, 1285, São Paulo - SP
Data: 5 de Setembro
Venda de ingressos: www.ingressorapido.com.br