ROCKONBOARD NEWS

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Foto: Divulgação
Primeiro disco da Não Alimente os Animais é uma viagem aos anos 70
NÃO ALIMENTE OS ANIMAIS
"Não Alimente os Animais"
Retrola Discos; 2017
Por Bruno Eduardo

Não há muita discussão quanto a isso. A década de setenta continua sendo até hoje o período mais influente do rock and roll desde que o mundo é mundo. A maior prova disso, é que mesmo beirando a meia década de evolução planetária, com metamorfoses culturais irreversíveis, há uma quantidade considerável de artistas que continuam investindo pesado na manutenção de suas principais referências, que sempre passeiam entre nomes mitológicos como Jimi Hendrix, Led Zeppelin e toda aquela gangue de doidões geniais que mudou o mundo da música, iniciando assim um culto que perdura até os dias de hoje. 

Sendo assim, podemos dizer que ainda há muita gente surfando nessas ondas. Na atualidade, o maior exemplo dessa reprodução em nível mundial é o grupo americano Rival Sons [que inclusive esteve no Brasil em dezembro abrindo a turnê do Black Sabbath]. Bem, mas você não precisa ir tão longe para beber em novas fontes setentistas. Basta ouvir o disco de estreia da banda Não Alimente Os Animais, que nada mais é que uma cartilha fidedigna ao gênero. Qualquer desavisado poderá jurar que este trabalho foi concebido há uns 40 anos atrás - sério mesmo. O álbum, homônimo, reserva ainda uma das capas mais legais dos últimos tempos. Com fotografia de Rayza Roveda, a arte que emoldura o disco traz os integrantes da banda com máscaras de animais, prestes a iniciar um banquete.

A hendrixiniana "It's Gonna Be This Way (On My Mind)", que abre o disco, é uma síntese enxuta, mas certeira. Com riff marcante, solos limpos e melodia afinada, a canção é daquelas que tocam de boa nesses bares esfumaçados, regado à cervejas e discos de vinis. Para quem pensa que o grupo só banha seu som em grupos gringos, "Have No Feelings Inside", é um desmentido enfático. Cheio de vocalizações divinas, a faixa remete ao lado "Racional" do saudoso Tim Maia. Porém, quando se fala de anos 70, pouca coisa faz tanto sentido quanto os teclados preeminentes da cósmica "And I Try" e a manipulação sonora de "King Kong" - que surpreende os ouvidos com sua mudança andamento e gargalhadas assustadoras. 

Mesmo que o som do baixo pareça evidentemente abafado em algumas partes do trabalho (como por exemplo em "Un Espejo En Cada Mirada") e que a proposta da banda dê a impressão que cantar em português não é a melhor opção ("Náufragos Pertos dos Cais"), podemos afirmar de forma categórica que não há números dispensáveis nesse debut do quinteto e todas as faixas conseguem soar deliciosamente saudosas e cheias de feeling (principal elemento para funcionalidade desta receita). Uma coisa é certa: os espíritos do rock sideral já abençoaram esta obra. Que venha logo o segundo trabalho!
Foto: Divulgação
The Outs se apresenta no dia 25 de março no Lollapalooza Brasil
Por Bruno Eduardo

Quem for ao Lollapalooza Brasil, que acontece nos dias 25 e 26 de março no Autódromo de Interlagos, vai ter um motivo especial para chegar cedo. Trata-se de uma das maiores revelações do cenário independente: a banda carioca The Outs - que acaba de lançar seu primeiro disco por uma gravadora (Deck) e primeiro também com canções em português. 'Percipere', lançado no ano passado, foi masterizado pelo australiano Rob Grant, que já trabalhou com Tame Impala e Lenny Kravitz, e entrou na lista de melhores do ano do site Rock On Board. Formada em 2012 por Tiago Carneiro (voz e baixo), Dennis Guedes (guitarra, baixo e backvocal), Vinícius Massolar (guitarra, teclado, baixo e backvocal) e Gabriel Politzer (bateria e percussão), a The Outs começou a chamar atenção da mídia após receber um elogio de ninguém menos do que Noel Gallagher do Oasis. O grupo também ficou na 2ª colocação no reality autoral Breakout Brasil, promovido pela Sony (que contou com mais de 6.000 bandas inscritas) e lançou o ótimo 'Marmalade Land' em 2015. Em exclusiva ao Rock On Board, Dennis Guedes falou sobre essa nova fase da banda e sobre a expectativa de tocar no Lollapalooza Brasil. No bate-papo, ele também mostrou uma visão particular do cenário roqueiro e acredita que o mercado passa por um momento de transformação. Resumindo: é o rock independente por ele mesmo. 

Como está a expectativa para o show do Lollapalooza Brasil?

Na verdade a ficha só começou a cair agora, pois estamos tendo que resolver algumas questões burocráticas envolvendo o festival. Com isso, a gente já começa a pensar no que vai ser o show e nas possibilidades da apresentação. Para nós é muito legal ser uma das bandas mais independentes do festival e estarmos representando essa leva.

E como surgiu o convite?

Na verdade está tudo muito linkado. Tem muito com o lançamento do nosso novo disco e por ele ter sido o nosso primeiro trabalho em português, o que acabou chamando a atenção do Rafael Ramos (Deck / Polysom). Com isso, conseguimos o contrato com a gravadora e a coisa foi abrindo a partir daí. Então fomos sugeridos para o Lolla e a produção veio conversar conosco. Foi uma coisa natural e que aconteceu como conseqüência do momento que a gente está vivendo.

Na minha opinião particular, nessa edição tivemos menos bandas da cena rock independente em comparação aos anos anteriores. Você também sentiu falta de bandas independentes que vivem no mesmo cenário rock que a The Outs?

Eu até acho que tem uma boa quantidade de artistas independentes nessa edição. Não tanto numa estrutura tão menor quanto a nossa. Mas é fato que não houveram muitas bandas de rock independentes esse ano. Eu acredito que é uma coisa aleatória e que ao mesmo tempo não é. No meu ponto de vista isso é um reflexo do que tem se tornado o nosso mercado, que é essa coisa de mesclar bastantes ritmos. Você vê o Jaloo, Baiana System, o próprio Criolo. Não são artistas de rock, embora peguem resquícios, mas são de certa forma consideradas alternativas e que estão lá. Mas do nosso tamanho, realmente a gente vê em menor proporção esse ano. Mas de qualquer forma, estamos muito felizes de sermos uma das bandas que podem representar esse cenário na edição deste ano do festival.

E como vocês avaliam a importância desses festivais para bandas de menor porte, que ainda lutam para sobreviver no cenário nacional de rock independente?

É muito importante bandas como a nossa poderem transitar em festivais desse tamanho com bandas maiores, até mesmo para entender como funciona. Porque a gente tem vários festivais que acontecem no Brasil o ano inteiro e nem sempre a gente consegue circular. Embora o The Outs esteja tocando no Lolla, não é em todo festival aqui no Brasil que a gente tem essa facilidade de conseguir tocar. Parece que cada coisa é um círculo que você precisa ir penetrando até eles aceitarem e entenderem que você é uma banda realmente promissora. É uma coisa que não dá para definir. Acredito ser uma conseqüência de como as coisas estão caminhando por aqui, já que o rock está numa baixa no Brasil e está tendo que se reinventar. Então enquanto não acharmos um meio termo entre a galera que procura outras coisas e o público roqueiro, a coisa vai ficar desse jeito.

Ainda não recebemos a programação dos shows, mas provavelmente vocês devem ser a primeira banda do festival, já que tocam no primeiro dia... 

Na verdade a gente não vai ser a primeira do festival. A gente abre o palco dois, que é o Palco Ônix. Acho que antes de nós, quem abre é a Doctor Pheabes no palco 1, e quase no mesmo horário que a gente vai rolar o show do Baiana System.

Palco Ônix? Vocês vão tocar no palco mais distante. No entanto é o que tem uma das melhores vistas do palco por ser numa espécie de ladeira...

Eu nunca fui no Lolla, mas realmente, ele é o mais distante. Só que eu acho que como a gente não vai começar o festival, isso vai ficar bem equilibrado, pois a primeira banda toca no palco próximo aos portões e a dinâmica deve facilitar para a galera depois ir ver a gente.

E quem vocês gostariam de assistir nessa edição do Lollapalooza Brasil

No nosso dia vai ter o Glass Animals, que é uma banda que realmente quero ver. Também tem o Jaloo e o Suricato, que tocam um pouco depois do nosso show, então não sei se conseguiremos ver, mas que eu estou querendo muito. Os shows do Cage The Elephant, Criolo, The XX eu também pretendo poder assistir.

Falando agora sobre o novo disco de vocês. Como surgiu a ideia de gravar em português?

A gente já vinha gravando coisas em português. Na verdade, foi no Breakout Brasil que compomos a primeira música em português, que foi "Ainda me Lembro", que acabou sendo o primeiro single do disco. Depois disso a gente começou a escrever bastante coisa, tanto em português quanto em inglês, mas estávamos na pilha de mesclar as coisas que a gente vinha fazendo com letras em português. Por isso também demoramos mais tempo para conseguir chegar a um resultado que representasse bem o que queríamos dizer. A notícia de que a gente estava gravando em português chegou ao ouvido do Rafael [Ramos] e ele ficou curioso.

E como foi esse contato com ele?

A gente já tinha feito um contato com ele há um tempo atrás. Ele ficou interessado na época, só que ele tem essa barreira com coisas cantadas em inglês. Mas quando mostramos coisas em português ele gostou da proposta. Nossa ideia era fazer apenas um mini álbum. Mas conversando com o Rafael, ele pediu para fazermos mais músicas e daí o trabalho acabou se tornando um álbum full, meio que sem querer.

Vocês sempre tiveram essa sonoridade meio psicodélica. Como foi definir o que fazer após saberem que iriam escrever as letras em português? Teve alguma influência do Rafael na produção desse disco?

A gente já estava gravando antes de decidirmos isso. Já tínhamos um conceito do que seria o trabalho. O Rafael acompanhou o processo depois de um tempo, mas foi um trabalho que nós produzimos em nossos home studios, seguindo a mesma lógica dos outros discos. Então não teve um grande envolvimento do Rafael e da Deck nesse disco na questão de produção. 

E como você vê essa questão de bandas independentes lançarem discos por selos e gravadoras em tempos de streaming? Nos anos oitenta e noventa as bandas precisavam correr atrás das gravadoras para conseguir lançar seus trabalhos e alcançar um grande público. Como você vê isso hoje?

Eu não acho que as bandas devam ficar correndo atrás de gravadoras de forma desesperada. Quando acontece, deve ser mutuamente. No caso da Deck, por ela ser uma gravadora independente, ela trabalha muito em conjunto com o artista. Então o que rola é uma ajuda mútua. Nós também poderíamos ter lançado o disco por conta própria, mas achamos mais vantajoso nesse momento fazer essa troca, já que foi uma coisa que simplesmente aconteceu. Hoje em dia o streaming tem se tornado a forma padrão de se consumir música. Já vi alguns teorizando inclusive de que as playlists substituem as rádios nos tempos atuais. Então é importante estarmos todos alinhados com essas plataformas para poder alcançar o máximo de pessoas que pudermos.

E o retorno financeiro dos streamings para bandas independentes? Grandes artistas reclamam muito ainda desse formato de repasse monetário. O que você pode falar sobre isso? Compensa?

O retorno financeiro nesse meio de internet é uma coisa ainda muito vaga. Ainda é uma coisa que não é suficiente para o artista conseguir sobreviver. Mas as coisas estão tendendo a se organizar por aí. Então se em algum momento isso vier funcionar, é bom que o artista já esteja usando o formato. Porque mal ou bem é um meio de construir público. O retorno financeiro às vezes acontece. Já aconteceu de salvar um mês nosso de poucos shows, e o dinheiro veio para ajudar a banda a continuar trabalhando. Vai de como cada um organiza esse retorno. Principalmente os artistas pequenos, que não conseguem fazer muito volume de dinheiro. Porque para você fazer um volume você precisa ter muito público. Então isso é que tem que ser acertado, pois ela precisa favorecer também quem é pequeno. Então ele vai funcionar quando isso for justo para todos que estão nessa cadeia, com os nicho pequenos alcançando bons retornos também.

Para finalizar, fale um pouco dessa polêmica de faltar rock e rádios rock nas FMs, principalmente no Rio, onde vocês moram.

É bem chato ver rádios como a Cidade sumirem da FM. Mas acho que também tem o problema da falta de espaço que essas próprias rádios proporcionam às bandas independentes. Rola um saudosismo muito grande dentro do rock. Uma mentalidade errada já que o rock também se atualiza e tem novidades acontecendo. O rock não morreu mas está num processo de renovação tanto para quem curte quanto para as próprias bandas. Hoje o público de rock está mais ligado na internet do que nas rádios, mas é muito importante estar nas FMs para alcançar um outro público que não seja especificamente o público roqueiro. Não é porque você faz rock que tem que ser escutado apenas por roqueiros. O Brasil é um país muito eclético onde as pessoas curtem muitos estilos diferentes. O problema é se atualizar dentro do próprio rock. Porque para um público geral, o rock meio que se tachou. Temos é que mudar essa ideia de que o rock é exclusivo para roqueiros e que as pessoas para achar algo sobre o gênero precisem ir buscar em locais específicos.

LOLLAPALOOZA BRASIL 2017
Datas: 25 e 26 de março de 2017
Local: Autódromo de Interlagos
Endereço: Avenida Senador Teotônio Vilela, 261 – Interlagos
Classificação etária: Crianças com menos de 05 anos - não será permitida a entrada. De 05 a 14 anos: Permitida a entrada acompanhado por pais ou responsáveis. A partir de 15 anos: Permitida a entrada desacompanhados.
Ingressos: 
Lolla Pass - 1º Lote: R$800 / R$400 (meia) ESGOTADO
Lolla Pass - 2º Lote: R$920 / R$460 (meia)
Lolla Day - 1º Lote: R$540 / R$270 (meia)
Lolla Day - 2º Lote: R$590 / R$295 (meia)
Venda pela internet AQUI
Imagem Youtube
A produção do clipe durou cerca de 50 horas e contou com 5 produtores
A ótima banda maranhense Royal Dogs lançou um clipe criado com um processo incomum: a filmagem foi feita por um iPhone 6 e a edição praticamente toda usando o aplicativo Prisma. No vídeo da música “Tattoo You”, as imagens da banda tocando e da figuração foram captadas completamente pelo smartphone, e depois separadas frame por frame antes de serem passadas pelo aplicativo de edição de imagens Prisma.

“O processo foi longo”, explica a vocalista Laila Razzo. “Após a filmagem estar completa, nós separamos 12 frames por segundo, totalizando pouco mais de 3000 imagens. Depois disso passamos foto por foto pelo Prisma, usando um efeito específico (Light Summer) e após isso novamente de volta para PC. O processo todo totalizou praticamente 50 horas, com ajuda de 5 pessoas.”

A música “Tattoo You” é um single do álbum homônimo lançado pela banda em 2016 e que entrou na lista de melhores de 2017 do site Rock On Board. O Royal Dogs é um dos principais nomes do rock nordestino ao lado de bandas como Selvagens à Procura de Lei e Vivendo do Ócio. Em “Tattoo You”, a banda faz um bocado de flerte com música pop e synths eletrônicos. O álbum foi gravado e produzido no estúdio Base SLZ, em São Luís.

Assista o clipe de "Tattoo You" AQUI.
Foto: Reprodução Internet
"Desconectar" é a faixa que abre o novo disco da banda
A banda carioca Drenna acaba de lançar o clipe para a música "Desconectar", faixa que também dá nome ao novo disco, lançado no fim do ano passado e que entrou na lista de melhores do ano do site Rock On Board. Seguindo a mesma temática do álbum, o roteiro do clipe aborda o vício em internet como mote principal. O vídeo, dirigido por Leonam Moraes, traz a história de um jovem fissurado por jogos virtuais e que se aventura numa noite real, curtindo um show de rock ao lado de outras pessoas. Outro destaque do vídeo é a participação de vários integrantes de bandas da cena, como Balba, Folks, Facção Caipira, entre outros. 

Para assistir ao vídeo clipe de "Desconectar", basta clicar AQUI

Em constante atividade, a Drenna é uma das bandas mais atuantes do novo cenário. Em 2014, eles foram selecionados para tocar no festival Circuito Banco do Brasil e se apresentaram na Praça da Apoteose ao lado de Kings Of Leon, Paramore, Pitty e Frejat. Já no ano passado participaram do Planeta Rock, em noites de apresentações com outros grandes nomes do rock nacional, como Titãs, Biquini Cavadão e Raimundos, e acabaram levando para casa o prêmio de banda revelação do festival por conta das faixas "Desconectar" e "Alívio", que fazem parte do novo disco. Recentemente, fizeram um pomposo show de lançamento no Teatro Rival [saiba como foi AQUI].
Foto: Diego Marcel
Plutão Já Foi Planeta volta ao Rio para show no Imperator
Por Bruno Eduardo

O Rio Novo Rock chega a sua última edição do ano nesta quinta-feira (01), e traz ao palco do Imperator mais dois expoentes da nova cena. Além dos cariocas da Lisbela, o evento fecha 2016 com uma das grandes revelações da última edição do programa Superstar, da TV Globo: a banda Plutão Já Foi Planeta. O grupo, formado em Natal (RN), carrega uma grande legião de seguidores no Rio de Janeiro, que de acordo com a vocalista Natália Noronha, tem um dos públicos mais "cantantes" do país. "É um dos nossos melhores públicos. Sempre que a Plutão vem tocar no Rio é irado, porque a galera curte muito. Me faz lembrar até de nossa cidade", disse a vocalista por telefone, em exclusiva ao Rock On Board. Ela também falou sobre essa expectativa de tocar pela primeira vez no Rio Novo Rock. "A gente ouve falar muito do Rio Novo Rock. Sabemos que é um evento clássico da cena independente. O Far (From Alaska) de Natal, também tocou e ficamos sabendo que a galera comparece em massa. Só ouvimos coisas boas do festival e também queremos fazer história no Rio Novo Rock".

Um dos motivos para esse aumento de fãs da banda por todo o país foi a participação do grupo no programa de TV, Superstar. A banda não esconde que tudo mudou depois que apareceram no reality. A vida pós Superstar deu ao grupo uma popularidade que acabou refletida nos shows. "Realmente as coisas mudaram após o programa. A expectativa da galera aumentou bastante nos outros estados. Mas nós também saímos de lá com essa expectativa de receber o público nos shows, o que felizmente aconteceu. Foi uma coisa muito boa para a banda. Fomos do Nordeste ao Sul do país com as pessoas cantando a nossa música", disse Gustavo Arruda, guitarrista da banda. 

Mas não foi só na questão popular que o programa fez bem ao grupo. A boa participação da Plutão rendeu ainda um contrato com a gravadora Som Livre. A banda, que estava desde 2014 na estrada divulgando o primeiro disco da carreira, o ótimo Daqui Pra Lá, agora já está prestes a botar na praça o seu segundo trabalho, dessa vez por um selo. O outro guitarrista da banda, Sapulha Campos, deu alguns detalhes sobre o lançamento, que vai acontecer no início do próximo ano. "A ideia é lançar o disco bem no início do ano. Acredito que depois do carnaval. Ele terá 10 músicas e vai sair pelo selo Slap, que é da Som Livre". Será que o público carioca vai ouvir algumas músicas novas nesse show do Rio Novo Rock? De acordo com Sapulha, a banda deve tocar 4 ou 5 músicas do disco novo nesse show do RNR. Então é isso! Quinta-feira é dia de ir ao Imperator curtir a última edição do Rio Novo Rock 2016.

Nesta quarta-feira, a banda participa ao vivo do programa ARNews, às 20h.

RIO NOVO ROCK
Bandas: PLUTÃO JÁ FOI PLANETA E LISBELA
DJ Tom Leão + VJ Miguel Bandeira
Data: 01 de dezembro, quinta-feira
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Horário: 20h
Ingressos: 1º lote pista: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) / 2º lote pista: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
*Meia-entrada válida também com 1kg de alimento.
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
Foto: Bruno Eduardo
Drenna faz show de gente grande no Teatro Rival
Por Bruno Eduardo

Era para ser apenas um show de apresentação de seu novo disco - o ótimo 'Desconectar'. Mas o número apresentado pela Drenna no Teatro Rival vai muito além de canções executadas e figurinos renovados. Ele representa acima de tudo, o presente e o futuro de uma geração que sustenta o rock nacional. É também um atestado categórico de que as bandas independentes não devem nada aos medalhões. Falta-lhes apenas maiores oportunidades. 

Afinal, quando uma banda de investimento limitado, coloca quatro telões com imagens de alta tecnologia no cenário e faz um dos shows visuais mais legais que o Rival recebeu em anos, você tem a certeza absoluta que está diante do progresso. E esse progressivismo é de toda uma cena envolvida, em qual incluem bandas, produtores, técnicos de palco e demais profissionais que sustentam e disseminam esse mundo além do grande mainstream. Pois esse não é apenas um show bonito de se ver. Ele é o típico show de rock que você quer ver todos os dias, e que "cabe" em qualquer grande casa do país.

Com uma hora de atraso, a banda iniciou sua apresentação ao som da ótima "Sabotagem". Em seguida, veio uma das melhores do novo disco: "Anônimo". A vocalista, de cabelos descoloridos, dá show de interpretação em "Ela Vai Chamar Sua Atenção", com destaque para a habilidade vocal, onde alcança notas altíssimas numa potência surpreendente. Ela faz parte de um raro time que consegue tocar guitarra (muito bem) e cantar (melhor ainda). 

Foto: Bruno Eduardo
Cantora apresenta novo visual e performance destacada
Assim como deveria ser, a apresentação desta noite foi toda baseada no novo trabalho. A banda tocou todas as onze faixas de 'Desconectar' e mostrou que o álbum soa muito bem ao vivo. Os melhores momentos ficaram para o rock macio de "Alívio" - que teve a participação do coautor da canção, Rafael Lima, da banda Memora - e "Entorpecer" (que precisa ser mantida para sempre no repertório). Além disso, dois momentos intimistas deram o respiro necessário ao show. O primeiro foi um improvável, mas interessante solo de xilofone antes de "Navego" - faixa mais lenta do disco e que melhora muito ao vivo. O outro momento "diferentão" da noite foi a participação da galera do Lítio, que após uma versão completamente modernosa de "Roda Viva" do mestre Chico Buarque, transformou o local numa verdadeira rave, com muitos sintetizadores e os chamados "bate estaca" no ouvido da galera. Outra surpresa no repertório foi a inclusão de "Respect" de Aretha Franklin, numa releitura funk rock de botar respeito.

O final veio quente ao som do primeiro single do disco, e que leva o nome do álbum. O público canta o refrão e a vocalista se empolga, bate cabeça e faz estripulias com a guitarra, ao estilo hendrixiniano. Por conta do atraso inicial (o show estava previsto para uma hora antes), a banda acabou deixando de tocar uma canção, que fazia parte do suposto bis. No entanto, o show foi curto, direto e devidamente roteirizado. Tanto que no final, rolou uma extensa lista de agradecimentos, onde foram homenageadas todas as bandas da cidade. O fato é que não teve para ninguém. O rock independente venceu esta noite!

Foto: Bruno Eduardo
Momento final: banda e público unidos numa noite especial

Foto: Divulgação
Drenna estará no palco do Teatro Rival lançando 'Desconectar'
Um dos principais expoentes do rock nacional, a banda carioca Drenna se apresenta nesta quinta-feira (24) no Teatro Rival para show de lançamento de seu novo - e ótimo - álbum, 'Desconectar' [leia a resenha do disco AQUI]. A banda já lançou o álbum em todas as plataformas digitais, e agora parte para a distribuição de seu disco físico, que será vendido pela primeira vez no dia do show.

Banda boa de palco

A Drenna é talvez a banda mais ativa da cena carioca na atualidade. Vivem em constante circuito e também estão acostumados aos grandes palcos. O grupo foi um dos selecionados para a segunda edição do Circuito Banco do Brasil em 2014, e se apresentou na Praça da Apoteose ao lado de Kings Of Leon, Paramore, Pitty e Frejat. Recentemente, eles ganharam o prêmio de banda revelação no festival Planeta Rock, em noites de apresentações com outros nomes de peso como Titãs, Biquini Cavadão e Raimundos. Os prêmios vieram por conta das faixas "Desconectar" e "Alívio", que fazem parte desse novo disco, que será apresentado no Teatro Rival. 

Quanto custa desconectar?

O tema de 'Desconectar', segundo disco dos cariocas, trazem os prós e contras de um mundo cada vez mais conectado. A cantora Drenna tentou colocar nas letras de algumas músicas, a forma que isso vem afetando a sociedade, em especial a juventude. Letras de músicas como "Desconectar" e "Anônimo" falam sobre essa nova realidade, em que os relacionamentos, o consumo e até o conhecimento se submetem ao mundo virtual. Neste novo trabalho, a banda buscou, em parceria com Felipe Rodarte, que o disco não fosse apenas temático, mas que cada faixa fosse trabalhada para criar cenários que se comunicassem de forma harmoniosa com as letras e melodias.

Show com novidades

A banda promete um formato novo nessa apresentação - incluindo a cenografia - e um repertório com algumas surpresas. "É um momento único na vida do artista. Apresentar ao mundo o novo trabalho e suas novas concepções. Nada substitui o prazer de compartilhar a energia com o público em um palco tão emblemático e tradicional como do Teatro Rival", conta entusiasmada a cantora. Ainda sobre o Teatro Rival, o grupo acredita que o fato de estarem no Centro do Rio é um facilitador para quem quer chegar ao show. "O Rival é uma casa que sempre encheu nossos olhos. É um local maravilhoso e que tem facilidade na questão de mobilidade urbana. Além disso, tem um som ótimo e um espaço que atende muito bem ao público", afirmou o baterista Milton

DRENNA NO TEATRO RIVAL
Data: 24 de novembro, quinta-feira
Local: Teatro Rival Petrobras
Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33/37 - Centro - Rio de Janeiro
Horário: 19h30 (abertura da casa) / 21h (Drenna)
Censura: 18 anos
Ingressos pela internet AQUI 
Antecipado: R$20 / R$10
Lista amiga: R$10 AQUI
Na hora: R$30 / R$15
Foto: Nebula Filmes
Bogotah acaba de lançar o clipe da faixa "Eu Sou o Caos"
BOGOTAH
"Um Brinde Ao Fim do Mundo"
Independente; 2016
Por Bruno Eduardo


A cena metal nacional está em grande fase. Isso porque as bandas não possuem mais aquele conceito básico e uniforme do gênero que sempre culminou em tentar soar true acima de tudo ou então ficar tentando reproduzir alguma cartilha gringa, como se isso fosse o principal objetivo de um trabalho autoral. 

Hoje é possível ouvir uma gama de bandas brasileiras que seguem um caminho paralelo ao que se definiu um dia como heavy metal. Fugindo desse roteiro datado, temos bandas que já possuem destaque no cenário alternativo como as ótimas Project 46, Confronto e Hatefulmurder. É nesta estadia sonora que está a carioca Bogotah. O primeiro disco do grupo representa essa nova leitura do gênero e traz material instintivo e muito bem aproveitado pela qualidade dos músicos.

'Um Brinde Ao Fim do Mundo' é um trabalho conceitual, que tenta retratar a visão de uma sociedade que vive em eterna crise de harmonia. Na tentativa de dar mais ênfase ao epílogo, os caras resolveram apresentar as faixas como capítulos, onde tudo segue num caminho bem direcionado e de fácil compreensão. A epopeia do caos começa na ótima "Liberto o Monstro", que é talvez a mais padrão para o gênero - com vocais guturais, distorção no talo e bateria forte. No entanto, podemos afirmar que o roteiro da Bogotah segue um caminho cheio de boas sacadas no que se trata de metal - e a grande virtude da banda foi traduzir suas influências de forma honesta em canções que primam pelo thrash dos anos oitenta e guitarradas à la Zakk Wylde. Assim são as faixas "Em Nome da Paz", e "Eu Sou o Caos" - ambas permeadas por riffs e batidas tribais. 

Para não dizer que tudo aqui é soco na orelha, o disco abandona um pouco o turbilhão de decibéis na parte final, com a dobradinha "Liberdade" e "Heróis e Apocalipses Pessoais", que trazem vocais mais limpos e violões ao roteiro. Mesmo assim, 'Um Brinde Ao Fim do Mundo' é uma pedrada íntegra e muito bem resolvida, que no fim das contas soa como uma resposta em alto nível para quem duvida da força do metal nacional. 

Recentemente, a banda lançou o clipe da faixa "Eu Sou o Caos", que pode ser conferido AQUI.
Foto: Adriana Vieira
Drenna sugere desconexão virtual em novo disco
Por Bruno Eduardo

A banda Drenna, um dos principais expoentes da cena carioca, está prestes a lançar seu novo disco. Com distribuição do selo Toca Discos, 'Desconectar' vai tratar de um tema que já virou realidade nessa nova geração: o vício em internet. Musicalmente, o álbum vai trazer o mesmo rock alternativo que marcou a carreira do grupo, só que de forma mais cerebral, conforme afirma o baterista Milton Carlos. "Tentamos fugir um pouco da zona de conforto, com um rock mais pensado e levadas menos convencionais, mas que não deixa de ser rock", garante com exclusividade ao Rock On Board.

O disco foi gravado no lendário estúdio Toca do Bandido, e teve a produção de Felipe Rodarte, que vem sendo referência para as bandas do novo cenário nacional - The Baggios, Folks e Canto Cego são alguns nomes que passaram pelas mãos de Rodarte na Toca. Já a mixagem foi feita em Nova Iorque por Aaron Bastinelli, engenheiro de som do projeto Rubber Tracks e que já trabalhou com alguns nomes de grande quilate, como o grupo americano Cloud Nothings, Marky Ramone e Bono. Sobre o processo de gravação, Milton acredita que conseguiram tirar o melhor da banda nos dias que ficaram hospedados no estúdio. "A Toca do Bandido nos proporciona essa possibilidade de trabalhar com os melhores equipamentos, e com isso a gente também garante uma gravação acima da média. Além disso, nós ficamos hospedados lá por alguns dias, o que facilitou viver o trabalho de forma mais íntegra. E isso ajudou bastante na concepção do resultado artístico final, já que não tivemos influências do meio-externo", disse.

Em paralelo ao lançamento do disco, a Drenna seguiu fazendo participações em vários festivais, incluindo o Planeta Rock, onde dividiram palco com grandes nomes do rock nacional, como Titãs, Biquini Cavadão e Raimundos. Nesse evento, a banda ganhou o prêmio de banda revelação, por conta da faixa "Desconectar" (um dos carros chefes do novo disco). "Certamente esse foi um dos maiores eventos que participamos. Tocar para cerca de 60 mil pessoas e dividir palco com nomes tão importantes do rock nacional foi um orgulho para a banda". Sobre o prêmio, o baterista admitiu a surpresa em vencer, mas disse que veio em boa hora. "Na verdade a gente não esperava ganhar. Estávamos lá pela música, mas confesso que foi muito importante pelo lado financeiro, já que a premiação é em dinheiro e ajudou muito no projeto de lançamento do nosso novo disco". 

'Desconectar' será lançado integralmente no dia 11 de novembro nas plataformas virtuais. Só que um pouco antes, na próxima sexta-feira (04), o grupo vai liberar singles para a audição na internet. Na verdade, será uma trilogia, que começa com uma versão remixada e masterizada da faixa-título ("Desconectar") e segue com outras duas novas canções: "Entorpecer" e "Alívio". O lançamento físico do álbum será no dia 24 deste mês em um show único no Teatro Rival, que fica no Centro do Rio. "O Rival é uma casa que sempre encheu nossos olhos. É um local maravilhoso e que tem facilidade na questão de mobilidade urbana. Além disso, tem um som ótimo e um espaço que atende muito bem ao público". Milton também garante algumas novidades na questão cenográfica do palco, mas nada de megalomania. "Será algo simples, mas bem feito. Essa tem sido a nossa temática de trabalho. Não será nada de espalhafatoso mas será uma novidade em nosso trabalho", finalizou.
Foto: Divulgação
Festival Dia da Música oferece mais de 200 shows em 27 cidades
Por Bruno Eduardo

O Festival Dia da Música chega ao seu segundo ano. O objetivo do evento é promover a música autoral e o circuito de música independente no Brasil, com ajuda de custo e divulgação dos eventos para o maior número de pessoas. Ao todo serão 130 palcos em 27 cidades, com mais de 200 shows. Para quem reclama que o rock desapareceu do underground, vale ficar atento ao roteiro de shows que o Dia da Música está promovendo. O fato é que algumas das bandas mais legais da cena estarão tocando de graça em diversos cantos do país, criando assim, uma excelente oportunidade para conferir alguns dos novos nomes do rock em um circuito totalmente independente, com aproveitamentos de praças públicas, centro culturais ou casas conceituadas. Separamos alguns destaques legais desse sábado para você se programar. Veja abaixo:

O Rio de Janeiro recebe 16 palcos espalhados em todo o estado. Na capital, casas conceituadas também entraram na onda e abriram espaço para as bandas independentes. No Saloon 79, vai ter o rock-garage-instrumental do Beach Combers e Mauk & Os Cadillacs Malditos. Já o Teatro Odisséia terá shows de Baltazar e Letuce. O Palco Conselho Curador, na Glória, vai contar com dois expoentes do novo cenário: Ventre e Mahmundi. Atravessando a Ponte Rio-Niterói, vai acontecer em São Gonçalo, a edição especial Dia da Música do já pontual Rock Na Pista, que volta ao Centro Cultural Joaquim Lavoura com as bandas Novos Bohemios, Maya, Sephyrah, Prioridade SG, e o punk rock irlandês do Punching Namard

O rock também rola solto na biblioteca municipal de Duque de Caxias, baixada Fluminense. Helga, Davy Jones, Comboio Calibre e Matallazi tocam na Bibilioteca Municipal Leonel de Moura Brizola. Outra edição que vale a pena conferir é a do Palco Cultural Vassouras, que recebe as bandas Pilfer, Banda Gente, Usversus, BogotahObeyNa cidade de Cabo Frio, acontece o Guerrafest, que terá muito blues com Christiano Guerra Band. O grupo tem quatro discos e já participou de grandes eventos como o Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras. Na mesma noite, haverá show também da banda niteroiense Alfaiate Franz

Com maior número de palcos no país (38), São Paulo terá excelentes opções para assistir de perto algumas das bandas mais legais do Brasil. Como por exemplo o pessoal do Mais Valia e do Herod, que se apresentam no palco Sinewave no Largo da Batata - com predominância de bandas instrumentais / experimentais, como Huey, Testemolde, 2Faces e Black Sea. Para quem curte algo mais crú, vale destacar o dia da música punk no conceituado Hangar 110. Por lá vão rolar várias rodas de pogo ao som das bandas Fistt, Mundo Alto, Não Há Mais Volta e Running Like Lions. Para quem estiver pela Vila Madalena, a boa é ir até o Razzmatazz, onde teremos shows bacanérrimos de Lava Divers, Gorduratrans, Poltergat e Bike. O dia da música também foi feito para quem gosta de pancadaria. No Centro Cultural Zapata vai rolar shows com o hardcore nervoso da galera do Fim do Silêncio e também da Bayside Kings. Já para quem gosta mais de um rock pop, vale dar uma chegada no Centro Cultural Rio Verde para ver de perto o show das Garotas Suecas, Juliano Gauche e Lineker.

Quem mora no estado de Minas Gerais pode ir até a cidade de Mariana para curtir uma noite de muito rock and roll com entrada franca. No Sagarana Cafe-Teatro, vai ter shows a partir das 22h com as bandas Treze Provisório, Senhor Kalota e Da Penha.

Em Recife, a ótima Diablo Angel aproveita para lançar seu novo disco, Fuzzled Mind, no Rock na Calçada, evento que também acontece no Dia da Música. O trio, formado em 2013, faz referência ao rock sujo de bandas como Mudhoney e Nirvana. O Rock na Calçada acontece na Travessa do Tuyuti, Bairro do Recife. Outra que também pegou carona no dia da música para lançar disco novo foi a banda de stoner, Inner Kings. O lançamento será na Torre Malakoff. 

Pela primeira vez no roteiro, Manaus vai abrigar shows de cinco artistas e bandas locais: Xaxaras Roots, Jander Manauara, Cabocrioulo, Alaídenegão e The Stone Ramos. O evento acontece a partir das 14h, no Parque Rio Negro.

Confira a programação completa do Dia da Música AQUI.
Foto: Bruno Eduardo

O grupo Nove Zero Nove, conhecido por participar e promover vários eventos beneficentes, agora é quem pede ajuda. A banda tenta de todas as maneiras reerguer o imóvel de seu vocalista, que foi devastado por um incêndio. O apartamento 909, localizado na Lapa e famoso por ter dado nome à banda, pegou fogo na noite de 6 de Fevereiro de 2016. Quem morava lá era o vocalista Maurício Kyann, que infelizmente perdeu todos os seus pertences (incluindo roupas e mobílias). Além disso, boa parte do equipamento da banda também foi destruído pelo incêndio. Sem muitas alternativas, a banda decidiu lançar uma campanha virtual de apoio ao vocalista. Quem quiser ajudar, basta clicar AQUI. Para quem não lembra, a Nove Zero Nove foi a banda vencedora da primeira edição do Rio Banda Fest, que aconteceu no palco do Circo Voador, e é um dos principais expoentes do rock carioca. Agora é a hora galera!
Foto: Guilherme Carvalho

Por Noemi Machado

Quinta feira pré-carnavalesca regada a muito rock. Foi o que o Rio Novo Rock ofereceu aos que ainda não estavam (se é que estarão) no clima samba, suor & cerveja. Bom, a cerveja, tinha.

A Cândido surgiu de forma tímida no palco, mas visivelmente deslumbrada por estar em um dos eventos mais importantes da cena carioca. Extraindo alguma segurança no público cativo que estava presente, a banda começou confiante, mas ao primeiro problema técnico, já balançou e acabou perdendo um pouco o rumo. Ao longo da apresentação, eles foram retomando o entusiasmo. A banda tem um som bacana, genuinamente jovem, e Pietro Santos (vocal) jorrava alegria no palco, com muita agitação e dancinhas à la Renato Russo. Mesmo assim, ficou a impressão que eles precisam se preparar mais adequadamente para shows de melhores estruturas técnicas - diferente dessas que lhes são oferecidas no submundo do rock. A banda ainda abriu cena para alguns convidados especiais, como por exemplo, a participação de uma violinista (pena que só não deu para escutar o violino!). O apoio da galera, principalmente na última música, "Depois do Cinema" (cantada pelos mais animados) pode ter dado a impressão de dever cumprido para o grupo - pero no mucho, meninos. Ainda bem que o tempo é generoso, e a Cândido tem tudo para crescer muito mais.

Foto: Guilherme Carvalho

Drops 96 apresentou um show bem preparado, mesmo com uma plateia reduzida - houve uma debandada do público após o show da banda anterior. No abrir das cortinas, uma iluminação casada com o bumbo trouxe uma certa dramaticidade para o ínicio com "Vitrine", que não puxou a galera pra cima de imediato. A banda, que lançou recentemente o seu álbum Busque Mais Vida, mostra um número bem ensaiado, com nada fora do lugar, mas que pode injetar um pouco mais de espontaneidade no cardápio. Com um pop rock que caberia em qualquer programa de auditório numa grande emissora de TV (plim-plim), a Drops 96 é extremamente comercial, tendo entre suas canções, "Sorte", composta por Fabio e Wilson Sideral (autor da chata e indefectível "Fácil" do grupo Jota Quest), que mesmo assim não empolgou muito. Individualmente, os músicos são bons, e o destaque fica para o guitarrista Robson Janser, que dividiu com o baterista Bruno Lamas os momentos virtuosos do show (que com um sample de música oriental e o suporte de um iluminador próprio, Bruno fez talvez o melhor número audiovisual do evento). O vocal soube falar com público - aplacando um pouco a vontade do tecladista Nando Sampaio em mostrar a sua felicidade em estar ali, com os repetidos “foda pra caralho” - mas pecou ao pedir isqueiros e celulares ligados de uma galera não tão numerosa. No final, eles encerraram a boa apresentação com "Palco da Vida", que possui letra e vocalizes previsíveis em qualquer música pop que se preze.

Foto: Guilherme Carvalho

Após um ano e meio com 19 edições, 39 bandas, 19 DJs e um público aproximado de 10.000 pessoas, o Imperator Novo Rock se consolidou como o mais importante evento do rock independente do Rio de Janeiro. É com esse legado, que agora em 2016, o projeto se lança como Rio Novo Rock (RNR). Na nova fase, o evento expande seu conceito, que é apresentar e valorizar o trabalho autoral de novos artistas do rock, e amplia o diálogo com bandas de todo o Brasil.
Foto: Divulgação

Por Bruno Eduardo

Quando o assunto é a nova safra do hardcore nacional, o Diabo Verde é nome obrigatório. O grupo vem rodando o país desde 2012, e já dividiu palco com alguns nomes consagrados como Matanza e DetonautasFormada por Paulinho Coruja (vocal e guitarra), Fellipe Madureira (guitarra), Bruno Baiano (bateria, ex-Manacá) e Fábio Magoo (baixo), a banda vem se consolidando como um dos principais representantes do gênero nacional. Seu primeiro disco, Sincerídio, foi lançado em 2012, e traz uma cartilha de guitarras rápidas, e letras de protesto - com influências claras de bandas como Bad Religion e do próprio MillencolinTalvez por isso, a tarefa de abrir para o grupo sueco nesta sexta-feira, na Fundição Progresso, seja vista como uma oportunidade única para a banda - pelo menos é o que afirma Paulinho Coruja, frontman do grupo.

"Tocar na Fundição para gente é um sonho. É uma casa consagrada, onde já passaram bandas como Slayer, Bad Religion e Pennywise. Ainda mais sabendo que vamos dividir o palco com o Millencolin, que é um dos responsáveis pela existência da nossa banda", afirma.

O grupo também pretende aproveitar a ocasião para filmar o show na íntegra. Para Paulinho, essa será uma noite de celebração e espera ver um público animado e devidamente bem vestido, com as camisas de suas bandas preferidas - "para aparecerem bem bonitos no vídeo da banda", ele brinca. 

Novo disco em 2016

De acordo com Paulinho, o novo disco do Diabo Verde está praticamente pronto. Ele estima que 99% do trabalho já foi feito e que faltam apenas alguns detalhes para o seu fechamento. Para esse disco, a banda apostou na filosofia de que "em time que está ganhando não se muda", e repetiu o mesmo processo do debut. O álbum foi gravado no estúdio Superfuzz (Autoramas, Zander, Jason) por Elton Bozza e Bill Zander, e o resultado foi melhor do que eles esperavam.

"É exatamente o mesmo time que fez o nosso primeiro disco. A gente curte muito a vibe do Superfuzz e a maneira como esses caras trabalham. Em matéria de rock, eles são os melhores produtores do Brasil. Eu não vejo ninguém melhor que eles!", disse Paulinho.

Para quem curte o som da banda desde a época de Sincerídio, uma boa notícia. Eles prometem manter a mesma pegada hardcore que caracteriza as apresentações do Diabo Verde. Ao todo, serão dez novas músicas, e que devem contar com algumas participações especiais. A banda não pode adiantar os nomes, mas afirma que são pessoas envolvidas na cena rock/hardcore. Outra surpresa, segundo Paulinho, é a capa do CD, que segundo ele, tem autoria de um dos principais artistas nacionais.

Ainda sem título divulgado, o novo disco está previsto para chegar ao público depois do carnaval. Enquanto isso, o público pode conferir a banda já nesta sexta-feira, na Fundição Progresso. 

MILLENCOLLIN NO RIO DE JANEIRO
Data: 13 de Novembro
Local: Fundição Progresso
Endereço: R. dos Arcos, 24 - Lapa (RJ)
Bandas de abertura: Diabo Verde e Glove Pistol
Ingressos: R$ 80,00 (1º lote) | R$ 90,00 (2º lote) | R$ 100,00 (3º lote)
Foto: Bruno Eduardo
Gustavo Bertoni cantou alto para tentar superar a histeria dos fãs
Por Bruno Eduardo

Recém estourados no programa Superstar, o grupo brasiliense Scalene sentiu no Rio, pela primeira vez, o impacto de sua aparição em rede nacional. Essa também foi uma bela oportunidade aos novos fãs de conhecerem uma apresentação do grupo em full time, longe do modelo resumido que o programa sugeria na TV (apenas dois minutos por música executada). Entre presenças ilustres - como a apresentadora Fernanda Lima - e selfies distribuídas aos fãs na entrada, os integrantes do grupo tiveram uma noite digna de superstars no Rio de Janeiro. Sem playback para atrapalhar, e contando com um coral de centena de vozes, o Scalene brilhou com seu rock ungido de guitarras pesadas e melodias díspares. 

Seguindo o roteiro de "Éter", eles abriram com "Sublimação", seguida da canção modelo BRock, "Nós Maior Que Eles", e "Surreal" - todas cantadas a plenos pulmões pela galera que se espremia de canto a canto do Teatro Odisseia. Mesmo possuindo várias músicas anti-clímax, o quarteto acertou na escolha de músicas enérgicas na primeira parte do show. Com isso, sons guiados pelo rock mais pesado, como "Histeria", ou o hardcore quebrado de "Sonhador" mantiveram a temperatura alta - literalmente - e serviram também para comprovar que o grupo está muito mais interessado em beber no rock intricado e cheio de riffs de um QOTSA do que na fórmula pronta para o mercado de um Coldplay. Para constatar a capacidade do repertório, o grupo entreteve o público por duas horas, e chegou ao ápice nas execuções de "Legado", "O Peso e a Pena", e "Danse Macabre", finalizando uma noite perfeita para o rock - ainda - independente brasileiro.  

O único fato curioso, é que eu não encontrei uma banquinha sequer vendendo o novo disco dos caras (Éter). Será que eles esqueceram no hotel, ou pode ser que esteja pintando um lançamento do álbum por algum novo selo/gravadora? Respostas em breve.  

Foto: Bruno Eduardo
Tomás Bertoni e seu irmão Gustavo, no fundo.
STEREOPHANT  
Abrindo a noite, o Stereophant mostra a cada show que se consolida como um dos principais nomes da cena independente. É impressionante como o público já conhece todas as faixas do ótimo Correndo de Encontro a Tudo - lançado no ano passado. Inclusive, era difícil até de ouvir a voz de Alexandre Rozemberg em algumas músicas - "Vermelha", por exemplo, foi cantada em alto volume pela galera; já "Insônia", contou com um coro afinado de "oh-oh-oh" na parte final. Outro ponto positivo de assistir ao Stereophant é que as músicas ficam muito mais pesadas ao vivo, e dão uma força descomunal ao número. Um grande exemplo disso é "Toda Glória da Derrota", faixa que também encerra o show deles. O que parece um rock alternativo na audição do disco, acaba se tornando um hard robusto, com guitarras rasgadas. Já "Menina", música que abre o citado álbum, é executada na pressão - carregada essencialmente por seu riff à la Arctic Monkeys. No final da apresentação, o vocalista Ricardo Alexandre deixou uma frase que serve de lema para essa nova cena:"Amanhã será maior!". No que depender do Stereophant, as coisas estão bem encaminhadas.

Foto: Bruno Eduardo
Stereophant esquentou ainda mais o lotado Teatro Odisséia
HOVER  
Comparando com os principais expoentes dessa nova cena, o Hover é uma banda que traz uma fórmula diferenciada - e bem executada - do rock alternativo que estamos acostumados a ver nos becos cariocas. A maioria dos grupos ainda possuem resquícios do hardcore, e pegam influências diretas em bandas como Dead Fish, Pennywise e Satanic Surfers - como é o caso do Nove Zero Nove, Diabo Verde, Parola, Rastro Dalma, Menores Atos e do próprio Stereophant (que se apresentou antes). Como pôde ser visto pelo público na ótima "The Word Was Sound", eles apresentam um modelo com letras em inglês, e que vai do classic rock ao nu-metal - flertando com o progressivo, rock alternativo e indie rock. Analisando o repertório desse show, fica evidente que a banda ainda está em processo de evolução da proposta. Um exemplo disso é a música "Teeth", que estará presente no próximo disco da banda (previsto para os próximos meses). A faixa começa com um clima "floydiano" e se perde em riffs ganchudos, com efeitos e paradinhas bem tramadas - criando desde já uma expectativa aos próximos passos do Hover. Que venha logo o disco novo! 

Foto: Bruno Eduardo
Hover apresenta novas fórmulas no cenário habitual
Foto: Adriana Vieira

No dia 18 de julho, acontece a edição de dois anos do Roquealize-se - festival de bandas independentes que acontece na Zona Norte do Rio de Janeiro. Tendo como objetivo fomentar a cena rock da cidade, o festival  foi criado em 2013 e costuma reunir as bandas que vem se destacando no cenário. Dessa vez, o line up conta com os grupos Blind HorseCasti’ElDrennaForkill e Plastic Fire, além de um show de abertura (com a banda mais votada na página do evento). O evento conta também com o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro e faz parte do calendário oficial de comemorações dos 450 anos da cidade. O Roquealize-se também estará arrecadando agasalhos para doação durante todo o evento. 

DRENNA


PLASTIC FIRE


BLIND HORSE


CASTI'EL


FORKILL


Festival Roquealize-se #6
Data: 18 de julho (Sábado)
Local: Praça XV de Novembro - Marechal Hermes
Horário: 16h 
Evento Gratuito